Joe Musashi volta das cinzas com a katana afiada e o coração pesado. A Lizardcube, mesma responsável pelo renascimento de Streets of Rage, agora tenta resgatar a nostalgia de Shinobi. E consegue. Nos primeiros minutos, você já está deslizando por um corredor de néon, cortando capangas com um combo que não quebra. A execução em cadeia, com kanjis brilhando e inimigos explodindo em tinta, é muito satisfatória, quase tátil. O design de ação 2D aqui é refinado a ponto de cada golpe parecer coreografado.
Mas nem tudo são flores. As plataformas, tão essenciais quanto o combate, são traiçoeiras: saltos cegos em abismos que você não vê, quedas que interrompem o fluxo de hits. Uma hora você está no alto de um trem em movimento, desviando de obstáculos; na outra, despenca porque o jogo escondeu o chão. A história, confesso, é só um pretexto. vingança contra a ENE Corp e Lord Ruse não cativa. O que importa é se a jornada vale a pena. E para quem busca ação 2D de alto nível, a resposta é sim, com ressalvas.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Foque no combate: se você joga para sentir o impacto dos golpes, este jogo vai te hipnotizar. O sistema de execuções e combos contínuos é viciante.
- Prepare o fôlego: as plataformas têm 'leaps of faith' que vão testar sua paciência. Tentativa e erro faz parte do pacote.
- Explore com calma: colecionáveis e habilidades de travessia escondem áreas secretas. Revisitar fases depois de desbloquear o gancho recompensa.
- Escolha sua versão: a base já vem recheada; a Deluxe adiciona o DLC SEGA Villains Stage com chefes clássicos. Vale se você quer mais desafio.
- Jogue no seu tempo: a dificuldade progride de forma justa, e os checkpoints (estátuas de serpente) são generosos. Não tenha pressa.
1. SHINOBI: Art of Vengeance. ação 2D com combate refinado e arte deslumbrante (PS5)
Fonte: Amazon.com.brSHINOBI: Art of Vengeance (Playstation 5)
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Você começa o jogo desconfiado. afinal, reviver Shinobi não é tarefa simples. Mas basta a primeira luta para entender: o combate é o coração pulsante. Joe Musashi corta, arremessa kunai, executa. Marcar um inimigo com o kanji e vê-lo ser despedaçado em câmera lenta enquanto você recupera vida é um espetáculo. O combo não morre: você pode passar de um grupo a outro sem perder a contagem. Incentiva agressividade, precisão, e quando você encaixa três execuções em pleno ar, a sensação de domínio é avassaladora. A campanha leva de 10 a 15 horas na dificuldade Shinobi, espalhadas por 14 missões. Cada fase tem personalidade: o mercado de peixe com néons, o deserto empoeirado, a base militar metálica. Os inimigos variam. soldados, ninjas especiais, capangas que exigem estratégia. Os chefes, como Lord Ruse, têm múltiplas fases e padrões que exigem adaptação. O problema? As plataformas. Em vários trechos, você pula em um vazio esperando chão firme, mas ele não aparece. Esses 'leaps of faith' repetidos geram mortes injustas e quebram o ritmo. Felizmente, os checkpoints são frequentes e o fast travel entre estátuas de serpente alivia a frustração. Visualmente, é de cair o queixo. A arte desenhada à mão com pinceladas, cenários com parallax e animações fluidas dão uma identidade única. A trilha sonora de Tee Lopes e Yuzo Koshiro é um presente: faixas eletrônicas que aceleram o coração, percussão que remete aos clássicos do Mega Drive. Depois da campanha, os modos Arcade e Boss Rush alongam a vida, além dos colecionáveis (Relíquias Oboro, fragmentos de Dark Katana) que incentivam revisitar fases. Para fãs de ação 2D que relevam alguns deslizes, SHINOBI: Art of Vengeance é uma das experiências mais intensas do gênero. Quem cresceu com ninjas e nostalgia vai se sentir em casa.
Prós
- Combate fluido e viciante, com execuções em cadeia e combos contínuos
- Arte 2D deslumbrante, com direção de estilo própria e cenários variados
- Trilha sonora de Tee Lopes e Yuzo Koshiro que eleva cada confronto
- Duração justa (10-15h) e modos extras que adicionam camadas
Contras
- Plataformas com excesso de 'leaps of faith' geram mortes injustas e tentativa e erro
- História fraca e mal integrada, com cutscenes que quebram o ritmo da ação
Combate: o coração do revival
Pegue a katana. Sinta o peso de cada golpe. Em SHINOBI, o combate é fluido, responsivo e extremamente satisfatório. Um toque no botão fraco inicia um combo horizontal; segurar o forte joga os inimigos para trás. Kunai interrompe ataques ou inicia combos aéreos. Quando a barra de stun enche, o kanji aparece. a execução não só elimina, mas também cura. O melhor: o combo não zera quando você muda de grupo. Você corta um soldado, corre para o próximo, e a contagem continua. Em fases densas, manter uma corrente de 30, 40 ou 100 hits é possível, e isso dá uma sensação incrível de domínio. As magias Ninpo (fogo, relâmpago, gelo) trazem variedade tática. Os quatro Ninjutsus especiais são verdadeiras limpa-telas. O sistema de amuletos permite personalizar a build: um que aumenta dano em combo alto, outro que recupera vida ao executar. Montei uma build focada em execução curativa e dano progressivo. a mais satisfatória. Até os chefes mais punitivos viram balés coreografados. É ação 2D no auge.
Arte, som e os momentos que frustram
Cada cenário é um quadro: o mercado de peixe com néons, o deserto empoeirado, a base militar com detalhes táticos. As animações de Joe são fluidas, os inimigos têm designs distintos. de capangas a ninjas especiais. O parallax dá profundidade, e as cutscenes em estilo mangá encaixam bem, mesmo que a história não empolgue. A trilha sonora de Tee Lopes e Yuzo Koshiro é um presente: faixas eletrônicas que aceleram o coração e momentos de percussão que lembram os clássicos do Mega Drive. Mas as plataformas mancham o quadro. As fases com rolagem automática, como 'The Chase', são tensas, mas em alguns trechos o ângulo da câmera ou a falta de pistas visuais causam quedas injustas. Você pula em um vazio esperando um chão que não aparece. Depois da terceira morte no mesmo fosso invisível, o jogo perde um pouco do encanto. Felizmente, os checkpoints são generosos e o fast travel entre estátuas de serpente ajuda a minimizar o problema.
Conteúdo e rejogabilidade: o que fazer após a campanha
A campanha principal leva entre 10 e 15 horas, dependendo da exploração. São 14 missões, cada uma com segredos: moedas Ouroboro, Relíquias Oboro e as Fendas do Ankou. desafios opcionais que rendem fragmentos da Dark Katana. Habilidades de travessia (gancho, escalada, chute para quebrar chão) incentivam revisitar fases antigas. Não chega a ser um Metroidvania completo, mas o backtracking é recompensador. Depois dos créditos, liberam-se os modos Arcade e Boss Rush. O Arcade pontua seu desempenho em cada fase, estimulando a otimização de tempo e combos. O Boss Rush é uma sequência de chefes que testa seu domínio. O DLC SEGA Villains Stage (incluído na edição Deluxe) adiciona três chefes clássicos: Death Adder, Majima e Dr. Eggman, cada um com mecânicas únicas. Para quem quer 100%, o jogo oferece entre 19 e 24 horas de conteúdo. Não é um título infinito, mas o suficiente para justificar o investimento para fãs do gênero.
Perguntas frequentes sobre review SHINOBI: Art of Vengeance () PlayStation 5
Quanto tempo dura SHINOBI: Art of Vengeance?
A campanha principal leva de 10 a 15 horas na dificuldade Shinobi. Para explorar todos os segredos e chegar a 100%, espere entre 19 e 24 horas. Os modos Arcade e Boss Rush aumentam a longevidade.
O jogo é muito difícil?
A dificuldade é progressiva e bem calibrada. Começa acessível e fica desafiadora do meio para o fim. As plataformas podem frustrar por causa de saltos cegos, mas checkpoints frequentes aliviam.
SHINOBI: Art of Vengeance é um Metroidvania?
Tem elementos como habilidades de travessia que permitem revisitar fases e segredos, mas a estrutura é linear. Não é um Metroidvania puro, e sim um action platformer com toques de exploração.
Vale a pena para quem não jogou os Shinobi antigos?
Sim. A história é autossuficiente e não exige conhecimento anterior. O combate e a arte são atrativos por si só. Fãs de ações 2D como Streets of Rage 4 vão se sentir em casa.
O DLC SEGA Villains Stage é essencial?
Não essencial, mas é um extra divertido com três chefes de outras franquias. Se você curte desafios adicionais e quer mais variedade, a edição Deluxe pode valer a pena.
