Review Shantae: Risky’s Revenge – Director’s Cut (PS5): metroidvania charmoso e direto

Shantae: Risky's Revenge – Director's Cut não perde tempo. Em minutos, você já está pulando, chicoteando e dançando para virar macaco. O jogo chega ao PS5 com a mesma pixel art encantadora de 2010, agora em 60fps e carregamento instantâneo. É um metroidvania curto, direto e cheio de personalidade. Ideal para quem busca uma aventura leve entre títulos maiores.

Lançado originalmente para Nintendo DSi, o título ganhou um novo fôlego e agora aparece em edição física pela Limited Run Games. A Director's Cut adiciona um Magic Mode e sistema de viagem, mas o coração do jogo continua o mesmo: explorar Sequin Land, desbloquear transformações e enfrentar piratas com golpes de cabelo.

Passei alguns dias com a versão de PS5, percorrendo cada área, testando chefes e conferindo as novidades. A impressão é de um jogo sólido, mas com algumas arestas.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Metroidvania leve: o foco é exploração com backtracking, mas sem a complexidade de mapas enormes. Ideal para sessões curtas.
  • Transformações são a chave: macaco escala paredes, elefante quebra rochas, sereia nada. Cada uma desbloqueia novas áreas.
  • Magic Mode: nova roupagem com jogabilidade rebalanceada e sistema de warp. Dá um gás extra para quem já zerou o jogo original.
  • Aspect ratio importa: o modo 4:3 original é o mais bonito. Evite o 16:9 esticado, que distorce os sprites.
  • Conteúdo extra físico: a Collector's Edition inclui SteelBook, CD da trilha sonora, pins, chaveiro, pôster e suporte acrílico. Para colecionadores, um mimo.

1. Shantae: Risky's Revenge – Director's Cut para PlayStation 5 (Limited Edition)

Shantae: Risky's Revenge – Director's Cut é um metroidvania 2D que capricha no charme e na simplicidade. A pixel art é linda, a trilha sonora de Jake Kaufman gruda na cabeça, e as transformações trazem variedade ao combate e à exploração. São cinco horas de campanha principal, sete ou oito se você vasculhar cada baú. Ao desbloquear a sereia, você mergulha nas correntezas e descobre atalhos que evitam trechos inteiros de backtracking. É um jogo que não se leva a sério, com diálogos divertidos e personagens cativantes como a zumbi Rottytops e o tio Mimic. No PS5, a versão Director's Cut roda a 60fps sólidos com carregamento quase zero. O uso do DualSense é discreto (alguns sons no alto-falante e feedback háptico leve), mas a jogabilidade responde bem. Os problemas? Colisões imprecisas com inimigos em plataformas, um sistema de mapa que não marca segredos e a moeda que fica inútil após a primeira masmorra. Para quem jogou o original no DSi ou em outras plataformas, as novidades são poucas: o Magic Mode e o warp system são bem-vindos, mas não transformam a experiência. A edição física da Limited Run Games é um item de colecionador. A embalagem traz SteelBook, manual colorido, CD da trilha sonora, pins, chaveiro e pôster reversível. O preço reflete a raridade; para quem só quer jogar, a versão digital da PSN é mais acessível e oferece upgrade gratuito de PS4 para PS5. No fim, Shantae é uma recomendação fácil para fãs de plataforma 2D e metroidvania que buscam uma aventura leve, bonita e bem humorada. Mas se você espera dezenas de horas de conteúdo ou um uso intenso dos recursos do PS5, talvez seja melhor procurar outro jogo.

Prós

  • Pixel art encantador e bem animado
  • Trilha sonora excelente de Jake Kaufman
  • Transformações criativas que mudam a jogabilidade
  • Diálogos espirituosos e personagens carismáticos
  • Performance sólida: 60fps e carregamento instantâneo no PS5

Contras

  • Campanha curta (cerca de 5 horas principal)
  • Problemas de colisão com inimigos em plataformas

Gameplay e exploração: dança, cabelo e bastante backtracking

Pule, dance, vire macaco. A jogabilidade de Shantae é um loop viciante de backtracking e descoberta. O chicote de cabelo é a arma padrão, mas as magias são mais úteis. o Pike Ball cria uma barreira de dano que facilita enfrentar grupos. A grande sacada está nas transformações: dançar para virar macaco, elefante ou sereia não só muda o visual, mas abre passagens e concede novas habilidades. Encontrar um baú que só pode ser aberto com o dash aéreo do macaco é sempre uma recompensa.

O mapa de Sequin Land não é enorme, mas incentiva o backtracking. Conforme você ganha novas transformações, áreas antes inacessíveis se tornam exploráveis, revelando baús com upgrades de vida ou itens colecionáveis. É recompensador encontrar um atalho ou um coração extra depois de uma sequência de plataformas. O problema é que o sistema de mapa é básico demais. não mostra onde estão os segredos nem diferencia salas visitadas, o que força a memória do jogador.

Em termos de dificuldade, o jogo é leve. perfeito para quem quer um metroidvania sem stress. Chefes têm padrões previsíveis e a maioria pode ser vencida com paciência. As colisões, porém, atrapalham: inimigos pequenos em plataformas baixas muitas vezes acertam Shantae mesmo quando o golpe parece ter acertado. Nada que quebre a experiência, mas uma aspereza que poderia ter sido polida.

Visual, som e performance no PS5

Pixel art que brilha, trilha que gruda. A primeira fase já mostra o capricho: cenários coloridos, animações fluídas, Shantae com seus longos cabelos voando. A Diretor's Cut traz retratos em alta resolução durante os diálogos, que dão mais expressão aos personagens. Jogue no modo 4:3. o wide 16:9 estica a imagem e deixa os sprites borrados. O modo com bordas também funciona bem.

A trilha sonora, composta por Jake Kaufman (que também fez a trilha de Shovel Knight), é o ponto alto. Cada fase tem um tema grudento. Scuttle Town, Burning Desert, as cavernas submersas. A música se adapta ao clima e não cansa. No DualSense, alguns efeitos sonoros saem pelo alto-falante do controle, como o barulho de itens coletados, mas é um recurso discreto. O feedback háptico se resume a leves vibrações durante ataques e danos.

No quesito desempenho, o jogo é exemplar no PS5. 60fps firmes do início ao fim, sem engasgos. O carregamento é instantâneo: ao morrer ou trocar de tela, a transição é quase imediata. Não há suporte a Resolução 4K ou ray tracing. é um jogo de pixel art, afinal. mas a proposta não exige esses recursos. O que está aqui funciona bem.

Perguntas frequentes sobre review Shantae: Risky's Revenge – Director's Cut Limited Edition PlayStation 5

Quanto tempo dura Shantae: Risky's Revenge – Director's Cut?

Cerca de cinco horas para ver os créditos. Sete ou oito se quiser pegar todos os segredos. Existe um New Game Plus que adiciona desafio, mas é basicamente rejogar com mais poder e menos defesa.

Vale a pena para quem já jogou o original no DS ou em outras plataformas?

Depende. A Director's Cut adiciona um Magic Mode (nova roupagem com foco em combate) e um sistema de viagem rápida, mas o conteúdo base é o mesmo. Se você é fã da série e quer apoiar a Limited Run, a edição física é um item de colecionador. Caso contrário, a versão digital da PSN é mais em conta e oferece o mesmo jogo.

O jogo tem legendas ou dublagem em português?

A versão para PlayStation 5 não possui suporte oficial ao português brasileiro. O texto está em inglês, mas a localização é simples e bem escrita. Fãs de longa data podem encontrar patches de tradução na versão de PC, mas no PS5 não há essa opção.

O que vem na edição física da Limited Run Games?

A Collector's Edition inclui o disco do jogo (região livre), um SteelBook, manual colorido, CD da trilha sonora original, três pins de metal dos Zumbis, um chaveiro, um suporte acrílico da Shantae e um pôster reversível de 18×24 polegadas. É um pacote caprichado para quem valoriza mídia física e colecionáveis.

O jogo se aproveita dos recursos do PS5?

De maneira modesta. A resolução e taxa de quadros são excelentes (60fps firmes), o carregamento é instantâneo e há feedback háptico leve, além de alguns sons pelo alto-falante do DualSense. Não espere uso intenso dos gatilhos adaptáveis ou funcionalidades exclusivas. É basicamente um port bem feito de um jogo de 2010.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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