Montar seu personagem leva horas. Próteses, vitiligo, tom de voz, cada detalhe importa. Você pula de um prédio com wingsuit, aterrissa em um carro esportivo e sai atirando. É quando Saints Row funciona. O problema vem depois: as mesmas missões de ir ao ponto A, matar, voltar. Os três amigos carismáticos (Eli, Neenah, Kevin) tentam segurar a narrativa, mas o mundo aberto parece cenário de cinema vazio. Prédios trancados, NPCs robóticos, uma cidade que não reage. É um jogo que pede um amigo ao lado para transformar o tédio em comédia.
Saindo do humor espacial de Saints Row IV, o reboot de 2022 tenta algo mais pé no chão: formar um império com três amigos. A cidade de Santo Ileso, inspirada em Las Vegas, tem personalidade visual, mas falta alma. O combate tem takedowns cinematográficos e a movimentação inclui wingsuit e veículos arcade. Tudo isso montado sobre um mundo aberto que parece de outra geração. É para jogar com um amigo no sofá e não levar a sério.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- A customização é um dos pontos altos. Você gasta horas ajustando próteses, cabelo, tatuagens, até o formato do nariz. Opções inclusivas como vitiligo e vozes diversas são raras no gênero.
- O cooperativo salva o jogo. Drop in, drop out, progressão compartilhada. Com um amigo, até a missão mais repetitiva vira uma perseguição caótica de rir. Sozinho, a repetição pesa.
- Duração justa: 15 a 20 horas para a campanha principal, 40 para 100%. Não é um mundo aberto infinito, mas suficiente para um fim de semana de ação.
- Tecnicamente, o jogo ainda tropeça. Texturas que demoram a carregar, NPCs que desaparecem, física de carros exagerada. Patches melhoraram, mas o polimento não é de ponta.
1. Saints Row (Launch Edition) para PlayStation 5: reboot com customização rica e coop divertido
Fonte: Amazon.com.brSaints Row Day One Edition PS5
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Santo Ileso é bonita de longe. Você dirige por um deserto, vê o brilho de um cassino ao fundo. Mas quando para para explorar, as portas não abrem. Os NPCs repetem as mesmas frases. A customização, essa sim, é um show à parte. Próteses, vitiligo, voz, tatuagens, cada detalhe importa. O combate tem takedowns cinematográficos e o wingsuit dá liberdade vertical. As missões, no entanto, seguem um roteiro cansativo: vá ao local, mate os inimigos, fuja. Algumas fogem do padrão, como a missão de LARP que vira uma aventura medieval hilária. São raros esses momentos. O cooperativo transforma o jogo. Com um amigo, os bugs viram piada interna, as perseguições ficam mais caóticas e a repetição se perde na bagunça. O drop in, drop out funciona suave, a progressão compartilhada incentiva a jogar junto. Sozinho, a monotonia aparece mais cedo. No PS5, o modo performance tenta entregar 60 fps, mas engasga em áreas cheias. Pop in de texturas e iluminação irregular lembram um jogo de PS4. A trilha sonora, com rock e eletrônica, é destaque e embala bem as corridas. No final, Saints Row é um reboot que acerta na customização e no cooperativo, mas erra no mundo aberto e na variedade. É um jogo para quem quer ação descompromissada e tem um amigo para compartilhar. Se você busca polimento técnico ou narrativa impactante, passe longe.
Prós
- Customização de personagem extremamente rica e inclusiva
- Modo cooperativo online divertido e bem implementado
- Combate satisfatório com takedowns e wingsuit
- Trilha sonora excelente
Contras
- Mundo aberto vazio e com pouca interação
- Missões repetitivas (ir, atirar, voltar)
Criador de personagem deslumbrante, missões que não acompanham
A tela de criação é um playground. Você define ossos, músculos, próteses, vitiligo, tom de voz, roupas que se sobrepõem. Combinações quase infinitas. O combate acompanha essa liberdade com armas variadas e takedowns cinematográficos. O wingsuit permite cruzar quarteirões em segundos. Mas as missões não usam essas ferramentas com criatividade. Na maioria das vezes, você segue um marcador, atira nos inimigos, volta. O sistema de perks, desbloqueado por desafios, tenta quebrar a mesmice, mas não é o suficiente.
Cooperativo transforma o jogo
Se Saints Row fosse apenas single player, a nota seria mais baixa. O cooperativo transforma cada missão em comédia pastelão. As criminal ventures, os negócios para expandir a gangue, ficam mais interessantes em dupla. O drop in, drop out é suave, a progressão compartilhada funciona. Para quem tem um amigo, é um dos pacotes cooperativos mais sólidos do ano. Sozinho, a falta de variedade pesa. Entregas, caça a procurados: vá, atire, volte.
No PS5, gráficos irregulares e som de qualidade
O modo performance no PS5 tenta manter 60 fps, mas engasga em áreas movimentadas. Texturas aparecem do nada, a iluminação é sem graça. Um toque no carro e ele capota. Patches corrigiram bugs graves, mas NPCs ainda somem e objetos surgem do nada. Parece um jogo do começo da geração PS4. A trilha sonora, com faixas de rock e eletrônica, é o destaque e segura a imersão.
Perguntas frequentes sobre review Saints Row Launch Edition PlayStation 5
Quanto tempo dura a campanha de Saints Row?
A campanha principal leva de 15 a 20 horas. Para completar 100%, incluindo colecionáveis e atividades, você vai precisar de cerca de 40 horas.
Esse reboot mantém o humor insano da série?
Não. O tom é mais pé no chão comparado a Saints Row IV e The Third. O humor ainda existe, mas é mais contido. Fãs nostálgicos podem estranhar.
O cooperativo funciona bem?
Sim. É drop in, drop out, progressão compartilhada. Funciona suave e é o melhor do jogo. Recomendo com um amigo.
Como está o desempenho no PS5 atualmente?
Melhorou com patches, mas ainda tem pop in e algumas quedas de fps. O modo performance é o mais indicado para fluidez.
