O som dos passos metálicos ecoa no saguão da OmniTower. Você mira, ativa o bullet time, e o primeiro tiro ricocheteia no painel antes de explodir a cabeça de um mercenário. É assim que Unfinished Business começa: sem enrolação, sem respiro. A expansão standalone de RoboCop: Rogue City te joga direto na ação, confinando o ciborgue a uma torre corporativa da OCP. Se você veio atrás de tiroteios intensos, finalizações brutais e o humor seco de Peter Weller, a casa está de portas abertas. O problema é que a mudança de cenário roubou um pouco da alma que fazia Detroit se sentir viva no jogo base.
Em vez de ruas sujas e cidadãos para proteger, a OmniTower entrega corredores, escritórios e laboratórios. É uma troca que favorece a ação contínua, mas deixa para trás aquele charme de explorar um quarteirão e encontrar uma treta de morador para resolver. Ainda há missões paralelas, mas o prédio, por mais vertical que seja, não tem o mesmo pulso de uma cidade. Isso não significa que a experiência seja vazia: longe disso. O combate continua delicioso, e os flashbacks como Alex Murphy trazem uma mudança de ritmo que salva a campanha de virar um tiroteio repetitivo atrás do outro.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Fã do filme e do jogo base? A compra é quase automática: é mais RoboCop com a voz de Peter Weller.
- Campanha de 8 a 10 horas, sem enrolação. Espere ação direta e pouca exploração.
- O foco é combate visceral. Quem prefere ritmo calmo ou história surpreendente pode sentir falta.
- Idioma: áudio em inglês, legendas em espanhol e francês. Sem português.
1. RoboCop: Rogue City. Unfinished Business para PlayStation 5: expansão standalone de ação e nostalgia
Fonte: Amazon.com.brROBOCOP ROGUE CITY UNFINISHED BUSINESS | PS5
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Você entra em uma sala escura. Um robobomb rola na sua direção. Ativa o bullet time, ricocheteia tiros nos painéis e detona o robô antes que ele chegue. É assim que a maioria dos confrontos de Unfinished Business rola: intensos, mas previsíveis. A expansão te joga na OmniTower, uma torre corporativa da OCP, e o objetivo é subir andar após andar eliminando mercenários, drones e androides. A estrutura vertical lembra filmes como Dredd, mas há desvios e salas laterais que quebram a monotonia. O combate continua sendo o grande destaque. Cada tiro da Auto-9 tem peso, e os finalizadores ambientais são um espetáculo: esmagar um inimigo contra um painel elétrico ou arremessá-lo do parapeito nunca cansa. A Cryo Cannon, nova arma que congela grupos, adiciona uma camada tática bem-vinda, mas a Auto-9 infinita domina o arsenal. Você raramente troca de arma, e os inimigos, apesar de tipos novos como robôs que correm rápido e androides com katanas, não exigem estratégias muito diferentes. A maior parte do tempo você atira, usa bullet time quando a tela enche e repete. O grande diferencial está nos flashbacks. Jogar como Alex Murphy, ainda humano, traz uma vulnerabilidade que contrasta violentamente com a invulnerabilidade de RoboCop. Os cenários são mais escuros, a movimentação mais rápida, e a necessidade de cobertura transforma o ritmo. Esses momentos quebram a monotonia e adicionam profundidade emocional. A atuação de Peter Weller continua impecável, com aquele humor seco e a cadência robótica que só ele tem. Infelizmente, os coadjuvantes não acompanham: algumas vozes soam genéricas. A história é funcional, sem reviravoltas. As missões paralelas, no entanto, salvam a narrativa com diálogos absurdos e escolhas que afetam o desfecho. Resolver uma briga entre vizinhos com uma ameaça sem graça ou atender um chamado ridículo mantém o espírito do jogo base vivo. Unfinished Business é um prato cheio para quem já devorou o RoboCop de 2023 e quer mais. Para quem não jogou o original, a expansão funciona de forma independente, mas a experiência completa está no jogo base. A proposta é clara: ação desenfreada, sem frescuras. O que ela perde em variedade e ambientação, ganha em foco e intensidade. Não é uma evolução do gênero, mas é um lembrete de que, às vezes, a diversão está em não reinventar a roda e apenas apertar o gatilho com vontade.
Prós
- Combate visceral e satisfatório com finalizadores ambientais brutais
- Atuação icônica de Peter Weller com humor seco e carisma
- Flashbacks como Alex Murphy trazem variedade e profundidade narrativa
- Missões paralelas absurdas e diálogos afiados
Contras
- OmniTower não tem a personalidade de Detroit; ambientação genérica
- Auto-9 domina o arsenal, tornando outras armas secundárias
Combate e arsenal: peso e repetição
Você entra na sala, vê três mercenários e um androide de katana. Ativa o bullet time, ricocheteia tiros em um painel, acerta a cabeça do primeiro, depois congela o grupo com a Cryo Cannon e esmaga um deles no chão. É satisfatório, mas a fórmula se repete sem grandes variações. A Cryo Cannon é divertida, mas a Auto-9 infinita domina. Não há motivo real para trocar de arma. Os inimigos novos. robôs que correm rápido, androides de katana. são mais chamativos do que desafiadores. Uma vez que você pega o padrão, o combate vira uma coreografia previsível. Ainda assim, cada finalizador ambiental, como arremessar um mercenário pela janela, traz um sorriso. É repetitivo, mas vicia.
Flashbacks e narrativa: o tempero que faltava
De repente, você não é mais uma máquina imortal. No flashback, Alex Murphy está encurralado atrás de uma mesa, coração acelerado, munição curta. Cada tiro conta, cada cobertura é vital. Essa mudança de perspectiva é brutal. Os flashbacks quebram o ritmo acelerado da torre e adicionam uma camada narrativa que o jogo base já fazia bem. A história principal, no entanto, é linear e previsível. O roteiro não surpreende, mas a atuação de Peter Weller segura o interesse. As missões paralelas são o verdadeiro coração: resolver uma briga entre vizinhos com uma ameaça sem graça ou atender um chamado ridículo. Os diálogos afiados e as escolhas impactantes trazem de volta aquele humor característico que faz RoboCop ser mais do que uma máquina de matar.
Para quem é essa expansão?
Unfinished Business é para o fã que quer sentar no sofá, desligar o cérebro e atirar em tudo que se move por algumas horas. Não espere inovação mecânica ou uma história que vai te surpreender. A campanha é compacta, a ação é frenética e a nostalgia está em cada frase de Weller. Se você não é fã da franquia ou busca um jogo de tiro com profundidade tática, melhor olhar para outros títulos. Mas se o que você quer é uma dose concentrada de RoboCop, sem enrolação, e com a violência e o humor que definem o personagem, essa expansão entrega exatamente o que promete. É um prato cheio para quem já devorou o original. Para quem não jogou, funciona sozinha, mas a experiência completa está no jogo base. A proposta é clara: ação desenfreada, sem frescuras. E, honestamente, às vezes é só isso que a gente precisa.
Perguntas frequentes sobre review ROBOCOP ROGUE CITY UNFINISHED BUSINESS PlayStation 5
Preciso ter jogado RoboCop: Rogue City original?
Não. Unfinished Business é uma expansão standalone. A história começa após o jogo base, mas o contexto é explicado. Jogar o original enriquece, mas não é obrigatório.
Quanto tempo dura a campanha?
A campanha principal leva cerca de 8 horas. Para completar tudo, incluindo missões paralelas e colecionáveis, espere entre 10 e 11 horas.
O jogo tem legendas em português?
Não. O áudio está em inglês e as legendas disponíveis são em espanhol e francês. Se você depende de legendas, é um ponto de atenção.
O desempenho no PS5 é bom?
Sim. A versão de PS5 roda com carregamentos rápidos e taxa de quadros estável. Alguns relatos de bugs menores, mas nada que comprometa a experiência.
Vale a pena para quem não é fã de RoboCop?
Depende. Se gosta de FPS arcade com ação visceral e não se importa com história genérica, pode aproveitar. Mas o jogo claramente mira nos fãs da franquia.
