Riders Republic no PS5: a loucura dos esportes radicais em 64 jogadores

Você e mais 63 malucos descem uma montanha a toda velocidade. Sua bike salta, você tenta uma manobra, mas um esquiador colide de lado e os dois capotam em câmera lenta enquanto o pelotão passa gritando. Riders Republic é isso: um playground radical onde a física é sugestão e a diversão nasce do caos.

A Ubisoft Annecy, mesma criadora de Steep, construiu um mapa que junta Yosemite, Bryce Canyon e outros parques nacionais num só mundo aberto. De bike, snowboard, wingsuit ou jetpack, você troca de modalidade no botão, sem loading. As corridas são frenéticas, as manobras impossíveis, e cada queda vira piada.

Mas o jogo tem suas arestas: diálogos que chegam a dar vergonha alheia, um tutorial que não acaba nunca e microtransações cosméticas que insistem em aparecer. A pergunta é: vale a pena encarar? Se você busca adrenalina sem compromisso, a resposta é sim. mas com ressalvas.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Escolha seu estilo de controle: o modo Velocista (automático) facilita manobras e aterrissagens, ideal para quem quer sentir a velocidade. O Mestre das Manobras (manual) exige prática, mas recompensa com maior liberdade e pontuação. Teste os dois nas primeiras corridas.
  • A progressão é por estrelas: complete eventos, desafios de patrocinadores (Red Bull, X Games) e colete itens no mapa. A campanha principal dura cerca de 15h, mas para zerar tudo são mais de 90h. Foque no que te diverte.
  • O coração do jogo é o multiplayer. As Corridas em Massa com 64 jogadores acontecem a cada 30 minutos (nos horários cheios e meia hora). Se você curte caos competitivo, isso aqui é ouro. Mas lembre: internet é obrigatória, mesmo no modo solo.
  • Fique de olho nas edições. A versão padrão já tem bastante conteúdo. A Gold e a Ultimate vêm com Year 1 Pass, que adiciona 8 kits exóticos e BMX. Se for mergulhar de cabeça, vale o investimento.

1. Riders Republic para PlayStation 5: análise completa do jogo de esportes radicais da Ubisoft

Você liga para uma corrida rápida. Duas horas depois, ainda está lá, tentando superar sua melhor pontuação num desafio de manobras. Riders Republic tem esse poder: a cada esquina do mapa surge um novo evento, uma corrida maluca ou um colecionável escondido entre os cânions. A progressão por estrelas mantém o loop fresco. mesmo que a campanha se arraste no meio. O brilho máximo está no multiplayer. As Corridas em Massa com 64 jogadores são um banho de caos: você lidera, leva um tranco e cai de cabeça num desfiladeiro. Frustrante e hilário na mesma medida. O modo Batalha de Manobras 6×6 adiciona tensão tática, e os circuitos da comunidade estendem a vida útil por meses. Os diálogos e personagens, porém, são forçados a ponto de virar piada. e não das boas. O tom mockumentary cansa rápido, e o protagonista mudo não ajuda. O tutorial se estende demais, e as microtransações, mesmo sendo só cosméticas, estão sempre ali, cutucando. Ainda assim, para quem busca arcade radical com muito conteúdo e ritmo, Riders Republic no PS5 entrega 60 FPS sólidos e carregamento instantâneo. É uma baita pedida.

Prós

  • Variedade enorme de esportes. bike, esqui, snowboard, wingsuit e mais. troca instantânea no mapa
  • Mundo aberto belíssimo combinando 7 parques nacionais, com exploração livre no Modo Zen
  • Multijogador caótico com até 64 jogadores, corridas a cada 30 minutos
  • Controles personalizáveis (automático/manual) que atendem novatos e veteranos
  • Progressão por estrelas constante com equipamentos que melhoram atributos

Contras

  • Diálogos e personagens forçados, tom cringe que afasta quem busca narrativa séria
  • Tutorial excessivamente longo que atrasa a imersão no mundo aberto

Gameplay e modos: do asfalto ao céu, sempre em movimento

Você está pedalando por um vale verde. Um toque no botão e sua bike vira uma asa-delta; em segundos, voa sobre as árvores. Riders Republic não te prende a uma modalidade. Durante a exploração, você alterna entre bicicleta, esqui, snowboard e wingsuit em tempo real. O mapa, com mais de 45 marcos reais, tem biomas que mudam a dinâmica. neve, floresta, deserto.

Os controles oferecem dois modos: Velocista (automático) e Mestre das Manobras (manual). O primeiro facilita aterrissagens e manobras básicas. ideal para sentir a adrenalina sem se preocupar com técnica. O segundo dá controle total sobre cada giro e inclinação, recompensando horas de treino. A física é arcade, mas com peso o suficiente para que cada colisão tenha consequências. e boas risadas.

Na carreira, você alterna entre disciplinas como Bike Racing, Snowboard Freestyle e Wingsuit, cada uma com sua progressão. Os eventos patrocinados (Red Bull, X Games) aparecem conforme você ganha estrelas. completando desafios extras e colecionáveis (balões RR, relíquias). O sistema de equipamentos com raridade (como em RPG) incentiva repetir provas: cada peça altera velocidade, manobrabilidade e resistência.

O Modo Zen é um respiro: exploração livre sem objetivos, apenas você e o cenário. Perfeito para relaxar ou caçar uma foto. Mas, sozinho, o mundo parece vazio. os outros corredores são apenas fantasmas. Ainda assim, entre uma corrida e outra, funciona como pausa.

Conteúdo e longevidade: horas a fio de caos controlado

Quantidade não falta. A campanha principal leva cerca de 15 horas, mas completar tudo. eventos, colecionáveis, desafios de patrocinadores. pode passar de 90 horas. E isso sem o multiplayer, que é onde o jogo realmente brilha. As Corridas em Massa, com 64 jogadores, acontecem a cada 30 minutos: ultrapassagens, tombos, vitórias roubadas no último segundo.

Além delas, o Batalha de Manobras (6×6) exige coordenação: sua equipe ganha pontos ao executar manobras e derrubar adversários. O Versus e o Free-for-All completam o pacote. O Laboratório permite criar e jogar circuitos da comunidade. vida útil infinita. Para platinar, são necessárias 50 Corridas em Massa, o que garante dezenas de horas online.

O conteúdo pós-lançamento inclui eventos sazonais e a adição de skate (setembro de 2023). O Year 1 Pass adiciona 8 kits exóticos e pacote BMX. Microtransações cosméticas estão lá, mas tudo que impacta o gameplay pode ser conquistado jogando. A trilha sonora, variada, é ponto fraco para alguns. falta uma playlist marcante.

Perguntas frequentes sobre review Rider's Republic () PlayStation 5

Riders Republic é um jogo online ou tem campanha single-player?

Tem campanha single-player com progressão por estrelas, mas a conexão com internet é obrigatória mesmo no modo solo. O mundo é persistente, com outros jogadores aparecendo como fantasmas no mapa.

Precisa jogar Steep antes para entender a história?

Não. Riders Republic é independente, sem ligação com Steep. A história é um mockumentary sobre a competição Riders Ridge Invitational; você começa sem necessidade de conhecimento prévio.

O jogo roda a 60 FPS no PS5?

Sim, no PlayStation 5 o jogo roda a 60 quadros por segundo consistentes, com carregamentos muito rápidos graças ao SSD. A performance é um dos pontos fortes da versão.

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Especialista editorial

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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