O dado para no 6. Você avança e cai numa casa de Deus. Será uma bênção ou uma maldição? Richman 11 vive desse tipo de tensão: cada rodada é uma aposta, e o tabuleiro digital reage com cores vibrantes e personagens que dançam quando você perde dinheiro. Mas nem tudo é festa.
Rolar dados, comprar terrenos, construir edifícios e cobrar aluguel é o básico. O que muda são as camadas extras: um banco que rende 10% ao mês, ações que oscilam, deuses que abençoam ou amaldiçoam, e cartas que vão de minas terrestres a mísseis. Parece muita coisa? É, mas o problema não é a quantidade de mecânicas: é como elas se encaixam na prática.
A versão de PlayStation 5 chega com cross-buy entre PS4 e PS5 e duas listas de troféus. O preço de lançamento é acessível. A proposta é clara: ser um party game de tabuleiro digital. Quando funciona, funciona bonito. O problema é que o jogo insiste em atrapalhar a própria diversão.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Partidas locais com três amigos no sofá. É nesse cenário que Richman 11 entrega o melhor de si. A bagunça e os golpes baixos viram combustível de risada. Sozinho contra a IA, a experiência é frustrante: prepare-se para sentir que o computador está jogando em outro nível.
- O modo Brawl transforma o tabuleiro num campo de batalha. Você pode lançar um míssil no amigo que está prestes a comprar a propriedade dos sonhos. No Snatch, a construção acelera e o objetivo é ser o primeiro a alcançar um patrimônio. A sorte nos dados ainda reina.
- A localização em português é cheia de erros de gramática e ortografia. Se isso te incomoda, o jogo pode soar amador. O caos visual e as animações engraçadas dos personagens ajudam a amenizar.
- Partidas sem limite de rodadas podem passar de 5 horas. A dica é sempre configurar um número máximo de turnos ou um objetivo de patrimônio no início.
1. Richman 11 (PlayStation 5): caos colorido no tabuleiro
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Com 16 personagens, cada um com uma habilidade única, a mesa ganha personalidade. Xiaomei causa dano extra, Princesa Sarah é imune a certos deuses. O banco rende 10% ao mês, mas se você investir em ações, pode perder tudo. O visual é vibrante, as animações são engraçadas. Mas a execução deixa a desejar: a IA parece trapacear, a localização é cheia de erros e o ritmo é lento. Com amigos, as cartas de ataque e os deuses criam momentos hilários. Sozinho, é frustrante. O preço acessível e o cross-buy PS4/PS5 ajudam, mas o jogo é para quem joga em grupo e não leva a competição a sério.
Prós
- Visual vibrante e personagens carismáticos com animações engraçadas
- Modos variados (Classic, Brawl, Snatch, Challenge) que mudam a dinâmica
- Mecânicas extras (banco com juros, ações, deuses e cartas) adicionam profundidade
- Cross-buy PS4/PS5 e duas listas de troféus separadas
Contras
- IA parece usar vantagens injustas, evita suas melhores casas e acerta dados suspeitos
- Localização em português com muitos erros de gramática e ortografia
Quando o jogo funciona (e quando trava)
O ponto alto é a mesa cheia. Quando você coloca três amigos no sofá, cada um com um personagem (Xiaomei causa dano extra, Princesa Sarah é imune a certos deuses), a coisa fica boa. As cartas de ataque (míssil, dinamite, mina) viram vingança pessoal, e os deuses que aparecem no tabuleiro podem dar uma propriedade grátis ou tirar metade do seu dinheiro. É imprevisível, e isso diverte.
O problema aparece quando a IA entra em cena. Vários relatos e nossa experiência indicam que os oponentes controlados pelo computador parecem sistematicamente evitar suas melhores propriedades, enquanto acertam dados que sempre caem onde precisam. Isso tira a graça e transforma o jogo em frustração: quem está na frente perde por sorte contra um adversário invisível.
A localização é outro ponto fraco. As instruções confusas te obrigam a pausar e ler de novo. Os erros de português são frequentes, dando a impressão de que o jogo não passou por revisão. Para quem não liga, é só ruído. Para quem se importa com polimento, é um incômodo constante.
Para quem Richman 11 faz sentido
Se você busca noites de videogame com amigos onde a zuera é mais importante que a estratégia, Richman 11 é uma escolha sólida. A variedade de modos e a aleatoriedade garantem que cada partida seja diferente, e o preço acessível com cross-buy entre PS4 e PS5 é um bônus.
Agora, se você curte desafios solo justos, com profundidade tática e equilíbrio fino, melhor passar longe. A IA é frustrante, a sorte domina, e a falta de inovação em relação a Richman 10 pode desapontar veteranos da série. O jogo não esconde o que é: um party game caótico e imperfeito, que funciona melhor quando você não leva a sério.
Perguntas frequentes sobre review Richman 11 PlayStation 5
Richman 11 tem modo online?
Sim, suporta multiplayer online para até 4 jogadores, além do modo local. Porém, a experiência contra IA online não difere muito do solo: os mesmos problemas de balanceamento aparecem.
Vale a pena comprar só para jogar sozinho?
Provavelmente não. A IA é questionável e o ritmo lento pode se tornar entediante. O jogo foi pensado para partidas com amigos. Se você joga majoritariamente solo, existem títulos de tabuleiro digital mais polidos e justos.
A localização atrapalha muito a jogabilidade?
Incomoda, mas não impede de jogar. Os erros de tradução e as instruções confusas exigem que você pause e leia com calma algumas cartas. Com o tempo, você se acostuma, mas é um ponto que poderia ser melhor trabalhado.
