Revenge of the Savage Planet no PS5: Exploração, Humor e Uns Escorregões no Combate

Acordar demitido depois de cem anos em criogenia, com um e-mail de boas-vindas da megacorporação que te largou num planeta alienígena. Essa é a premissa de Revenge of the Savage Planet, sequência direta de Journey to the Savage Planet. A Raccoon Logic, formada por veteranos da Typhoon Studios, trocou a primeira pessoa por uma terceira bem mais caricata, e o resultado é uma aventura que mistura Metroidvania, sátira corporativa e uma paleta de cores que parece ter sido alimentada a goo radioativa.

Os cinco planetas são um playground de exploração vertical, humor ácido e cooperativo afiado. O combate fraco e algumas decisões de design atrapalham, mas não estragam a diversão. Se você curte backtracking inteligente e piadas sobre o capitalismo tardio, essa jornada merece atenção.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Exploração vertical com recompensas e humor absurdo? O jogo entrega.
  • Se combate profundo é prioridade, o tiroteio pode frustrar.
  • Co-op local ou online dobra a diversão. especialmente com armadilhas de goo.
  • Launch Edition traz cosméticos extras, mas a experiência base é a mesma.

1. Revenge of the Savage Planet Launch Edition para PlayStation 5: Exploração, Humor e Cooperativo

Revenge of the Savage Planet acerta em cheio na exploração, no humor e no cooperativo. mas tropeça no combate. Você começa com um grappling hook, mas logo descobre que cada novo upgrade. pulo duplo, jetpack, air dash. transforma o cenário num parque de diversões. Catalogar fauna, capturar criaturas para o zoológico da base e desbloquear melhorias é a rotina. O scanner, sem cooldown, revela lore e segredos escondidos atrás de cada cascata. E então você escorrega em uma poça de goo e colide com uma criatura alienígena. é daí que sai o humor. Os FMVs com atores reais são hilários: imagine um comercial de TV ridículo dentro do jogo. O robô EKO solta comentários sarcásticos, e você pode regular a frequência deles. um detalhe raro. O ponto fraco é o combate. A pistola básica parece um soprador de feijão, e o Goo Blaster é mais útil para quebra-cabeças do que para enfrentar inimigos. Chefes exigem paciência, mas a mira imprecisa contra alvos voadores irrita. Fora isso, o sistema de respawn com loading screen e a necessidade de voltar à base para pesquisar criaturas e imprimir equipamentos quebram o ritmo. especialmente quando você morre longe e perde recursos. Ainda assim, a exploração e o cooperativo (local com tela dividida ou online) elevam a diversão. Jogar com um amigo, armando armadilhas de goo um para o outro e rindo dos tropeços, é onde o jogo realmente brilha. Para quem curte uma aventura descompromissada com personalidade, Revenge of the Savage Planet entrega um pacote honesto e memorável.

Prós

  • Exploração vertical recompensadora com upgrades de travessia que abrem áreas novas
  • Humor ácido com sátira corporativa bem executada, incluindo FMVs live-action
  • Cooperativo local e online polido, com armadilhas de goo entre jogadores
  • Direção de arte vibrante, paleta de cores saturadas e estilo cel-shaded
  • Uso inteligente do DualSense (gatilhos adaptáveis e feedback tátil) no PS5

Contras

  • Combate fraco: inimigos são esponjas de bala e a mira imprecisa frustra momentos de ação
  • Retorno obrigatório à base para pesquisar criaturas e imprimir upgrades quebra o ritmo

Exploração e Progressão: O Coração do Jogo

Cada planeta é um quebra-cabeça vertical que se desmonta conforme você coleta upgrades. No começo, o grappling hook já está disponível, mas é só o começo. Pulo duplo, jetpack, air dash e o escorregador de goo transformam a travessia em algo quase acrobático. Lembra daquela caverna atrás da cascata que você não alcançava? Depois de algumas horas, ela vira um atalho para um upgrade de stamina. O scanner, sem cooldown, incentiva a catalogar tudo. cada criatura e planta revela lore e desbloqueia melhorias na base. A estrutura Metroidvania é clássica, mas a execução é caprichada: o mapa marca itens conforme você avança, então nunca fica perdido por muito tempo.

Humor e Sátira: Mais do que Piada de Escritório

A Raccoon Logic não economiza na crítica corporativa. Você pode assistir a um comercial live-action ridículo da Alta Interglobal enquanto o robô EKO faz comentários sarcásticos. e dá para regular a frequência deles, um cuidado raro. As mortes são cômicas: você pode ser engolido por uma planta carnívora, escorregar em goo e cair de um penhasco, ou explodir por causa de um bicho irritado. O humor é escatológico em alguns momentos, mas nunca gratuito. É sátira que faz pensar enquanto você ri. especialmente se você já trabalhou numa empresa que trata funcionários como recursos descartáveis.

Cooperativo e Performance: Diversão em Dobro, mas com Ressonâncias

Jogar sozinho é divertido, mas no co-op o jogo ganha outra camada. As armadilhas de goo entre jogadores. deixar uma poça escorregadia na frente do amigo ou usar o chicote para puxá-lo para o perigo. transformam a exploração em uma brincadeira caótica. O progresso é compartilhado em colecionáveis, mas o segundo jogador não salva a história. apenas o anfitrião avança. É funcional, mas a impossibilidade de entrar/sair dinamicamente incomoda. Na parte técnica, o PS5 segura 4K a 60 fps estáveis na maioria das áreas. uma única fonte reportou 30 fps, provavelmente um bug de build. Os carregamentos são rápidos, mas o respawn com loading após morte ainda irrita, especialmente quando você perde recursos.

Perguntas frequentes sobre review Revenge of the Savage Planet Launch Edition PlayStation 5

Revenge of the Savage Planet tem modo cooperativo?

Sim, o jogo suporta cooperativo local (tela dividida) e online para dois jogadores. O anfitrião salva o progresso da história, enquanto o segundo jogador mantém itens e colecionáveis. Não é possível entrar ou sair dinamicamente durante a sessão.

Quanto tempo dura a campanha principal?

A história principal leva entre 12 a 15 horas. Para completar 100% (todos os colecionáveis, upgrades e desafios), espere de 20 a 25 horas. O ritmo varia conforme o estilo de jogo.

O combate é tão ruim quanto dizem?

O combate é o ponto mais fraco do jogo. A arma básica parece um soprador de feijão e a mira imprecisa contra inimigos voadores frustra. Porém, os upgrades de Goo Blaster (lava, gelo, etc.) e as armadilhas em co-op trazem alguma variedade. Se você não liga para ação intensa, a exploração compensa.

Preciso ter jogado Journey to the Savage Planet?

Não é necessário, mas ajuda a entender a sátira corporativa e algumas referências. A história é independente: você controla um novo funcionário da Alta Interglobal que acorda demitido em um planeta desconhecido.

Vale a pena comprar a Launch Edition?

A Launch Edition inclui cosméticos extras, como skins e itens decorativos, que não alteram a jogabilidade. Se você é fã da série ou quer apoiar o estúdio, vale; caso contrário, a versão base já oferece a experiência completa.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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