Resident Evil Requiem é a aposta mais ousada da Capcom em anos: dividir a campanha entre uma protagonista novata em primeira pessoa, com direito a crafting de sangue e pouca munição, e um Leon S. Kennedy experiente, que chega chutando portas e acertando cabeças. Em vez de escolher entre survival horror e ação, o jogo oferece os dois. e na maior parte do tempo, funciona bem.
Passei as primeiras horas nos corredores do Rhodes Hill Care Center, ouvindo uma zumbi cantarolar enquanto limpava o chão. A tensão ali dá pra sentir. Depois, a campanha me jogou nas ruínas de Raccoon City com Leon, e a transição foi como trocar um sussurro por um grito. ele já chega dando um roundhouse kick em um zumbi armado com extintor. Mas nem tudo é acerto: o bestiário é enxuto, a história não engata e o ato final parece corrido. Ainda assim, para quem busca uma dose dupla de terror e pancadaria, é difícil ignorar o que Requiem oferece.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Se você prefere terror lento e puzzles, as seções da Grace vão te agradar; se quer ação direta, Leon entrega.
- A campanha principal dura entre 8 e 12 horas, mas dois finais, modo Speed Demon e dificuldade Classic com fitas de tinta aumentam a rejogabilidade.
- No PS5 base, o jogo roda a 1080p upscaled sem ray tracing, com 60fps estáveis. No PS5 Pro, o modo ray tracing oferece resolução próxima a 4K. um salto visual, mas não essencial.
- Fique atento: o bestiário é limitado e alguns puzzles e chefes ficam abaixo do resto. Se você busca variedade de inimigos, pode sentir falta.
1. Resident Evil Requiem (PS5). Terror e ação em um só pacote
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Grace no Rhodes Hill Care Center: uma zumbi canta enquanto limpa o chão, a lanterna tremula, a munição é contada. Leon em Raccoon City: roundhouse kick, parry com machado, upgrades comprados com abates. A alternância entre primeira e terceira pessoa é suave, e os ambientes estão entre os mais assustadores da série. O problema? A história não convence, o número de inimigos é baixo e o final parece apressado. Ainda assim, para quem quer um Resident Evil que abraça os dois públicos. o terror de RE7 e a ação de RE4 -, essa é a melhor tentativa até hoje.
Prós
- Dualidade de protagonistas muito bem executada: terror e ação alternam sem perder ritmo
- Rhodes Hill Care Center é um dos cenários mais tensos e bem desenhados da franquia
- Zumbis com comportamentos únicos (cantam, limpam, usam objetos) elevam a imersão
- Alta rejogabilidade com dois finais, modo Speed Demon e modo Classic opcional
Contras
- Narrativa fraca e esquecível; personagens e reviravoltas subdesenvolvidos
- Bestiário enxuto. pouca variedade de inimigos ao longo da campanha
Uma campanha que equilibra susto e porrada
A grande carta na manga de Resident Evil Requiem é a alternância entre os dois protagonistas. Grace começa vulnerável, com uma lanterna e uma arma que mal faz cócegas. Em Rhodes Hill, cada porta range, cada sombra pode ser um zumbi que canta enquanto varre o chão. ou pior, a stalker conhecida como The Girl. O crafting de sangue dá uma camada tática: você prepara injetores que impedem zumbis de reanimar como Blisterheads, criaturas mais rápidas e perigosas.
Leon chega em Raccoon City como um furacão. A câmera em terceira pessoa, o parry com machado e os upgrades comprados com pontos de abate trazem de volta o auge de RE4. A melhor sacada? Você pode trocar de perspectiva a qualquer momento, e o estado do mundo (inimigos mortos, itens coletados) persiste. É uma liberdade que respeita o seu jeito de jogar.
Onde o jogo escorrega
A premissa é boa: Grace procura a mãe, Leon investiga uma doença misteriosa. Mas o roteiro não desenvolve o vilão Victor Gideon, e o ato final parece ter sido cortado às pressas. Falta um arco mais consistente.
O bestiário também cansa. Você enfrenta basicamente zumbis comuns, alguns Blisterheads e três perseguidores. Depois de algumas horas, a falta de variedade pesa. Os puzzles e chefes? Na maioria, soluções simplórias e lutas que não exigem estratégia. Uma pena, porque o resto do jogo é tão caprichado.
Desempenho no PS5: base versus Pro
No PS5 padrão, Resident Evil Requiem roda a ~60fps com resolução interna em torno de 1080p upscaled, sem ray tracing. A imagem é limpa e a performance sólida, com raras quedas que o VRR resolve. Já no PS5 Pro, o modo ray tracing mantém 60fps estáveis com upscaling temporal próximo a 4K. um salto visual considerável, principalmente nos reflexos e na iluminação global. O modo 120Hz desabilita o ray tracing e usa um upscaler mais simples, entregando fluidez máxima mas com imagem mais suave. Se você tem um Pro, o modo ray tracing é o caminho.
Perguntas frequentes sobre review Resident Evil Requiem PlayStation 5
Resident Evil Requiem é um jogo de terror ou ação?
Os dois. As seções da Grace são survival horror puro, com recursos limitados, stealth e puzzles. As seções do Leon são ação direta no estilo RE4. A alternância é automática, mas você pode trocar de perspectiva a qualquer momento. É como ter dois jogos em um.
Quanto tempo dura a campanha principal?
Entre 8 e 12 horas para uma primeira jogada. Se quiser fazer tudo (coletáveis, dois finais, desafios Speed Demon), prepare-se para umas 30 horas.
Precisa jogar os anteriores para entender a história?
Requiem é acessível para novos jogadores. A trama se passa 30 anos após Raccoon City e apresenta novos personagens. Mas fãs de longa data vão captar referências e conexões com Resident Evil 7, RE4 e até RE Outbreak.
Vale a pena no PS5 base ou só no Pro?
No PS5 base o jogo roda muito bem: 60fps sólidos e gráficos bonitos. O Pro oferece ray tracing e resolução maior, mas não é essencial. A experiência central é a mesma.
