Resident Evil 4 Remake no PS5: a redenção do survival horror em 2023

A motosserra zumbe a centímetros do pescoço de Leon. No último instante, você aperta L2: a faca vai de encontro ao metal, o parry é um baque seco e o ganado cambaleia. Um chute, um tiro, e a ameaça cai. Seis anos depois de Raccoon City, Leon S. Kennedy está de volta em uma missão de resgate que desaba em uma noite de sustos, tiros e facadas.

O remake de Resident Evil 4 não é uma simples repaginada gráfica. A Capcom reconstruiu cada mecânica com a RE Engine. Leon agora se move e atira ao mesmo tempo, a faca tem durabilidade e serve para aparar até motosserras. O combate é um balé tenso, onde cada bala conta e um parry bem-feito vira o jogo. O resultado respeita o DNA original, mas é moderno, fluido e implacável.

O veredito é direto: Resident Evil 4 Remake não é apenas um dos melhores remakes já feitos; é um dos melhores jogos de survival horror da década. Mas, como toda boa experiência, tem seus pecados. A IA de Ashley ainda comete burrices, e o ritmo acelerado pode frustrar quem busca terror lento. Vamos aos detalhes.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Escolha a plataforma certa: no PS5, o jogo roda a 60 FPS no modo desempenho com ray tracing, e o carregamento é quase instantâneo. Versões de PS4 e Xbox One têm limitações técnicas.
  • Idioma: o jogo tem dublagem e legendas em português brasileiro de alta qualidade. Se preferir áudio original, as vozes em inglês também estão disponíveis.
  • Conteúdo adicional: a edição padrão já inclui o jogo base e acesso ao modo Mercenaries. Se quiser a campanha de Ada (Separate Ways), a Gold Edition ou o DLC avulso são as opções.

1. Resident Evil 4 Remake (PS5). Capcom acerta em cheio na modernização

O remake de Resident Evil 4 para PlayStation 5 é uma obra-prima de reconstrução. A Capcom não poliu apenas o clássico de 2005; reimaginou a jogabilidade, a narrativa e a atmosfera com uma fluidez rara. Leon nunca foi tão ágil: andar e atirar, aparar ataques, usar o ambiente. O combate é uma coreografia de tiros e golpes corpo a corpo, com inimigos que exigem adaptação. ganados em grupo, monges com escudos, o Garrador que caça pelo som. A campanha principal leva entre 15 e 20 horas na primeira jogada. New Game+, dificuldades extras (Hardcore, Professional), o modo Mercenaries e as missões secundárias do Mercador expandem a vida útil para mais de 40 horas. Graficamente, o PS5 entrega um espetáculo: ray tracing, texturas detalhadas, iluminação dinâmica e áudio 3D que faz cada passo ecoar. O DualSense é caprichado. gatilhos adaptáveis tensionam ao atirar, resposta tátil transmite impacto. Claro, nem tudo é perfeito: a IA de Ashley ainda faz escolhas questionáveis, especialmente em furtividade ou confusão. Quem espera terror lento pode estranhar o ritmo acelerado. Mas para fãs da série ou simplesmente de um jogo bem-feito, Resident Evil 4 Remake justifica cada minuto. A Capcom mostrou como fazer um remake que honra o passado sem soar datado.

Prós

  • Jogabilidade refinada com movimentação livre e uso versátil da faca (parry de motosserra é um dos melhores momentos)
  • Gráficos deslumbrantes no PS5 com ray tracing e 60 FPS estáveis
  • Campanha longa e rejogável com múltiplos modos e dificuldades
  • Dublagem em português de qualidade e áudio 3D imersivo
  • Respeita o original enquanto adiciona conteúdo novo e significativo

Contras

  • IA da Ashley pode ser frustrante, especialmente em passagens furtivas ou com muitos inimigos
  • Ritmo mais voltado para ação: puristas do survival horror lento podem se decepcionar

O que mudou no combate e por que isso importa

Imagine um ganado de motosserra correndo contra você. No original, era correr e torcer. Agora, você pode aparar o golpe com a faca no momento certo. A lâmina se desgasta, mas quebrar a motosserra inimiga é um espetáculo. Leon também pode andar e atirar, agachar para furtividade. a faca serve para finalizar, quebrar caixas e até bloquear ataques. A durabilidade força planejamento, e o Mercador permite reparos e melhorias. Tiros localizados derrubam inimigos: acertar as pernas abre para chute, a cabeça causa dano extra. Ganados usam escudos, armaduras, trabalham em grupo. O combate é uma coreografia tensa onde cada bala e cada parry contam.

Para quem o jogo é (e para quem não é)

Resident Evil 4 Remake é para quem gosta de ação com tensão. Fãs de Dead Space ou The Last of Us vão se sentir em casa. A dificuldade padrão é justa, e o Hardcore oferece desafio legítimo. Não é para quem espera survival horror lento e escasso. aqui a munição é relativamente generosa se você explora. Também não agrada quem rejeita mudanças no original: algumas alterações narrativas e de design podem incomodar puristas. Mas para a maioria, é diversão de altíssima qualidade.

Perguntas frequentes sobre review Resident Evil 4 Remake PlayStation 5

Quanto tempo leva para zerar Resident Evil 4 Remake?

A campanha principal leva entre 15 e 20 horas na primeira jogada. Com todas as missões secundárias, chega a 25 horas. Para 100% (todos os modos, dificuldades e colecionáveis), prepare-se para mais de 35 horas.

O jogo roda bem no PS5?

Sim. No PS5, o modo desempenho mantém 60 FPS estáveis com resolução dinâmica próxima de 2160p. O modo qualidade prioriza resolução nativa com ray tracing a 55 FPS. O carregamento é de cerca de 5 segundos. O DualSense é bem utilizado, com gatilhos adaptáveis e resposta tátil.

Resident Evil 4 Remake tem multiplayer?

Não. O jogo é exclusivamente single-player. O modo Mercenaries é um modo de score attack solo focado em combater hordas de inimigos contra o relógio.

Vale a pena comprar a Gold Edition?

A Gold Edition inclui o jogo base, o DLC Separate Ways (campanha de Ada Wong) e alguns itens extras. Se você é fã e quer a experiência completa, a Gold é a melhor opção. A Edição Padrão já oferece dezenas de horas de diversão, e Separate Ways pode ser comprada separadamente depois.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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