Remnant II no PS5: tiroteio frenético e mundos que mudam a cada jogada

O rugido de um chefe ecoa na masmorra. Você não sabe o que esperar, só que a pista sonora é seu único aviso antes de um ataque devastador. Remnant II repete esse tipo de encontro sem se repetir. cada masmorra gerada processualmente pode esconder um inimigo inédito. A sequência da Gunfire Games expande o que funcionou no primeiro jogo: mais mundos, mais arquétipos, mais aleatoriedade, e uma sensação constante de que o perigo pode surgir de qualquer curva.

Ward 13, o hub central, não perde tempo em te dar as boas-vindas. O combate mescla tiroteio preciso com esquivas no estilo Dark Souls, e a sensação de perigo constante está sempre ali. Quem busca um desafio que recompensa adaptação vai encontrar algo raro aqui.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Cada nova campanha é um mosaico diferente: a geração processual muda não só salas e inimigos, mas chefes e eventos. Você pode rejogar um mundo e encontrar uma quest inédita.
  • Combine dois arquétipos. Médico com Caçador, por exemplo. para criar uma build que equilibra cura e dano à distância. O jogo recompensa experimentação.
  • Quatro níveis de dificuldade ajustam a agressividade dos inimigos e o dano recebido: Sobrevivente (iniciante), Veterano (recomendado), Pesadelo e Apocalipse. Cada um exige estratégias diferentes.
  • O cooperativo online para até três jogadores é o coração do multiplayer. Sozinho o jogo é sólido e desafiador; em grupo, a dinâmica muda com a possibilidade de reviver aliados sob fogo.
  • Jogar o primeiro Remnant ajuda a entender algumas referências, mas não é obrigatório. O tutorial integra as mecânicas sem depender do título anterior.

1. Remnant II (PS5): soulslike com tiroteio e geração processual

Um arqueiro com cura? Em Remnant II, isso é possível combinando arquétipos. Você começa com quatro classes. Médico, Caçador, Desafiador, Adestrador. e desbloqueia mais nove ao longo da campanha. A progressão dupla permite equipar um secundário, misturando perks. Montar um Arqueiro com suporte de Médico não é só viável: transforma completamente a abordagem dos chefes. Cada tiro parece ter peso, cada esquiva precisa ser precisa. O combate é fluido e impactante, e a sensação de renovação vem do sistema de arquétipos. A geração processual não é apenas troca de salas. Ela altera a posição de inimigos, eventos, NPCs, e a ordem dos chefes. Rejogue um mundo e pode encontrar quests inteiramente novas. A longevidade é imensa: 18-20 horas para a campanha principal, mais de 80 para o completista. Por outro lado, a história principal é confusa e contada de forma muito fragmentada. É preciso ler documentos e conversar com NPCs para entender o que está acontecendo, e mesmo assim muitos pontos ficam vagos. O sistema de loot também decepciona: inimigos não dropam itens, e os upgrades são meramente incrementais. Você pode passar metade do jogo com a mesma arma sem sentir que está ficando para trás. Cenários variados e direção de arte caprichada no PS5, mas quedas de quadros no modo Performance em áreas carregadas. Ainda assim, quando o jogo funciona, funciona bonito. Os chefes são memoráveis, com introduções cinematográficas e padrões de ataque que forçam você a aprender. A trilha sonora e o design de som elevam a tensão em cada luta. Para quem joga em cooperativo, a diversão multiplica: reviver um amigo enquanto desvia de ataques é uma adrenalina que poucos jogos entregam.

Prós

  • Combate fluido e viciante, com boa variedade de armas e movimentos
  • Geração processual de alta qualidade que muda campanhas drasticamente
  • Sistema de arquétipos com muitas possibilidades de build
  • Chefes marcantes e bem projetados
  • Rejogabilidade altíssima, especialmente no modo Aventura

Contras

  • História principal confusa e fragmentada
  • Sistema de loot pouco recompensador, upgrades incrementais

Tiros, esquivas, e um rugido que anuncia o perigo

Correr na direção de um grupo de inimigos? Suicídio. O combate de Remnant II exige paciência e posicionamento. Cada inimigo tem um padrão de ataque que você precisa aprender na prática. E os chefes levam isso ao extremo: um rugido pode ser o aviso de um golpe devastador. O som é uma ferramenta essencial, algo que muitos jogos ignoram. As armas variam de revólveres a rifles de precisão, e o corpo a corpo também tem seu espaço. um machado pesado pode quebrar a guarda de inimigos. O sistema de esquiva com rolamento é familiar para quem joga soulslike, mas a adição de armas de fogo muda o ritmo. Você não fica apenas esperando o ataque do chefe: pode quebrar a distância e atirar. O resultado é um loop de combate que alterna entre momentos de tensão e alívio, com builds que podem privilegiar dano à distância ou resistência.

Geração processual: cada jogada, um mundo diferente

Fases pré-definidas são coisa do passado. Remnant II embaralha mundos com geração processual que vai além de trocar salas de lugar. Eventos aleatórios, chefes diferentes, NPCs em posições imprevisíveis, quests que só aparecem em determinadas sementes. tudo isso faz com que três campanhas possam ser três jogos distintos. O modo Aventura permite rejogar qualquer mundo com nova semente, mantendo seu personagem. Perfeito para quem quer farmar itens ou explorar sem a pressão da campanha. A promessa de mais de 80 horas para completistas é real. A única pena é que a história continua confusa mesmo com toda essa variedade.

Cooperativo: o jogo brilha em grupo, mas não desaponta solo

Sozinho, Remnant II é viável e desafiador. a dificuldade se ajusta, suas habilidades decidem. Em grupo, até três jogadores, a dinâmica explode. Reviver um amigo sob fogo de chefe exige coordenação e cria momentos que grudam na memória. Mas atenção: não há cross-play nativo (pelo menos no lançamento), e os saves não conversam entre versões disco e digital. Em chefes complexos, comunicação por voz é quase obrigatória. O equilíbrio de dificuldade compensa: inimigos escalam, mas aliados fazem diferença.

Perguntas frequentes sobre review Remnant II PlayStation 5

Preciso jogar Remnant: From the Ashes antes?

Não é obrigatório. A história é independente, mas referências e personagens ganham profundidade com o primeiro jogo. O tutorial ensina o básico.

Remnant II tem dublagem em português?

Sim, legendas, menus e dublagem em português do Brasil. A dublagem é bem avaliada, embora alguns textos menores apresentem pequenos problemas de localização.

Qual a duração da campanha principal?

A campanha principal dura cerca de 20 horas. Para completar tudo, incluindo segredos e modo Aventura, prepare-se para mais de 80 horas.

Vale a pena comprar no PS5?

Se você gosta de soulslike com tiroteio e rejogabilidade, sim. O PS5 roda a 60 fps no modo Performance, mas pode ter quedas em áreas cheias. O modo Qualidade é mais estável.

O jogo tem suporte a cross-play?

No lançamento, não havia cross-play. Atualizações posteriores podem ter adicionado, então verifique o status atual se for jogar com amigos em outras plataformas.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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