Apertar o botão de pausa depois de cair em um espinho pela décima vez. Ativar o rebobinar e sentir a engrenagem do tempo voltar, alívio instantâneo. Assim Rayman: 30th Anniversary Edition recebe quem chega: com a dureza dos anos 90 e uma mãozinha moderna. A coletânea reúne cinco versões do primeiro jogo, um protótipo de SNES nunca lançado e um documentário de bastidores. Não é um remake, é um museu que respira.
Cada versão tem seu tempero: a de Game Boy Color é quase um jogo novo, enquanto as de PlayStation, Jaguar e MS-DOS trocam só a paleta e a qualidade do som. Comparar uma com a outra vira um jogo à parte. A linha do tempo interativa ajuda a entender por que cada uma existe, e o documentário de 50 minutos com Michel Ancel e a equipe original faz você querer ver tudo antes de voltar a pular.
Mas nem toda homenagem acerta em cheio. A trilha sonora original ficou de fora, substituída por uma versão reimaginada que, em fases de silêncio, deixa um vazio. Para quem viveu a música de 1995, é uma ausência que incomoda. Ainda assim, para fãs nostálgicos e curiosos da história dos games, a coletânea entrega o que promete: uma viagem no tempo com conforto.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- A coletânea cobre apenas o primeiro Rayman. Se a ideia era rever Rayman 2 ou Origins, este pacote não é para você. Prepare-se para cinco versões do mesmo jogo base, com diferenças que vão de sutis (PS1, Jaguar, MS-DOS) a radicais (Game Boy Color, que é praticamente outro jogo). A versão de Game Boy Advance tem zoom fechado e pode cansar a vista.
- No PC, o rebobinar não existe; nos consoles, ele salva vidas. Prefira a versão de PS5 ou Xbox para a experiência mais confortável. E a trilha reimaginada? Não há opção de voltar à original. Se a música antiga é essencial, pense duas vezes.
- A dificuldade elevada e os checkpoints escassos fazem parte do DNA. O rebobinar ajuda, mas puristas podem sentir que os recursos modernos tiram um pouco da tensão original.
1. Rayman: 30th Anniversary Edition. coletânea nostálgica para PlayStation 5
Fonte: Amazon.com.brRayman: 30th Anniversary Edition – PlayStation 5
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Saltar sobre um abismo estreito enquanto um inimigo aparece do nada e sentir o coração acelerar: Rayman original ainda tem isso. No PS5, a versão de PlayStation roda lisinha, com filtros opcionais que deixam os pixels ainda mais charmosos. O melhor, porém, é alternar entre as versões: a de Game Boy Color surpreende com fases que você nunca viu, e o protótipo de SNES revela um jogo diferente, mais bruto. É um tesouro para quem gosta de arqueologia digital. O calcanhar de Aquiles? A trilha reimaginada. Christophe Héral caprichou, mas não é a mesma. Em fases de silêncio incômodo, a nostalgia perde um pouco da força. Ainda assim, para quem viveu os anos 90, o pacote vale cada centavo. O documentário legendado em português é a cereja: mais de 50 minutos de entrevistas que transformam a coletânea em aula.
Prós
- Cinco versões jogáveis, incluindo um protótipo de SNES inédito
- Documentário interativo de 50 minutos com bastidores e entrevistas
- Recursos modernos (rebobinar, vidas infinitas) tornam o jogo original mais acessível
- Localização completa para português do Brasil em menus e legendas
- Linha do tempo e materiais de preservação enriquecem a experiência
Contras
- Ausência da trilha sonora original: apenas a versão reimaginada está disponível
- Quatro das cinco versões são muito similares, com diferenças mínimas
O que vem no pacote?
Imagine abrir a caixa e encontrar não só o jogo, mas um arquivo histórico completo. São cinco versões, mais de 120 fases bônus que originalmente eram level packs de PC: Rayman's New Levels, Rayman 60 Levels e Rayman By His Fans. O protótipo de SNES é uma relíquia: sprites diferentes, fases inéditas e uma sensação de 'e se?'. Dura de 10 a 15 minutos, mas é um achado.
O documentário interativo 'No Arms, No Legs, No Problem: The Rayman Story' reúne desenvolvedores originais, incluindo Michel Ancel, e cobre desde a concepção até o lançamento. São mais de 50 minutos de entrevistas, arte conceitual e vídeos raros. Tudo legendado em português. É o tipo de extra que faz você querer pegar um café e assistir como se fosse um filme.
Como cada versão se comporta no PS5?
Ligar o console e pular entre versões é instantâneo: um clique e você está no Atari Jaguar, outro no Game Boy Advance. Cada uma tem suas peculiaridades. A versão Jaguar explode em cores, mas a música é fraca. A de MS-DOS tem um bug de som que a Ubisoft prometeu corrigir. A de Game Boy Color é quase outro jogo, com fases e chefes próprios. Já a de Game Boy Advance sofre com zoom fechado, cortando parte da visão lateral.
O carregamento entre versões é rápido, e a interface do PS5 permite trocar sem sair. Os recursos de acessibilidade (controles remapeáveis, pausa a qualquer momento) são bem-vindos. Um ponto de atenção: o bug de dessincronia de áudio na versão MS-DOS foi reportado por vários jogadores. A Ubisoft prepara correção, mas no lançamento ele está lá. Prepare-se para estalos e silêncios estranhos até o patch.
Para quem é essa coletânea?
Se você passou os anos 90 socando inimigos com o punho telescópico de Rayman, esta coletânea é um abraço. Ela entende o que torna o primeiro jogo especial: design de fases criativo, dificuldade sem piedade e aquele charme desenhado à mão. O pacote é um tributo que acerta.
Agora, se você nunca jogou Rayman original e vem de títulos como Rayman Legends, pode estranhar. A jogabilidade é mais rígida, os pulos exigem precisão cirúrgica e algumas áreas dependem de tentativa e erro. O rebobinar ajuda, mas não apaga a sensação de que o jogo foi feito em outra era. Ainda assim, a proposta de museu pode conquistar quem gosta de entender a evolução dos plataformas.
Fica o alerta: não é uma coletânea dos melhores momentos da série. Rayman 2 e 3 estão de fora, assim como a versão de SEGA Saturn. Se você quer um apanhado geral da franquia, vai sair frustrado. Se quer um mergulho profundo no início de tudo, está no lugar certo.
Perguntas frequentes sobre review Rayman: 30th Anniversary Edition Anniversary PlayStation 5
O jogo tem modo cooperativo?
Não, é uma coletânea single-player. O original também era, então não espere dupla.
A trilha sonora original pode ser ativada?
Não. A única trilha disponível é a versão reimaginada por Christophe Héral. Não há opção de alternar para a música original de 1995.
O protótipo de SNES é jogável? Quanto tempo dura?
Sim, é totalmente jogável. Trata-se de uma build inicial com fases e sprites diferentes da versão final. É bem curto, cerca de 10 a 15 minutos para explorar tudo, mas é um achado histórico.
O jogo tem troféus?
Sim, a versão de PS5 conta com uma lista de troféus, incluindo conquistas para completar cada versão e encontrar segredos.
Posso jogar com as melhorias de qualidade de vida (rebobinar, vidas infinitas) e ainda ganhar troféus?
Sim, os recursos modernos estão disponíveis sem desativar troféus. Diferente de algumas coletâneas antigas, ativar vidas infinitas não bloqueia conquistas.
