Review Ratchet & Clank: Rift Apart no PS5: um banquete audiovisual que não reinventa a roda

Apertar o start e, em segundos, você já está num planeta alienígena com texturas dignas de filme da Pixar. Essa é a primeira impressão de Ratchet & Clank: Rift Apart. Uma fenda dimensional engole os protagonistas, e você alterna entre ruas de Megalópole e desertos vermelhos sem nenhuma tela de carregamento. É uma abertura que impressiona e mostra do que o PS5 é capaz.

Mas por trás do espetáculo técnico, a jogabilidade é a mesma de sempre: atirar, pular, usar o gancho e grindar nos trilhos continua divertido, ainda mais com as armas novas e o Rift Tether, que permite teleporte na hora. A questão é: isso basta para justificar o investimento?

Depois de jogar um bom tempo, fica claro que Rift Apart é um mostruário do PS5, mas também um jogo que não mexe no que já funcionava. Se você busca uma evolução no gênero, talvez saia com gosto de 'quero mais'. Se quer uma aventura visualmente linda e bem feita, vai se sentir em casa.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Exclusivo do PlayStation 5 (também tem versão para PC, mas essa análise foca no PS5). Confira se você tem o console.
  • É uma aventura linear de ação e plataforma, sem mundo aberto. A campanha principal dura de 10 a 15 horas.
  • O controle DualSense é o destaque: gatilhos adaptáveis e feedback háptico dão personalidade a cada arma.
  • Ideal para famílias e quem gosta de humor leve e cenários coloridos. Não espere desafios extremos.
  • A duração curta pode pesar no bolso, mas colecionáveis e o New Game Plus estendem para 20 a 30 horas no total.

1. Ratchet & Clank: Rift Apart – Exclusivo PlayStation 5

Se você já jogou algum Ratchet & Clank antes, reconhece cada pedaço de Rift Apart na hora. A estrutura é a mesma: fases lineares com chefes, arma nova a cada esquina e muito brilho. A diferença aqui é o capricho técnico absurdo. O jogo roda a 60fps no modo Performance com ray tracing opcional, e as transições entre dimensões são tão rápidas que você quase não pisca. O DualSense é destaque: cada gatilho tem resistência diferente conforme a arma, e o feedback háptico transmite texturas do chão e explosões. Visualmente, é um dos jogos mais bonitos da geração, com personagens expressivos e cenários que parecem vivos. A campanha introduz Rivet, uma nova protagonista carismática com ótima dublagem. O problema? Tanto Rivet quanto Ratchet controlam exatamente igual. Não há diferenças mecânicas, o que é uma chance perdida para variar o gameplay. Além disso, a estrutura fica repetitiva perto do fim: vá para um planeta, resolva um quebra-cabeça, enfrente hordas e lute contra um chefe. Ainda assim, a fluidez do combate e o carisma dos personagens seguram a experiência. O New Game Plus aumenta a dificuldade e adiciona novos inimigos, dando um motivo extra para revisitar. No fim, Rift Apart é um espetáculo técnico que envelhece bem, mas não arrisca mecanicamente. Fãs da série vão amar. Quem nunca jogou encontra um jogo de ação e plataforma sólido e visual de cair o queixo. Só não espere uma revolução.

Prós

  • Gráficos impressionantes, dignos de animação da Pixar, com 60fps e ray tracing no modo Performance RT
  • Uso exemplar do DualSense: gatilhos adaptáveis e feedback háptico em cada arma e situação
  • Carregamento zero entre dimensões graças ao SSD, tornando a exploração fluida e imersiva
  • Rivet é uma adição carismática e bem desenvolvida, com boa dublagem e momentos emocionantes
  • Arsenal variado e criativo, com mais de 20 armas que evoluem com o uso

Contras

  • Gameplay praticamente idêntico ao de 2016, sem grandes inovações mecânicas
  • Rivet e Ratchet controlam exatamente da mesma forma, desperdiçando potencial de diferenciação

Gameplay e inovação: familiar, mas funcional

Se você esperava uma revolução no combate, prepare-se para a mesmice de sempre. Pegue uma arma, atire, troque, use o gancho, grind nos trilhos. A fórmula não mudou, e Rift Apart não tenta consertar o que não está quebrado. O combate é frenético, com dezenas de inimigos na tela e troca rápida entre armas. O Rift Tether adiciona uma camada estratégica: teleporte para plataformas distantes ou desvie de ataques em pleno ar. É satisfatório, especialmente combinado com o Phantom Dash.

Entre Ratchet e Rivet, a diferença está no roteiro, não no jeito de jogar. Ambos compartilham os mesmos movimentos e armas. É uma pena, porque Rivet tem personalidade própria e merecia mecânicas exclusivas. A história tenta diferenciá-los pelos momentos emocionais, mas no controle é igual. Ainda assim, a campanha é bem ritmada: planetas com biomas únicos, de florestas bioluminescentes a desertos áridos.

Para quem gosta de completar tudo, há Gold Bolts, Spybots e a Battleplex Arena. O New Game Plus desbloqueia dificuldade maior e novos inimigos, estendendo a vida útil. Mas, no geral, o jogo não foge do previsível: vá para um planeta, complete missões, lute contra um chefe, repita.

Visual e performance: o PS5 no auge

Rift Apart é aquele jogo que você mostra pros amigos pra justificar a compra do PS5. As pelagens dos personagens, os reflexos nos metais, a poeira cósmica flutuando. tudo com qualidade digna de filme da Pixar. O modo Performance RT é o ponto ideal: 60fps sólidos com ray tracing ativado, sem sacrificar fluidez. O modo Fidelity prioriza 4K nativa a 30fps, mas as quedas ocasionais de frame rate incomodam em cenas mais carregadas.

O SSD é o grande herói técnico. As viagens entre dimensões acontecem em frações de segundo. você está num planeta e, no próximo piscar de olhos, já em outro. Sem telas de carregamento, sem pausas. O áudio 3D Tempest também é um show: com um headset, você ouve inimigos se aproximando por trás e explosões com precisão.

O DualSense transforma cada arma em uma experiência tátil. O tiro da Burst Pistol tem um clique seco no gatilho, já a Shotgun exige um puxão completo. O feedback háptico vibra diferente ao grindar em trilhos metálicos ou andar na areia. Detalhes que elevam a imersão, mas que não salvam o jogo da repetitividade mecânica.

Para quem é Ratchet & Clank: Rift Apart?

Fãs da série vão se sentir em casa: a essência está toda aqui, com mais brilho e fluidez. Quem nunca jogou encontra um action-platformer acessível, com controles diretos e aprendizado tranquilo. Também é ótimo para famílias e crianças, com tom leve e humor descontraído.

Mas se você busca um jogo longo, com mecânicas inovadoras ou desafio intenso, pode se frustrar. A campanha principal passa rápido e a falta de novidades pode dar sensação de déjà vu. Também não é para quem prefere mundos abertos ou RPGs com dezenas de horas de conteúdo.

No fim, Rift Apart acerta no que se propõe: ser um showcase técnico e uma aventura divertida. É um jogo que você joga, admira e guarda com carinho, mas não vai mudar sua visão sobre o que um jogo de plataforma pode ser.

Perguntas frequentes sobre review Ratchet & Clank: Rift Apart PlayStation 5

Quanto tempo leva para zerar Ratchet & Clank: Rift Apart?

A campanha principal leva de 10 a 15 horas. Para completar tudo (100%), incluindo colecionáveis e New Game Plus, espere de 18 a 30 horas.

Ratchet & Clank: Rift Apart tem multiplayer ou cooperativo?

Não. É um jogo exclusivamente single-player, sem modos cooperativo ou multiplayer.

O jogo roda a 60fps no PS5?

Sim, o modo Performance oferece 60fps estáveis com resolução dinâmica. O modo Performance RT mantém 60fps com ray tracing ativado. O modo Fidelity prioriza 4K a 30fps.

Vale a pena platinar Ratchet & Clank: Rift Apart?

Sim, a Platina é relativamente fácil e dá pra conseguir em umas 20 horas. Exige completar a campanha, todos os colecionáveis e alguns desafios da Battleplex Arena.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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