Ratchet & Clank no PS5: show tecnológico, mas sem surpresas no gameplay

Atravessar uma fenda no meio do combate e cair em outra galáxia sem tela de carregamento é um negócio que não cansa. Ratchet & Clank: Rift Apart usa o SSD do PS5 como ninguém: cenários que parecem filme da Pixar, armas que reagem de forma diferente ao toque dos gatilhos adaptáveis e uma fluidez de 60 fps com ray tracing. Mas depois do deslumbramento inicial, vem a pergunta: isso é tudo?

Quem jogou o título de 2016 vai reconhecer cada movimento, cada upgrade, cada puzzle. A fórmula continua competente, mas com duas protagonistas e um multiverso nas mãos, a Insomniac preferiu o caminho seguro. A campanha é curta, umas 10 horas, e o conteúdo extra se limita a colecionáveis e um New Game+. Para famílias e fãs da série, é diversão garantida. Para quem busca inovação no gameplay, talvez seja melhor procurar outro lugar.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Ratchet & Clank: Rift Apart é um jogo de ação e aventura em terceira pessoa, com plataforma e tiroteio frenético.
  • Exclusivo do PlayStation 5, sem versão para PS4.
  • Campanha principal dura entre 8 e 12 horas; para completistas, cerca de 17 horas.
  • Dublagem em português brasileiro de alta qualidade disponível.
  • Três modos gráficos: Fidelidade (30 fps), Performance (60 fps) e Performance RT (60 fps com ray tracing).
  • Ideal para quem quer ver o que o PS5 pode fazer e para sessões em família.

1. Ratchet & Clank no PlayStation 5: show visual, mas fórmula familiar

Você aperta o gatilho direito e sente a resistência do DualSense aumentar conforme a arma carrega; solta e um cogumelo gigante explode na tela. A imersão tátil é um dos trunfos de Rift Apart, junto com os carregamentos instantâneos. atravessar uma fenda dimensional em pleno tiroteio e emergir em outro planeta sem pausa é algo que só o PS5 entrega. Os gráficos beiram a Pixar: cada planeta tem paleta própria, partículas voam e o ray tracing reflete nos metais. Montar um caracol gigante em Nefarious City e correr por uma savana alienígena é puro deleite visual. Mas o entusiasmo inicial esbarra em uma constatação: Rivet joga exatamente como Ratchet. Mesmas armas, mesmos movimentos, mesmas habilidades. A oportunidade de diferenciar as duas Lombax. como a Insomniac fez com Miles Morales e Peter Parker. foi deixada de lado. A campanha é direta e curta (cerca de 10 horas), com poucas missões secundárias. O multiverso serve mais de cenário do que de mecânica. Para quem ama a série ou busca um jogo bonito e leve para relaxar, Rift Apart é uma excelente pedida. Para quem esperava uma revolução no gameplay ou uma campanha longa, o encanto pode se desgastar rápido.

Prós

  • Gráficos comparáveis a filmes da Pixar, com uso impressionante de ray tracing e HDR
  • Carregamentos instantâneos: atravessar fendas dimensionais é uma experiência única no PS5
  • DualSense bem aproveitado: cada arma tem sensação tátil diferente nos gatilhos
  • Rivet é uma personagem carismática, com ótima atuação e dublagem em português
  • Variedade de armas criativas, do lança-cogumelos ao irrigador de topiaria

Contras

  • Rivet e Ratchet têm jogabilidade idêntica, sem diferenciação mecânica
  • Campanha curta (cerca de 10 horas) com poucas missões secundárias

Visual de cinema, jogabilidade de respeito

Pule de um planeta para outro sem perder o ritmo. O gancho te puxa para uma plataforma distante, as botas magnéticas te grudam na parede, e o dash fantasma te leva para o outro lado do abismo. Rift Apart quer que você se sinta ágil, e o DualSense colabora: cada arma tem uma sensação única nos gatilhos, do tiro seco do metralhador ao 'ploft' do lança-cogumelos. O salto dimensional é o carro-chefe técnico. em segundos, você sai de um deserto alaranjado para uma metrópole cyberpunk sem loading. A movimentação é fluida, a exploração é prazerosa.

O combate é caótico no melhor sentido. Você alterna entre armas no ar, usa fendas para reposicionar inimigos ou simplesmente solta um combo de tiros e esquivas. A dificuldade é acessível: não espere um desafio punitivo. Para jogadores casuais e famílias, o equilíbrio é ideal. Para veteranos, o Modo Desafio (New Game+) aumenta a rejogabilidade, mas sem mudar drasticamente a experiência.

Onde o jogo podia ter ido mais longe

Rivet e Ratchet compartilham o mesmo manual de instruções. Você desbloqueia uma arma com um, e o outro já está usando. A mesma movimentação, o mesmo upgrade, a mesma árvore de habilidades. Em um jogo que brinca com realidades alternativas, era a chance de criar dois estilos de jogo distintos. como a Insomniac fez com Miles Morales e Peter Parker em Spider-Man. A oportunidade ficou na gaveta.

A campanha também não ajuda a esconder a falta de variedade. Em cerca de 10 horas, você percorre planetas lindos, mas a maioria das missões se resume a ir do ponto A ao B atirando. As missões secundárias são raras, e o multiverso, que poderia trazer mundos radicalmente diferentes, acaba servindo mais como pano de fundo. Você passa mais tempo admirando a paisagem do que interagindo com ela. Ainda assim, o que está lá é polido, divertido e visualmente arrebatador.

Perguntas frequentes sobre review Ratchet & Clank PlayStation 5

Quanto tempo dura Ratchet & Clank: Rift Apart?

A campanha principal leva entre 8 e 12 horas, dependendo do seu ritmo. Para completar 100% (todos os colecionáveis e upgrades), espere de 17 a 18 horas.

Vale a pena para quem jogou o Ratchet & Clank de 2016?

Sim, se você curte a fórmula e quer ver o salto gráfico e técnico do PS5. Mas não espere uma revolução no gameplay: os fundamentos são os mesmos.

Tem modo multiplayer?

Não. Rift Apart é uma experiência exclusivamente single-player.

O jogo roda bem no PS5?

Sim, excepcionalmente bem. Você pode escolher entre 30 fps com ray tracing máximo ou 60 fps com ray tracing, e os carregamentos são praticamente inexistentes.

Tem dublagem em português?

Sim, o jogo conta com dublagem completa em português brasileiro, de alta qualidade, além de legendas e menus no idioma.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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