Raidou Kuzunoha desembainha a katana. Na outra mão, um tubo de confinamento espera para selar o próximo demônio. O combate em tempo real, a troca de criaturas, o MAG que precisa ser gerenciado. isso é RAIDOU Remastered. E é bom. Mas por trás da fluidez moderna, o esqueleto de 2006 ainda range. Missões repetitivas, investigação guiada demais, animações que não enganam a idade. O remaster acerta o essencial, mas não tapa todos os buracos.
Dezenove anos depois do original, a Atlus entregou uma versão que respeita o culto sem medo de modernizar o que doía. Se você é fã de Persona ou Shin Megami Tensei e perdeu este capítulo, a chance de redescobri-lo é sólida. Só não espere um jogo novo. espere um clássico com maquiagem de respeito, cicatrizes incluídas.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- RAIDOU é action RPG com foco em exploração de fraquezas e fusão de demônios. Ideal para quem já ama Atlus.
- Campanha principal leva de 25 a 30 horas. Completar tudo (demônios, New Game+) passa de 55h.
- Sem legendas em português: texto em inglês, dublagem em inglês ou japonês. Ponto de atenção.
- No PS5, 60 fps estáveis e carregamento instantâneo. Versões de Switch e Xbox têm desempenho inferior.
- Combate exige gerenciamento de MAG (recuperado com ataques leves) e troca constante de demônios para explorar fraquezas.
1. RAIDOU Remastered: The Mystery of the Soulless Army. PlayStation 5
Fonte: Amazon.com.brRAIDOU Remastered: The Mystery of the Soulless Army (Playstation 5)
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A primeira batalha já mostra a diferença. Você avança por Ginza, um grupo de soldados sem alma surge. Invoca dois demônios. um de fogo, outro de gelo. e alterna ataques leves para recuperar MAG enquanto espera o momento do Perfect Dodge. O desvio bem-sucedido abre uma janela para o Devil's Bane, e o inimigo explode em partículas. É satisfatório, e o combate sustenta o jogo por horas. Mas a investigação? Você chega numa cena de crime. Um demônio com leitura de mentes já está selecionado; o jogo praticamente aponta o que fazer. Não há dedução real. é seguir marcadores e usar a habilidade certa. As missões secundárias são puro vai-e-volta entre distritos, pagando tarifa de bonde. A atmosfera noir, com jazz de Shoji Meguro e o gato falante Gouto, salva a imersão, mas a estrutura repete o padrão até cansar. Tecnicamente, o PS5 impressiona: 60 fps firmes, carregamento quase zero, cenários 3D com iluminação volumétrica. A dublagem completa (inglês ou japonês) é um upgrade enorme. Mas a movimentação do Raidou ainda é rígida, e algumas animações de ataque parecem saídas diretas do PS2. A ausência de legendas em português dói no bolso brasileiro. No fim, RAIDOU Remastered é um remaster honesto que poliu o que importava sem esconder a idade. Fãs da Atlus vão devorar cada novo demônio e a fusão estratégica. Novatos em action RPG podem estranhar o ritmo, mas se toparem embarcar numa aventura única, a recompensa existe. Só não espere inovação. espere um clássico cult com uma segunda chance.
Prós
- Combate reformulado: MAG, troca de demônios em tempo real e Perfect Dodge com Devil's Bane
- Mais de 120 demônios, incluindo 50 inéditos
- Dublagem completa de alto nível (inglês e japonês)
- 60 fps estáveis e carregamento quase instantâneo no PS5
Contras
- Missões repetitivas com muito vai-e-volta entre distritos
- Investigação excessivamente guiada e sem profundidade real
Combate: o que funciona de verdade
Nada em RAIDOU Remastered me fez querer continuar jogando como o loop de combate. A reformulação baseada em Devil Summoner 2 trouxe um sistema que mistura ação com estratégia de forma natural. Gerenciar MAG entre ataques leves e pesados, explorar fraquezas elementais para atordoar inimigos e trocar demônios em tempo real criam um loop recompensador. O Perfect Dodge, que abre contra-ataques poderosos, e o Spirit Slash. golpe supremo com a barra cheia. dão camadas de habilidade que o original não tinha. Cada tipo de lâmina (espada equilibrada, lança de múltiplos golpes, machado de dano pesado) altera a abordagem, incentivando experimentação. Em batalhas contra grupos de soldados sem alma, a sensação de controle é boa: você dita o ritmo, usa o ambiente a seu favor e decide quando ativar os demônios. A única ressalva é que, depois de algumas horas, a repetição dos mesmos padrões de inimigos pode cansar, mas a variedade de demônios disponíveis ajuda a manter o interesse.
Investigação: charme que tropeça na prática
Você chega numa cena de crime. Um demônio com habilidade de leitura mental já está selecionado; o jogo praticamente pisca: use este. A dedução? Automática. A proposta de ser um detetive sobrenatural no Japão dos anos 30 é o grande charme de RAIDOU, mas a execução é superficial. Usar demônios com habilidades específicas. congelar água, planar. para avançar é criativo e dá personalidade. Na teoria, você interroga suspeitos, vasculha cenas e conecta pistas. Na prática, a mão do jogo é tão pesada que não há mistério. As missões secundárias são ainda mais repetitivas, com idas e vindas entre os distritos que parecem encher linguiça. A atmosfera noir, com sua trilha sonora jazzística e personagens carismáticos como Gouto, sustenta a imersão. Mas quem espera um jogo de detetive digno de LA Noire vai se decepcionar. A investigação aqui é mais pano de fundo temático do que sistema profundo.
Veredito: nostalgia ou jogo?
RAIDOU Remastered não tenta esconder suas origens. A movimentação do protagonista ainda é rígida, os cenários lineares e a estrutura de missões ecoa o design de 2006. Mas isso não é necessariamente um defeito. é uma escolha. A Atlus poderia ter refeito tudo, mas optou por preservar a essência enquanto polia o que realmente importava: combate, apresentação e qualidade de vida. O resultado é um jogo que agrada quem já amava o original e conquista novos jogadores dispostos a embarcar em uma experiência old school disfarçada de modernidade. No PS5, a performance é exemplar, e a dublagem completa dá nova vida aos diálogos. Fãs de Persona ou Shin Megami Tensei que perderam este título na época têm aqui a chance definitiva de conferir um dos experimentos mais ousados do estúdio. Só não espere gráficos de ponta ou sistemas revolucionários. o valor está justamente em sua estranheza cativante.
Perguntas frequentes sobre review RAIDOU Remastered: The Mystery of the Soulless Army () PlayStation 5
Quanto tempo dura a campanha de RAIDOU Remastered?
A história principal leva entre 25 e 30 horas. Para fazer 100% (coletar todos os demônios e troféus), espere de 55 a 65 horas, incluindo New Game+ e novos modos de dificuldade.
O jogo tem legendas em português?
Não. RAIDOU Remastered não inclui legendas em português do Brasil. O texto está em inglês, com opção de dublagem em inglês ou japonês. É um ponto de atenção para quem não tem fluência no idioma.
Quantos demônios estão disponíveis no total?
São mais de 120 demônios, incluindo 50 criaturas inéditas em relação ao original. Eles podem ser capturados via Art of Confinement e fundidos para criar novos aliados com habilidades herdadas.
O combate é muito diferente do original de PS2?
Sim. O sistema foi reformulado com base na sequência Devil Summoner 2: King Abaddon. Agora você invoca até dois demônios, gerencia MAG, usa Perfect Dodge e tem acesso a ataques especiais como Devil's Bane e Spirit Slash.
Vale a pena para quem nunca jogou jogos da Atlus?
Depende. Se você gosta de action RPG com estratégia e não se importa com estruturas um pouco datadas, sim. A ambientação única e o combate recompensador podem conquistar novos fãs. Mas se prefere experiências mais polidas, talvez estranhe o ritmo.
