Dezessete anos depois de sua estreia no PS2, Raidou Kuzunoha XIV volta às telas com uma remasterização que não é só retoque: é um rejuvenescimento de verdade. A Atlus pegou Devil Summoner: Raidou Kuzunoha vs. The Soulless Army e reescreveu praticamente tudo que precisava ser atualizado. combate, dublagem, interface, qualidade de vida. sem perder a alma excêntrica que fez do original uma joia cult.
O resultado é um Action RPG que equilibra nostalgia e modernidade com competência que impressiona. A Tóquio alternativa da Era Taisho continua charmosa e bizarra, a trilha jazzística gruda na cabeça, e o loop de recrutar, fundir e batalhar com demônios vicia como nos bons tempos. Mas será que a remasterização consegue esconder as raízes de PS2? Vamos aos detalhes.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Câmera fixa é a herança mais pesada: em cidades e masmorras, ângulos estáticos podem esconder inimigos e itens. Se isso te irrita, pense duas vezes.
- O jogo está integralmente em inglês, sem legendas em português. Se você não domina o idioma, a barreira é real.
- A Launch Edition traz bônus como DLCs de treino e demônios extras da série SMT. Úteis, mas não essenciais.
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O combate é o coração, e a Atlus caprichou. Ataques leves recuperam MAG, pesados causam stun em fraquezas, e o Perfect Dodge abre janela para contra-ataque. Você controla Raidou enquanto dois demônios agem por conta própria. dá para trocá-los na hora ou dar ordens. A dança entre gerenciar recursos, explorar fraquezas e esquivar no timing certo dá profundidade que muitos Action RPGs modernos não têm. Fusão de demônios vicia: mais de 120 criaturas para capturar e combinar, cada fusão desbloqueia habilidades únicas, e a tentação de experimentar é constante. A curva de aprendizado é íngreme. os primeiros chefes castigam quem não entendeu o sistema -, mas a recompensa é um combate que sustenta a campanha inteira. Fora das batalhas, as habilidades de campo dos demônios transformam Tóquio em um playground de detetive sobrenatural. Ler mentes, usar visão noturna, voar para telhados. tudo isso dá sabor às investigações. A história começa como noir clássico e deriva para ficção científica bizarra (Rasputin, viagem no tempo), mas a progressão linear de 12 capítulos mantém o foco. A dublagem em inglês é excelente, e a trilha jazzística é um personagem à parte. A câmera fixa é o maior atrito. Em cidades e masmorras, ângulos pré-definidos escondem itens e inimigos, e a falta de controle total desorienta, especialmente para quem vem de jogos modernos. As missões de investigação, embora criativas, às vezes se arrastam: usar o mesmo demônio para ler mentes em todo mundo cansa. As side quests são repetitivas e servem mais como farm. E, para o mercado brasileiro, a ausência de legendas em português pesa. Mesmo assim, é difícil não se entregar ao charme. Raidou Remastered acerta em modernizar sem descaracterizar. O combate é satisfatório, a fusão vicia, e a ambientação Taisho é única. Para fãs de Atlus ou de Action RPG com profundidade tática, é compra certeira. Quem não tolera câmera fixa ou precisa de localização completa pode sentir o peso dos anos.
Prós
- Combate reformulado e profundo, com excelente variedade tática
- Fusão de demônios extremamente viciante e recompensadora
- Atmosfera única da Era Taisho com trilha jazzística marcante
- Dublagem completa e de alta qualidade em inglês e japonês
- Qualidade de vida: fast travel, quicksave, sem encontros aleatórios
Contras
- Câmera fixa em muitas áreas, que pode desorientar
- Missões de investigação por vezes tediosas
Combate que respeita o passado, mas mira no futuro
Em um beco esfumaçado de Tóquio, Raidou alterna ataques leves e pesados contra um soldado sem alma. Leves recuperam MAG, pesados quebram a guarda. Dois demônios agem em sincronia, explorando fraquezas elementares. O Perfect Dodge abre uma brecha para um contra-ataque devastador. A Atlus reformulou o combate com profundidade: gerenciar recursos, trocar criaturas na hora, esquivar no timing certo. O combate exige atenção, mas recompensa.
A fusão de demônios é o vício do jogo. São mais de 120 criaturas para capturar (Art of Confinement) e combinar. Cada fusão desbloqueia habilidades únicas, e a tentação de experimentar é constante. A curva de aprendizado é real. chefes castigam quem não entendeu o sistema -, mas a recompensa é um combate que sustenta a campanha inteira.
Tóquio Taisho: investigação, charme e um toque de loucura
A ambientação é o maior trunfo. Lampiões a gás, roupas de época, tecnologia steampunk e elementos sobrenaturais se misturam. A trilha jazzística pontua cada momento: ruas movimentadas, cemitérios silenciosos. A história começa como noir, mas escorrega para ficção científica com Rasputin e viagem no tempo. bizarro, mas funciona.
As investigações usam habilidades de demônios para ler mentes, inspecionar objetos, acessar telhados. Um demônio voador ajuda a encontrar pistas em lugares altos. São momentos criativos, mas alguns trechos cansam. usar o mesmo poder repetidamente perde a graça. O charme dos personagens (o gato Gouto, a repórter Tae) segura o interesse. A dublagem completa (inglês/japonês) eleva a imersão, e a direção de arte nova respeita o original.
O que não envelheceu tão bem (e você precisa saber)
A câmera fixa é o ponto de atrito mais incômodo. Em cidades e masmorras, ângulos pré-definidos escondem inimigos ou itens. A falta de controle total desorienta, principalmente para quem vem de jogos modernos. A estrutura linear de 12 capítulos e as missões de investigação às vezes se arrastam, com o jogo praticamente te guiando por marcadores.
As side quests são repetitivas, servem mais para grind. A ausência de legendas em português brasileiro é barreira real. Movimentos ainda têm um quê de rigidez herdeira do PS2. Não são defeitos que quebram a experiência, mas pesam na recomendação para um público mais amplo.
Perguntas frequentes sobre review Raidou: Remastered – The Mystery of the Soulless Army Launch Edition PlayStation 5
O jogo tem suporte a português brasileiro?
Não. O jogo possui áudio e legendas apenas em inglês e japonês. Não há opção de legendas em português brasileiro.
Quantas horas dura a campanha principal?
A história principal leva entre 25 e 30 horas. Quem quiser fazer todas as side quests e completar a fusão de demônios pode passar de 50 horas.
Preciso ter jogado o original ou outros jogos da série?
Não. A história é independente e não exige conhecimento prévio. Fãs de Shin Megami Tensei vão reconhecer elementos, mas qualquer um pode começar.
A Launch Edition vale a pena?
Sim. Inclui DLCs de treino (para grind de EXP e dinheiro) e demônios adicionais da série Shin Megami Tensei, que complementam a experiência sem ser essenciais.
O combate é muito difícil?
Exige atenção, especialmente nos chefes. Há dois modos: Sleuth (fácil) e Detective Legend (desafiador, liberado após zerar). O modo normal tem curva de aprendizado íngreme.
