Pipistrello and the Cursed Yoyo tem uma premissa que parece loucura: um metroidvania onde a única arma e ferramenta de travessia é um ioiô amaldiçoado. Desenvolvido pela brasileira Pocket Trap, o jogo coloca você na pele de Pippit, um morcego azul que precisa resgatar a tia e restaurar o nome da família em Nova Voltânia, cidade inspirada em São Paulo. Nos primeiros minutos, a física do ioiô comanda cada movimento, combate e puzzle.
Com mais de 1.000 telas espalhadas por quatro distritos, o jogo respira personalidade. O pixel art caprichado lembra os melhores jogos de Game Boy Advance, e a trilha sonora conta com participação de Yoko Shimomura. A mecânica central sustenta uma aventura de 12 a 14 horas? Pipistrello acerta em vários aspectos, mas tropeça em outros. e é justamente aí que a graça começa.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Você gosta de exploração não linear com backtracking? Ótimo. Prefere progressão mais guiada? Talvez não seja sua praia.
- A dificuldade é ajustável: dano recebido, força dos inimigos e corações extras podem ser configurados.
- A mecânica do ioiô é central. Se você não curte puzzles que exigem precisão, pense duas vezes.
- Conteúdo extra: mais de 40 badges, 20 upgrades passivos e 80 colecionáveis para quem gosta de completismo.
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A originalidade é o ponto forte aqui. Enquanto outros metroidvanias usam espadas ou chibatadas, você tem um ioiô amaldiçoado. E não é enfeite: você balança, ricocheteia, anda sobre água e usa o 'passear o cão' para atravessar superfícies. Cada truque desbloqueia novas possibilidades, e a evolução é constante. O combate parece simples, mas ganha mais camadas com os combos. Enfrentar vários inimigos ao mesmo tempo vira um caos divertido, embora alguns swarms sejam realmente frustrantes. A cidade de Nova Voltânia é o cenário ideal. Cada distrito tem um tema diferente. esgoto, arranha-céus. e explorar sala por sala lembra A Link to the Past. O sistema de contratos com a prima agiota é genial: upgrades emprestados com penalidade temporária. Isso incentiva o risco e a recompensa. Os diálogos são afiados, com referências brasileiras que vão de Hermes e Renato a críticas de fast food e burocracia. tudo sem perder o ritmo. Visualmente, é um colírio pra quem ama pixel art. Cada tela tem detalhes que fazem a gente parar pra apreciar. A trilha sonora, com composições de Leonardo Lima e participação de Yoko Shimomura, é marcante. No PS5, roda liso: sem quedas de quadros ou bugs que estraguem a imersão. Mas tem seus problemas. Picos de dificuldade em salas lotadas, level design confuso com atalhos mal sinalizados, mobilidade cansativa e a necessidade de ir até bancadas escondidas para equipar badges. Ainda assim, são tropeços que não apagam o brilho de uma experiência única. Pipistrello é uma aventura cheia de personalidade. Não quer agradar todo mundo. Se você é fã de Zelda top-down e metroidvanias retrô, é prato cheio. Uma ou duas horas são o suficiente pra sentir se a proposta te cativa.
Prós
- Mecânica central do ioiô criativa e bem executada, com usos variados em combate e puzzles
- Pixel art encantador e trilha sonora marcante com participação de Yoko Shimomura
- Humor afiado e localização exemplar, com referências brasileiras que acertam no tom
- Sistema de contratos traz risco e recompensa de forma inovadora
- Duração honesta de 12 a 14 horas, com bastante conteúdo opcional
Contras
- Picos de dificuldade que podem frustrar, especialmente em salas com muitos inimigos
- Level design confuso em alguns trechos, com excesso de atalhos e telas mal sinalizadas
O ioiô como extensão do personagem
O ioiô não é enfeite. Cada técnica tem nome e função: 'vai e vem' para ataques à distância, 'passear o cão' para andar sobre a água, ricochete que desvia em cantos e alcança plataformas. Aos poucos, você descobre que quase todo puzzle tem mais de uma solução. o jogo recompensa quem experimenta. Um dos momentos mais legais é usar o ricochete pra acertar três botões em sequência e abrir um caminho secreto. Essas pequenas descobertas tornam a exploração recompensadora, mesmo quando o mapa parece um quebra-cabeça.
O combate segue a mesma lógica. Dá pra ir na pancadaria ou usar truques pra controlar a distância. Os chefes, como Don Mauretti, exigem que você leia os padrões e use o ioiô com inteligência. Em alguns momentos, a tela enche de inimigos e aí a diversão vira um caos controlado. ou frustrante, dependendo da sua paciência. Mas no geral, a sensação de domínio do ioiô cresce com o tempo e é bem satisfatória.
Nova Voltânia: humor, crítica e exploração
A cidade é viva. Da prima agiota que te empresta upgrades com juros ao taxista que funciona como fast travel, cada NPC traz uma crítica social bem-humorada. O jogo não tem medo de zoar obras inacabadas, monopólios de energia e a burocracia brasileira. Tudo em português afiado, com trocadilhos e referências que arrancam sorrisos. A exploração é puro Zelda: você encontra dungeons temáticas (uma convenção de cosplay, um estádio de futebol), resolve puzzles e coleta badges que mudam seu estilo de jogo.
Com mais de 1.000 telas, o jogo é enorme pra um indie. Mas essa amplitude tem um preço: navegar entre distritos cansa se você não usar o táxi. O mapa ajuda, mas alguns atalhos são confusos e fazem você andar em círculos. Felizmente, o jogo marca salas não visitadas e puzzles resolvidos, o que evita a frustração total. Pra quem gosta de se perder e achar segredos, é um prato cheio.
Dificuldade sob medida e performance no PS5
Antes de começar, você ajusta dano recebido, força dos inimigos e quantidade de corações extras. Isso quer dizer que o jogo pode ser mais relaxado ou punitivo, dependendo do seu humor. Durante a partida, morrer faz você perder algumas moedas, mas recomeça na mesma sala. sem checkpoints distantes. O sistema de contratos também funciona como um regulador natural de dificuldade: se tiver difícil, pegue um upgrade emprestado e aguente a penalidade temporária.
No PS5, roda liso. A transição entre telas é rápida, o carregamento é mínimo e não achei bugs. A pixel art fica nítida em 4K, e os efeitos de partículas (como o brilho do ioiô) são suaves. É um trabalho técnico sólido que honra o estilo retrô sem problemas de performance. Se você joga no PS5, pode esperar uma experiência limpa e fluida do começo ao fim.
Perguntas frequentes sobre review Pipistrello and the Cursed Yoyo PlayStation 5
Quanto tempo leva para zerar Pipistrello and the Cursed Yoyo?
Zerar leva cerca de 12 a 14 horas. Pra completar 100%, incluindo todos os colecionáveis e badges, espere umas 20 a 21 horas. Duração honesta e bem distribuída.
O jogo é muito difícil?
Tem picos de dificuldade, especialmente em salas com muitos inimigos. Mas você ajusta parâmetros no início (dano, força, corações) e pode usar contratos para pegar upgrades extras, o que reduz a frustração.
É necessário ter jogado outros metroidvanias para gostar?
Não, mas a estrutura de exploração não linear e backtracking é típica do gênero. Se você curte Zelda top-down ou jogos como Hollow Knight, vai se sentir em casa. Caso contrário, pode estranhar no começo.
O jogo tem suporte a português?
Sim, localização completa e caprichada, com diálogos em português brasileiro e muitas referências locais. O humor é um dos pontos altos.
Vale a pena no PS5?
Sim, especialmente se você busca uma experiência original e tem paciência para explorar. O PS5 oferece performance sólida e carregamentos rápidos. É um indie de qualidade que merece atenção.
