Review Pipistrello and the Cursed Yoyo: yoyovania brasileira encanta e desafia no PS5

Pippit joga o ioiô num canto. O brinquedo ricocheteia, acende um interruptor e uma passagem secreta se abre atrás de um pôster surrado. Pipistrello and the Cursed Yoyo transforma o ioiô em arma, transporte e solução de puzzles. O estúdio brasileiro Pocket Trap, de Dodgeball Academia, criou o yoyovania: uma mistura de Metroidvania com exploração top-down onde cada giro do ioiô pode abrir caminhos ou derrubar inimigos.

Nessa Collector's Edition para PlayStation 5, a mídia física vem com um plushie do Pippit. Mas o foco está no jogo: mais de mil telas para explorar, uma trilha sonora que abraça a identidade brasileira e um sistema de contratos que equilibra risco e recompensa.

Nova Voltânia, cidade inspirada em São Paulo, é o palco. O ioiô começa simples: ataque, ricochete, coleta. Mas logo se expande para truques como Passear o cão e Volta ao mundo. Cada nova habilidade desbloqueia áreas antes inacessíveis, transformando o mapa em um quebra-cabeça contínuo.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Tipo de jogo: Aventura top-down com elementos Metroidvania, foco em exploração e puzzles. ideal para quem curte Zelda clássico e desafios de plataforma.
  • Dificuldade: O jogo tem picos de dificuldade, especialmente em combates contra grupos e seções de plataforma. Há opções de acessibilidade que ajustam dano e vida para quem quer uma experiência mais tranquila.
  • Conteúdo: A campanha principal leva entre 12 e 14 horas, com bastante coisa para fazer além da história: mais de 80 colecionáveis, 40 medalhas equipáveis e missões secundárias espalhadas pelos distritos.
  • Versão Collector's Edition: Inclui o jogo em mídia física e um plushie do Pippit. É uma edição exclusiva para PlayStation 5 e Nintendo Switch. se você é fã de colecionáveis, vale olhar com carinho.

1. Pipistrello and the Cursed Yoyo Collector's Edition – PlayStation 5: yoyovania criativo com personalidade brasileira

O ioiô se prende num gancho, Pippit voa sobre engrenagens e alcança um baú escondido. Pipistrello usa o brinquedo como chave, arma e transporte. A mecânica é versátil: ataque, ricochete, até andar sobre água com o truque certo. Os puzzles exigem olhar atento, não só reflexo. A pixel art é detalhada e a trilha sonora, com Yoko Shimomura e compositores brasileiros, mistura samba e bossa nova numa identidade sonora única. Mas o jogo tropeça em alguns pontos. A variedade de inimigos é limitada: você vê os mesmos tipos por horas. Chefes exigem paciência e o mapa pode confundir em certas áreas. O sistema de contratos, onde upgrades vêm com penalidades temporárias, parece punitivo para quem prefere progressão linear. Ainda assim, a liberdade de exploração, os segredos espalhados e a personalidade do mundo fazem valer a pena. A Collector's Edition entrega mídia física e um plushie do Pippit. O conteúdo digital é idêntico, então a escolha é de colecionador. Para quem busca uma aventura top-down com alma brasileira, puzzles inteligentes e desafio justo, Pipistrello acerta.

Prós

  • Mecânica do ioiô criativa e versátil, com vários truques que mudam a forma de explorar
  • Pixel art detalhada e atmosférica, com cenários que lembram São Paulo
  • Trilha sonora brasileira excelente, com composições de Yoko Shimomura e músicos nacionais
  • Mundo grande com mais de mil telas, repleto de segredos e colecionáveis
  • Sistema de contratos adiciona profundidade estratégica e risco calculado

Contras

  • Variedade limitada de inimigos, que pode cansar após muitas horas
  • Alguns picos de dificuldade e combates contra grupos podem frustrar

O que faz de Pipistrello um yoyovania?

Pippit usa o ioiô para se balançar em cabos de aço e cruzar um fosso de engrenagens no distrito industrial. O brinquedo não é apenas para atacar: ricocheteia em cantos, agarra objetos, vira prancha para atravessar água. Cada truque tem nome e função. Passear o cão desliza o ioiô pelo chão para ativar interruptores distantes. Volta ao mundo cria um escudo giratório contra projéteis.

O mapa se divide em quatro distritos, cada um com visual e trilha distintos. A progressão oferece escolha logo no início: dois caminhos diferentes. A exploração recompensa com medalhas que alteram habilidades, upgrades passivos e colecionáveis. O sistema de contratos é outro destaque: você pega um upgrade emprestado de um NPC, mas ganha uma penalidade temporária (menos dano ou corações reduzidos) até pagar a dívida. Vale o risco?

Dificuldade e acessibilidade

O pulo na parede trava o avanço por alguns minutos. Inimigos cercam Pippit e cada golpe custa caro. A dificuldade não é punitiva por acaso: o jogo confia na sua evolução. Mas há alívio: opções de acessibilidade permitem ajustar dano recebido, força de ataque e corações. Quem está mais interessado em exploração e puzzles pode suavizar a experiência sem culpa.

Nas primeiras horas, a curva de aprendizado é vertical. Poucas habilidades, desafios que exigem domínio completo do que já está disponível. Conforme novos truques de ioiô surgem, o combate ganha fluidez e a exploração fica mais recompensadora. O jogo exige insistência, mas recompensa quem persiste.

Vale a pena a Collector's Edition?

A edição física para PS5 vem com uma caixa diferenciada e um plushie do Pippit. O conteúdo dentro do jogo é idêntico ao digital. Para colecionadores ou fãs do estúdio Pocket Trap, o charme extra do boneco e da mídia física pode justificar o investimento. Se você não liga para esses itens, a versão digital já entrega a mesma experiência completa. De qualquer forma, o que importa é o jogo: uma aventura criativa, bem escrita e visualmente encantadora.

Perguntas frequentes sobre review Pipistrello and the Cursed Yoyo Collector's Edition PlayStation 5

Quanto tempo dura Pipistrello and the Cursed Yoyo?

A campanha principal leva entre 12 e 14 horas. Para completar 100% (todos os colecionáveis, medalhas e missões), espere cerca de 20 horas.

O jogo é muito difícil?

Tem picos de dificuldade, especialmente em combates e plataformas. Mas há opções de acessibilidade para diminuir dano e aumentar vida, tornando a experiência mais tranquila.

Preciso ter jogado outros jogos da Pocket Trap?

Não. Pipistrello é uma história independente. Se você gostou de Dodgeball Academia ou Ninjin: Clash of Carrots, vai reconhecer o estilo do estúdio, mas não há continuação direta.

A Collector's Edition tem algo a mais no jogo?

Não. O conteúdo do jogo é o mesmo da versão digital. A diferença está nos itens físicos: mídia e plushie.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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