Vinte anos depois do clássico de PS2, Phantom Brave volta com uma sequência que não tenta reinventar a roda, mas refina cada detalhe com personalidade. The Lost Hero mantém o combate tático sem grades que fez o original virar cult, troca os sprites 2D por modelos 3D estilizados e adiciona camadas de estratégia que vão satisfazer quem gosta de pensar cada movimento.
Seis meses após o primeiro jogo, Marona e Ash são atacados pela Frota de Naufrágios. Ela perde seus poderes, se separa de Ash e conhece Apricot, uma pirata fantasma. A trama é leve, bem-humorada e funciona como porta de entrada para novatos, mas não espere reviravoltas de peso ou emoção na mesma intensidade do original.
O combate sem grade é o coração do jogo. Você move cada unidade livremente dentro de um círculo, posiciona ataques em cone ou linha e usa objetos do cenário como armas temporárias. Em uma batalha, confinei um fantasma a uma palmeira e arremessei o objeto contra um grupo de inimigos, removendo seus bônus e virando o confronto. Esse tipo de liberdade tática é o que faz o jogo brilhar.
Testei a versão Deluxe no PlayStation 5. A ausência de legendas em português e a enxurrada de mecânicas nas primeiras horas podem assustar, mas quem insistir encontra uma das experiências táticas mais criativas do gênero.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Antes de escolher a edição, entenda que o combate sem grade exige paciência. O tutorial cobre o básico, mas despeja Confine, Confire, Confriend, Títulos e Gadgets ao mesmo tempo. Prepare-se para consultar os menus de ajuda.
- A Deluxe Edition inclui itens cosméticos e bônus de progressão. Avalie se o conteúdo extra agrega para você. O jogo base já tem mais de 50 classes e centenas de habilidades.
- Verifique a questão do idioma. O texto está em inglês e francês, sem legendas em português. Se você depende de tradução para entender mecânicas complexas, pode enfrentar dificuldades.
- O jogo tem compras dentro dele (itens de aceleração, moeda premium). Isso não atrapalha a campanha principal, mas fique atento se você prefere experiências sem microtransações.
- Considere sua familiaridade com SRPGs. Se você já jogou Disgaea ou Final Fantasy Tactics, a curva será mais suave. Iniciantes no gênero vão precisar de dedicação extra.
1. Phantom Brave: The Lost Hero Deluxe Edition (PS5). Nippon Ichi Software
Fonte: Amazon.com.brPhantom Brave: The Lost Hero – Deluxe Edition (PS5)
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Phantom Brave: The Lost Hero honra o original ao expandir o combate tático sem grade com sistemas criativos. Controlar Marona e seus Fantasmas exige planejamento: você invoca unidades em objetos do cenário, cada um com propriedades únicas, e precisa gerenciar o tempo limitado delas em campo. Em uma das minhas batalhas favoritas, confinei um fantasma a uma palmeira e arremessei o objeto contra um grupo de inimigos, removendo seus bônus e virando o confronto. É uma liberdade rara no gênero. A variedade de classes é enorme, mais de 50, cada uma com habilidades e árvores de evolução lineares. Você cria um guerreiro, um ladrão, um engenheiro e funde equipamentos para refinar seu estilo. Mas o excesso de mecânicas sufoca quem não está acostumado. As primeiras horas são uma enxurrada de tutoriais e opções, e a falta de legendas em português agrava a confusão. A dublagem em inglês também é inconsistente: Apricot convence, mas Marona e Ash soam forçados. Visualmente, o jogo encanta com modelos 3D cartunescos e animações de habilidades bem coreografadas. A trilha sonora alterna entre temas tropicais relaxantes e faixas de batalha intensas. No PS5, a performance é sólida, sem quedas perceptíveis, e a câmera pode ser rotacionada livremente, embora em alguns momentos se comporte de forma estranha. O conteúdo é generoso: cerca de 30 horas só na campanha, mais dezenas de horas em missões secundárias e um pós-jogo que lembra o Item World de Disgaea. Para fãs de SRPG que topam encarar a curva, é um prato cheio. Se você prioriza narrativa densa ou localização em português, pense duas vezes.
Prós
- Combate tático inovador sem grid, com movimentação livre e objetos estratégicos
- Mais de 50 classes e 300 habilidades garantem alta rejogabilidade
- Visual 3D charmoso com animações de habilidades caprichadas
- Conteúdo extenso: campanha principal de ~30h e pós-jogo robusto
Contras
- Curva de aprendizado íngreme devido à quantidade de sistemas e tutoriais insuficientes
- Sem legendas em português, o que dificulta a compreensão de mecânicas complexas
Como funciona o combate sem grade?
Diferente de SRPGs tradicionais como Fire Emblem ou Final Fantasy Tactics, Phantom Brave elimina o grid. Cada unidade se move livremente dentro de um círculo com raio determinado, e os ataques são em cone ou linha. Isso dá uma sensação de liberdade rara no gênero: você pode posicionar um fantasma atrás de um obstáculo, arremessar um objeto para fora do mapa e remover buffs inimigos, ou usar um canhão invocado por Apricot para devastar uma área.
O sistema Confine é a base: você invoca Fantasmas em objetos do cenário (árvores, rochas, canhões) e cada objeto concede bônus ou penalidades específicas. Um fantasma confinado a uma palmeira pode ganhar ataque extra, enquanto um em uma poça d'água pode aumentar defesa. Mas eles só ficam em campo por alguns turnos. o Remove marca o tempo limite, e você precisa usar bem cada rodada antes que desapareçam.
Além disso, há as fusões: Confire combina Fantasmas com Gadgets (canhões, catapultas) para ataques poderosos; Confriend funde Marona com um fantasma, transformando sua aparência e liberando habilidades especiais por alguns turnos. Essas camadas de estratégia tornam cada batalha única, mas também exigem que você memorize dezenas de regras. e o jogo não facilita com tutoriais muito superficiais.
Para quem Phantom Brave: The Lost Hero realmente encaixa?
Se você passou horas montando times em Disgaea, explorando sinergias de classes em Final Fantasy Tactics, ou simplesmente gosta de experimentar builds diferentes, The Lost Hero vai te absorver. A variedade de classes é imensa, e o sistema de Títulos permite ajustes finos.
Mas se você prefere narrativas densas desde o primeiro capítulo ou não tem paciência para ler longos menus de ajuda, o jogo pode frustrar. A história demora algumas horas para engrenar, e a falta de legendas em português transforma cada tutorial em um exercício de tradução mental. Iniciantes no gênero vão sofrer, mas se insistirem, encontrarão um dos combates táticos mais criativos dos últimos anos.
Também é importante notar que a Deluxe Edition inclui itens cosméticos e bônus de progressão, mas o jogo base já entrega conteúdo de sobra. Se você não se importa com extras, a versão padrão é suficiente.
Perguntas frequentes sobre review Phantom Brave: The Lost Hero – () Deluxe Edition PlayStation 5
Preciso ter jogado o Phantom Brave original para entender a história?
Não. A história é independente e se passa seis meses após o original, mas apresenta os personagens e o universo de forma clara para novos jogadores.
Quantas horas dura a campanha principal?
Em torno de 28 a 30 horas para a história principal, e mais de 60 horas se você quiser explorar missões secundárias e o pós-jogo.
O jogo tem legendas em português do Brasil?
Não. As legendas estão disponíveis apenas em inglês e francês, e a dublagem é em inglês ou japonês. Isso pode ser uma barreira para quem não domina esses idiomas.
Vale a pena comprar a Deluxe Edition?
A Deluxe Edition adiciona itens cosméticos e bônus de progressão, mas o conteúdo base já é muito completo. Se você é fã da franquia e quer todo o extra, vá fundo. Caso contrário, a edição padrão atende bem.
O combate é muito difícil para iniciantes em SRPG?
Sim, a curva de aprendizado é íngreme. O jogo oferece três níveis de dificuldade (Fácil, Normal, Difícil), então começar no Fácil ajuda. Ainda assim, exige paciência para absorver todas as mecânicas.
Quais plataformas estão disponíveis?
Phantom Brave: The Lost Hero está disponível para PS5, PS4, Nintendo Switch e PC (Steam). A versão de console foi lançada em 30 de janeiro de 2025, e a de PC em 24 de abril de 2025.
