Tem jogo que chega sem fazer alarde e, em questão de minutos, te fisga pelo controle. Pepper Grinder é exatamente isso. Um plataforma 2D que coloca você na pele de uma pirata com uma broca gigante. e o resultado é uma das experiências mais fluidas e satisfatórias que tive no gênero nos últimos anos.
Desenvolvido por uma única pessoa (Ahr Ech) e publicado pela Devolver Digital, o jogo chegou primeiro ao PC e Switch em março de 2024, e agora perfura seu caminho nos consoles PlayStation e Xbox. Testei a versão de PS5 e posso dizer: a promessa de movimento preciso e cheio de momentum se cumpre com sobra. Mas nem tudo são flores. a duração enxuta e alguns tropeços no design de loja pedem uma conversa honesta.
Se você curte plataforma com foco em locomoção criativa (tipo Celeste ou os clássicos de Sonic), senta que lá vem história.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- A broca não é só uma arma. é o motor do jogo. Cada impulso, cada giro, cada explosão de terra que voa enquanto você atravessa o cenário. Se você valoriza controles responsivos e momentos de pura sincronia entre dedos e tela, Pepper Grinder entrega.
- A campanha principal gira em torno de 3 a 6 horas. ideal para quem quer uma diversão concentrada, sem enrolação. Para quem busca dezenas de horas de conteúdo, pode frustrar.
- O jogo oferece checkpoints generosos, mas algumas fases (especialmente o chefe final) podem exigir repetições longas. Paciência e persistência são bem-vindas.
- O sistema de loja e adesivos é mais enfeite do que funcional. não espere upgrades que mudem a experiência radicalmente. O brilho mesmo está em dominar a broca.
- No PS5, o feedback háptico do DualSense é bem aproveitado, e há cross-buy com PS4. Quem busca troféu Platinum encontra uma lista justa, com cerca de 7 horas para completar tudo.
1. Pepper Grinder. Plataforma 2D com mecânica de perfuração para PlayStation 5
Fonte: Amazon.com.brConfira os detalhes completos diretamente na Amazon.
A primeira impressão com Pepper Grinder é de puro controle: você aperta o botão de broca e o chão some. Em segundos, você emerge do solo em alta velocidade, desvia de um espinho por centímetros e já se joga em outro bloco. O jogo entende de timing e impulso como poucos. São quatro mundos temáticos, cada um com cinco fases normais e uma secreta, além de quatro chefes. A variedade de mecânicas é o grande trunfo. em uma fase você está deslizando num snowmobile, na outra pilotando um mech com metralhadora, tudo amarrado pelo movimento da broca que permite perfurar terra, água e até se impulsionar no ar. O level design é criativo e constantemente apresenta novos desafios. Uma hora você precisa usar o gancho para se balançar, na outra dominar o timing de um canhão. Tudo flui com uma naturalidade que só jogos com direção muito segura conseguem. A pixel art é charmosa e a trilha sonora (por Xeecee) acompanha o ritmo frenético com competência. No PS5, roda liso e o uso do feedback háptico dá aquela camada extra de imersão. dá para sentir cada impacto da broca no controle. O calcanhar de Aquiles é a duração. A campanha principal pode ser zerada em menos de quatro horas, e o sistema de loja. onde você compra upgrades e adesivos. não tem impacto real na jogabilidade. Para quem busca um jogo longo, pode ser pouco. Mas para quem quer uma experiência intensa, sem gordura, é uma das melhores opções do gênero. O modo Time Attack e a busca por todos os colecionáveis (caveiras douradas, moedas) estendem a vida útil para quem gosta de repetir fases em busca do tempo perfeito. Para fãs de plataforma 2D, é quase obrigatório.
Prós
- Jogabilidade ultra precisa e extremamente satisfatória, com movimentos fluidos e cheios de momentum
- Level design criativo com variedade constante de mecânicas (gancho, veículos, broca aérea)
- Pixel art adorável e trilha sonora contagiante que combinam com a proposta
- Ótimo uso do feedback háptico do DualSense no PS5
- Cross-buy entre PS4 e PS5, com troféu Platinum e modo Time Attack para quem busca rejogabilidade
Contras
- Campanha muito curta (3 a 6 horas para a história principal)
- Sistema de loja e adesivos pouco impactante, sem incentivo real para colecionar
A broca virou extensão do seu braço
A broca entra no chão como manteiga e você sai do outro lado em um arco de velocidade. Desviar de um espinho, perfurar uma parede, ganhar impulso aéreo e cair em cima de um inimigo. tudo num único movimento que parece coreografado. Pepper Grinder não inventa a roda, mas acerta onde importa: a sensação de momentum quando você emerge do solo, o som da terra explodindo, o controle que vibra a cada impacto.
Os quatro mundos variam de praias paradisíacas a cavernas de magma, cada um introduzindo uma nova ferramenta: o gancho que balança, o snowmobile que derrapa, o mech que mete bala. A curva de dificuldade é bem calibrada. os desafios crescem sem parecer injustos, com exceção de um chefe final que realmente testa seus reflexos. Não é um jogo difícil no sentido cruel, mas exige que você tenha internalizado a física da broca. E quando você consegue, a recompensa é genuína.
Para quem é (e para quem não é) esse jogo
Se você jogou Celeste e sentiu falta de uma parede para escalar com broca, ou cresceu com as fases de água do Ecco the Dolphin e queria mais ação, Pepper Grinder conversa direto com você. Também é um prato cheio para quem curte indies com direção de arte caprichada e trilha sonora que gruda na cabeça.
Agora, se a sua praia são campanhas épicas de 40 horas, com upgrades complexos e narrativa densa, esse não é o jogo. A história é mínima. pirata perde tesouro, pirata recupera tesouro. e o conteúdo é enxuto. Não espere dezenas de chefes ou segredos que mudam o jogo. É uma plataforma direta, que entrega o que promete sem firulas. Para quem está num ritmo de vida mais corrido e quer uma sessão de 30 minutos de pura diversão concentrada, é ouro.
Time Attack: a desculpa para nunca largar a broca
Para quem gosta de extrair tudo, o modo Time Attack é um presente. Cada fase ganha um cronômetro e um ranking, e a busca pelo menor tempo te faz repensar rotas e estratégias. As caveiras douradas escondidas em cada fase também pedem um olhar mais atento. algumas estão em lugares que exigem usar a broca de maneiras que você não tinha tentado. E aí está o pulo do gato: mesmo com poucas fases, a rejogabilidade existe porque a mecânica é boa demais para ser abandonada depois de uma zerada.
Perguntas frequentes sobre review Pepper Grinder PlayStation 5
Pepper Grinder é um jogo difícil?
Depende da sua experiência com plataforma 2D. As fases normais são bem equilibradas, com checkpoints generosos. O chefe final, porém, tem um pico de dificuldade que pode exigir dezenas de tentativas. No geral, é desafiador na medida certa para quem busca superação.
Quanto tempo leva para zerar Pepper Grinder?
A campanha principal leva entre 3 e 4 horas. Se quiser pegar todos os colecionáveis e completar o modo Time Attack, pode chegar a umas 8 horas para o 100%. O jogo é curto, mas bem aproveitado.
Pepper Grinder tem modo cooperativo ou multiplayer?
Não, é um jogo estritamente single-player. O foco está todo na experiência individual de controle e progressão.
Vale a pena no PS5 se eu já joguei no PC ou Switch?
A versão de PS5 roda liso, tem integração com o DualSense (feedback háptico) e é cross-buy com PS4. Se você curte o jogo e quer a experiência com o controle da Sony, sim. O conteúdo é o mesmo, mas o conforto adicional pode justificar.
