A guitarra distorcida invade o fone, a catedral gótica brilha com vitrais e a lâmina da Painkiller gira na sua mão. Por alguns segundos, parece 2004 de novo. Mas a empolgação dura pouco: o reboot de Painkiller, lançado em outubro de 2025 para PS5, tropeça na própria repetição. A Anshar Studios apostou no cooperativo para três jogadores, deixando de lado a campanha solo clássica. Funciona? Depende de quantos amigos você tem.
Painkiller sabe o que quer: ação frenética em cenários góticos, sem frescura. O problema? Repete rápido demais. A campanha principal rende umas cinco horas; boa parte dela parece a mesma missão com skin diferente. O coop salva, sim, desde que seu time esteja online. Sozinho, a experiência perde o brilho. Este review ajuda a decidir se a versão merece um lugar na sua biblioteca.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- O coop é o coração do jogo: chame até dois amigos para aproveitar o caos sincronizado.
- Campanha curta, cerca de cinco horas, com missões que pedem coletar sangue, proteger cargas e colocar gaiolas de almas. Pouca variação.
- O modo roguelike Anjo Renegado adiciona arenas aleatórias, mas recompensas superficiais cansam rápido.
- Visual gótico e trilha de metal são os pontos altos: cenários detalhados, iluminação dramática, guitarra na medida.
- Sozinho, os bots atrapalham mais que ajudam: revivem devagar, não flanqueiam. Prepare-se para frustração.
1. Painkiller para PS5: Reboot cooperativo do clássico FPS
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Atirar em Painkiller é visceral. A Shotgun elétrica treme, a Stakegun prega demônios na parede, e a clássica Painkiller (serra giratória na ponta de uma corrente) gera munição ao acertar inimigos, incentivando o combate corpo a corpo. Você desliza por uma catedral, usa o gancho para alcançar plataformas e, no meio do caos, o contador de combo comenta suas ações. O sistema de stagger e execução adiciona tática: encha a barra de atordoamento e finalize com a Painkiller para recuperar recursos. Quando o time se sincroniza (um tanka, outro flanqueia), a magia acontece. O problema? A repetição. Uma catedral vira outra, os mesmos Nefilins reaparecem com skins diferentes. Você protege uma carroça pela terceira vez, coleta sangue pela quarta. A campanha tem nove missões em três biomas: igrejas, cemitérios, dimensões infernais. O modo Anjo Renegado promete arenas aleatórias, mas a falta de recompensas significativas e a estrutura superficial fazem ele cansar também. Onde Painkiller acerta de verdade: visual e trilha sonora. Vitrais, arcadas, abismos infernais com iluminação que valoriza a atmosfera sombria. Trilha de metal intensa, sincronizada com a ação. Acessibilidade legal: legendas em português, HUD ajustável e opções para daltonismo. A experiência solo? Frágil. Os bots demoram a reviver e não acompanham o ritmo. Sem grupo, o jogo entedia. A narrativa é quase inexistente, com final abrupto que parece gancho para DLC. Se você tem amigos dispostos, Painkiller entrega horas de diversão caótica. Caso contrário, a curta duração e a repetição pesam contra.
Prós
- Gunplay satisfatório com armas criativas e modos de disparo alternativos
- Visual gótico impressionante com iluminação e efeitos de partícula
- Trilha sonora de metal que eleva a adrenalina
- Cooperativo online caótico e divertido com até 3 jogadores
Contras
- Campanha muito curta (cerca de 5 horas) e missões repetitivas
- Bots que mais atrapalham que ajudam, com revives lentos e pouca iniciativa
O peso de cada tiro
Atirar em Painkiller é visceral. A Shotgun elétrica treme na mão, a Stakegun prega demônios na parede, e a clássica Painkiller gira e cospe munição. Você desliza por uma catedral, usa o gancho para alcançar plataformas, e no meio do caos o contador de combo comenta suas ações. O sistema de stagger e execução adiciona tática: encha a barra de atordoamento e finalize com a Painkiller para recuperar recursos. Quando o time se sincroniza, a magia acontece: um jogador tanka, outro flanqueia, e os demônios caem. Infelizmente, a repetição dos objetivos enfraquece parte desse brilho. Proteger a mesma carroça pela terceira vez quebra o encanto.
Um tiro no escuro do conteúdo
Nove missões. Três biomas. Coletar sangue, proteger cargas, derrotar chefes que são variações dos mesmos Nefilins. A previsibilidade cansa rápido. O modo Anjo Renegado tenta quebrar a mesmice com arenas aleatórias e cartas de tarô que concedem bônus temporários, mas a falta de recompensas expressivas e a sensação de que as salas se repetem fazem o modo parecer penduricalho. A campanha termina abrupta, com gancho para DLC que soa mais como promessa vazia do que desfecho. Para piorar, a progressão de upgrades de armas é irreversível: você pode se arrepender de um investimento e não ter como voltar atrás. Painkiller parece desenhado para pequenas doses com amigos, não para maratonar sozinho.
Para quem realmente vale a jogatina?
Grupo de amigos e ação descompromissada: eis o cardápio de Painkiller. Se você tem dois parceiros para encarar o inferno gótico, o caos cooperativo entrega momentos genuínos: gritos, revives no último segundo, combos sincronizados. Sozinho, é morno. Os bots são preguiçosos, a campanha é curta e a repetição cansa. Também não é um jogo para quem busca narrativa rica ou desafio estratégico: aqui é correr e atirar. Fãs do original de 2004 podem estranhar a ausência do modo single-player focado e a ênfase no coop. Painkiller 2025 não é um jogo ruim: é apenas limitado. Sabendo disso, a diversão aparece. Esperando mais, a frustração vem.
Perguntas frequentes sobre review Painkiller PlayStation 5
Painkiller é um jogo solo bom?
Não é excepcional. A campanha pode ser jogada sozinho, mas os bots são pouco eficientes e a repetição das missões fica mais evidente sem amigos. O coop é o foco.
Quanto tempo dura a campanha principal?
Cerca de 5 horas para as 9 missões. Com o modo roguelike e extras, pode chegar a 8 horas, mas o conteúdo é enxuto.
Precisa de PS Plus para jogar online?
Sim, o cooperativo online exige assinatura da PlayStation Plus. O modo offline funciona com bots, mas a experiência é inferior.
Vale a pena para fãs do Painkiller original?
Depende. Se você espera um remake fiel, pode se decepcionar com o foco cooperativo e a falta de profundidade. Como um novo jogo de ação, tem seus méritos.
