Jogamos uma partida montando um corredor da morte com serras no chão, lança-chamas nas paredes e lançadores de espinhos no teto. Ver um orc voar longe por uma armadilha de impulso enquanto outro queima vivo é o tipo de caos que a série sempre entregou. Deathtrap, quinto capítulo, tenta expandir essa fórmula com elementos roguelite. O resultado é diversão genuína no cooperativo, mas que tropeça na própria ambição.
Cada um dos seis Magos de Guerra tem um estilo distinto, e isso é o que mantém a repetição suportável. A estrutura de runs com modificadores aleatórios promete variedade, mas na prática as partidas podem se estender por horas. A progressão lenta, com upgrades quase imperceptíveis, testa a paciência de quem joga sozinho. Numa das partidas, escolhi o Mago Urso Kalos e enfrentei o General Orc. O caos foi tanto que quase perdi a fenda, mas um Thread que concedeu barricadas extras salvou o dia.
No PS5, o jogo roda com carregamento rápido e uma implementação caprichada do DualSense. O feedback tátil nos golpes pesados e os gatilhos adaptativos nas armadilhas ajudam na imersão. Mas o que realmente segura o jogo é o cooperativo. Com até quatro jogadores, a bagunça bem orquestrada rende momentos hilários e memoráveis.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Partidas podem durar mais de uma hora, ideal para quem tem tempo para runs completas.
- O cooperativo é o foco principal: sozinho, a repetição pesa e a progressão se arrasta.
- A versão de PS5 oferece dois modos gráficos e carregamento rápido, com o DualSense bem aproveitado.
- Veteranos da série vão reconhecer muitas mecânicas dos jogos anteriores, sem grandes surpresas.
1. Orcs Must Die! Deathtrap (PlayStation 5): Review do jogo
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Orcs Must Die! Deathtrap mantém a essência viciante de armar corredores da morte e ver orcs serem dizimados. A combinação de serras no chão com lança-chamas nas paredes ainda funciona como um liquidificador verde. Os seis Magos de Guerra trazem estilos distintos, mas acabam ofuscados pelo protagonismo das armadilhas. Reunir três amigos e planejar cada armadilha enquanto os orcs avançam é uma coreografia de destruição que só melhora com a prática. O problema está na estrutura roguelite. As runs são longas, a progressão é lenta e os inimigos viram esponjas de bala com o tempo. Para quem joga solo, a experiência vira um grind sem sal. No PS5, a performance é excelente, com DualSense bem usado e carregamento rápido. O conteúdo pode não justificar o investimento para veteranos da série. No fim, Deathtrap é uma adição sólida para quem tem amigos dispostos a encarar partidas extensas. Para os demais, a diversão pode se perder na repetição.
Prós
- Combate com armadilhas continua excelente e viciante
- Cooperativo caótico e muito divertido com amigos
- Boa implementação do DualSense (feedback tátil e gatilhos adaptativos)
- Carregamento quase instantâneo no PS5
- Variedade de Magos de Guerra e combos de armadilhas
Contras
- Runs muito longas sem opção de encurtar a duração
- Progressão lenta e upgrades pouco perceptíveis
Como funciona a estrutura roguelite de Deathtrap
Esqueça a campanha linear. Em Deathtrap, você escolhe um mapa, um Mago, e parte para uma sequência de missões. Cada chefe derrotado aumenta a dificuldade, e entre elas você volta ao hub para gastar crânios dourados em upgrades, ou arriscar continuar sem melhoria.
Um dos pontos positivos são os modificadores aleatórios: distorções que impõem penalidades e Threads que concedem bênçãos acumuláveis. Por exemplo, uma distorção pode aumentar o dano dos orcs, enquanto uma Thread pode dar barricadas extras. A ideia é boa, mas na prática as runs se estendem demais, especialmente sem opção de definir um limite de missões.
Uma run típica passa de uma hora. Já perdi a conta de quantas vezes tive que recomeçar depois de uma morte no chefe. Para grupos com tempo limitado, isso pesa. Já para quem tem paciência e joga com amigos, a variedade de combinações mantém o interesse por várias sessões.
Cooperativo: o coração de Deathtrap
Com três amigos, a experiência muda completamente. Coordenar onde colocar cada armadilha, gritar para alguém tampar uma rota e ver um orc gigante ser derrubado por uma combinação de mola e lança-chamas gera risadas genuínas. Cada Mago de Guerra tem habilidades que se complementam, e o caos coletivo transforma o grind em algo divertido.
O crossplay funciona entre plataformas, permitindo jogar com amigos no PC e Xbox sem problemas. O matchmaking público também é rápido. Para quem joga solo, a inteligência artificial dos orcs não se adapta e o ritmo fica monótono. A recomendação é clara: Deathtrap é um jogo para ser compartilhado.
Perguntas frequentes sobre review Orcs Must Die! Deathtrap PlayStation 5
Orcs Must Die! Deathtrap tem campanha tradicional?
Não. O jogo substitui a campanha linear por uma estrutura roguelite de runs com missões sequenciais e chefes. A narrativa é mínima.
Vale a pena jogar sozinho?
Depende da sua tolerância ao grind. Solo, o jogo fica mais difícil e repetitivo, já que a progressão é lenta e as runs longas. O cooperativo é claramente o foco.
O jogo tem suporte a crossplay?
Sim, o jogo tem suporte a crossplay entre plataformas.
Quantos Magos de Guerra existem?
Seis Magos de Guerra, cada um com armas, habilidades e armadilhas únicas. Eles vão de tanques a suportes e causadores de dano à distância.
O PS5 roda bem o jogo?
Sim. O jogo oferece dois modos gráficos (priorizando performance ou qualidade visual), carregamento rápido e boa implementação do DualSense com feedback tátil e gatilhos adaptativos.
