Quatro novatos perdidos num MMORPG fictício chamado Horizon. Baster, May, Logs e Drek. cada um com sua classe, suas piadas internas e um objetivo em comum: chegar ao nível 100 antes da expansão 5.0. Essa premissa é a alma de Noob, um RPG de turno que tenta recriar a vibe dos MMOs dos anos 2000 no conforto do seu sofá. Inspirado na websérie francesa Noob e em clássicos como Dragon Quest, o jogo chega ao PS5 com uma proposta ousada. Funciona? Em parte.
A ideia é divertida. o humor autorreferente e as referências a jogos e cultura pop pipocam a todo instante. Mas entre um golpe bem dado e uma piada interna, Noob tropeça em execução técnica, navegação confusa e uma sensação de que poderia ter sido muito mais. Nosso veredito depende muito do que você espera.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Se você curte RPGs de turno com grind e progressão lenta, está no lugar certo. Se espera ação frenética, melhor repensar.
- Conhece a websérie Noob? Não é obrigatório, mas ajuda a pegar as referências. As piadas internas funcionam mesmo para quem não viu, mas perdem um pouco da força.
- Prepare-se para bugs eventuais, tempos de carregamento e uma orientação por missões bem fraca. Paciência é fundamental.
- A campanha principal dura cerca de 22 horas, mas quem quiser fazer tudo pode passar de 90 horas. Conteúdo não falta.
- Confira o idioma: o game tem dublagem em inglês e francês, mas legendas em português não foram confirmadas. o que pode pesar para alguns.
1. Análise de NOOB: The Factionless (PS5). RPG de turno com humor e nostalgia
Fonte: Amazon.com.brConfira os detalhes completos diretamente na Amazon.
Desde o primeiro encontro na taverna até a frustração de morrer para um inimigo de nível alto no mapa-múndi, Noob captura o espírito de um MMORPG. O combate em turnos, com timeline no topo da tela, exige atenção: cada personagem tem sua árvore de talentos, o elementalista troca elementos para explorar fraquezas, e as armas desbloqueiam ataques especiais. A torre Galamadriabuyak, com seus dez andares, é um teste de fogo que força você a repensar sua build. O visual low-poly colorido e vibrante lembra os primeiros JRPGs 3D e carrega charme. Mas a falta de orientação é o ponto fraco: o minimapa é praticamente inútil, os marcadores de missão são vagos, e você vai passar horas andando em círculos tentando encontrar o NPC certo. Os bugs também aparecem com frequência. desde pequenas falhas de animação até travamentos que podem custar progresso, já que o salvamento é restrito a pontos fixos. O combate, embora estratégico no papel, na prática se torna repetitivo e fácil demais na dificuldade Normal; a abundância de ouro e equipamentos tira a tensão. Os segmentos no mundo real, que alternam com o jogo, soam como enchimento e quebram o ritmo. No fim, Noob agrada mais pelo que representa do que pelo que executa. Fãs da websérie vão se sentir em casa com as referências e o tom de piada interna. Quem busca um RPG de turno longo e nostálgico também encontra valor, especialmente se tolerar as arestas. Mas se você prioriza polimento, direção clara e uma narrativa envolvente, é melhor passar longe.
Prós
- Humor autorreferente e fiel à websérie, com várias referências à cultura gamer.
- Combate em turnos com timeline e árvores de talentos que oferecem profundidade tática.
- Conteúdo generoso: mais de 50 horas de campanha, centenas de mapas e atividades como pesca e crafting.
- Visual colorido e charmosa estética low-poly que agrada quem curte JRPGs clássicos.
Contras
- Navegação frustrante: minimapa inútil e falta de marcadores claros de missão.
- Bugs frequentes, travamentos e sistema de salvamento restrito que pode causar perda de progresso.
Um MMORPG no seu sofá
A primeira cena já avisa: isso não é um RPG de turno comum. Quatro amigos sentados em frente ao PC, rindo de piadas internas e reclamando da vida real enquanto sobem de nível no mesmo MMO. Noob captura bem essa dinâmica, alternando entre o jogo Horizon e segmentos no mundo real. Baster, o tanque neogiciano, Drek o berserker explosivo, May a cartomante suporte e Logs o elementalista versátil. cada um tem sua árvore de talentos e subclasses, permitindo alguma customização. O problema é que o jogo demora para te guiar. Você sai da introdução sem saber direito para onde ir, e a falta de um mapa decente transforma a exploração em exercício de tentativa e erro. A ideia é boa, a execução é que deixa a desejar.
A torre e a timeline: quando o combate brilha
A timeline no topo da tela mostra quem age quando. E você precisa pensar: o elementalista troca para fogo contra o golem de gelo, o berserker parte pra cima, o suporte cura. A cada nível, você ganha pontos de habilidade para destravar skills específicas de cada classe. Armas também desbloqueiam ataques especiais, indo além do simples status. A torre Galamadriabuyak, com seus dez andares e chefes progressivos, força você a montar uma estratégia. seja trocando elementos, usando subclasses ou equipando o personagem certo. O problema? A dificuldade Normal é tão permissiva que você pode passar a maioria dos encontros apenas apertando o mesmo botão. O sistema de profissões (mineração, pesca, crafting) existe, mas é subutilizado e não impacta tanto a progressão. No papel, tem potencial; na prática, falta aperto.
Na prática: bugs, navegação e ritmo
Noob chega ao PS5 com problemas que vão testar sua paciência. O primeiro é a navegação. Você segue o marcador de missão? Ele some. O minimapa? Não ajuda. E quando você finalmente encontra o caminho, um crash pode jogar tudo fora. porque o salvamento é restrito a estelas espalhadas pelo mapa, e esquecer de uma pode custar horas de grind. Em relatos de jogadores, há casos de travamentos, carregamentos longos e, em casos extremos, perda de progresso. O ritmo também sofre com os segmentos no mundo real, que interrompem a aventura para missões rasas. Tudo isso faz com que o jogo pareça promissor, mas ainda cru.
Perguntas frequentes sobre review NOOB: The Factionless () PlayStation 5
O jogo tem legendas em português?
Não. Até onde sabemos, o jogo só tem legendas em inglês, francês, espanhol, italiano e alemão. A descrição da PS Store está em português, mas o jogo em si não oferece tradução completa para o nosso idioma.
Quanto tempo dura a campanha de Noob: The Factionless?
A campanha principal leva cerca de 22 horas. Quem fizer todas as missões secundárias e atividades chega a 45 horas. Para completistas, o jogo pode render mais de 90 horas. Ou seja, conteúdo não falta.
Vale a pena para quem não conhece a websérie Noob?
Sim, mas com ressalvas. O humor é carregado de referências à série e à cultura de MMORPG, que podem soar estranhas para novatos. Ainda assim, a premissa de quatro amigos numa aventura funciona sozinha. O problema maior não é a falta de contexto, mas os bugs e a navegação confusa.
O combate é muito difícil?
Não. Na dificuldade Normal, o jogo é bastante permissivo. Ouro e itens são abundantes, e a maioria dos encontros não exige estratégia apurada. A torre Galamadriabuyak oferece um desafio maior, mas ainda assim acessível. Se você busca um teste de habilidade, talvez se decepcione.
O jogo tem modo multiplayer?
Não. Apesar de simular um MMORPG, Noob: The Factionless é estritamente single-player. Você controla os quatro personagens alternando entre eles nos combates. Não há cooperativo local ou online.
