Nioh 3 no PS5: Combate impecável, história esquecível. review

Nioh 3 chega com uma promessa: pegar o que a série tem de melhor e expandir sem perder a essência. A alternância entre Samurai e Ninja não é enfeite; muda o ritmo de cada confronto. Num combate, você aperta R2 no meio de um combo, troca de postura e desvia de um ataque yokai com a Névoa. A tela parece ganhar velocidade. O mundo semiaberto, inédito na série, convida a explorar sem aquela sensação de corredor.

A história fraqueja. A repetição de inimigos cansa após algumas dezenas de horas. Quem espera revolução narrativa vai se decepcionar. Mas para quem busca desafio mecânico, profundidade de builds e o loop de loot e combate, Nioh 3 entrega o melhor da série. Vamos destrinchar o que funciona e o que tropeça. e para qual perfil de jogador vale a pena.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Curte soulslikes com combate tático e rápido? Nioh 3 é uma das melhores opções do gênero.
  • Espere uma campanha longa: com side content, você passa de 50 horas fácil.
  • O combate exige dedicação: a curva de aprendizado é íngreme, mas recompensadora.
  • No PS5, o desempenho é sólido (60fps estáveis), com uso caprichado do DualSense.

1. Nioh 3 – PlayStation 5 – Review Completo

O combate de Nioh 3 merece o hype. Você enfrenta um yokai de três metros; a postura baixa não penetra a guarda dele. Um toque em R2 assume o estilo Ninja: Névoa, esquiva, ataque pelas costas. O Deflect (parry) carrega medidores e abre contra-ataques brutais. As árvores de habilidades são enormes, e o respec gratuito incentiva experimentar builds malucas. de uma katana com foco em Ki a uma dupla de kusarigama e bombas. A variedade de armas mantém o combate fresco por dezenas de horas. O impacto de uma katana no ponto fraco do yokai faz a tela tremer. Se você gosta de sentir o peso de cada golpe, está em casa. O mundo semiaberto é um acerto. As áreas são interconectadas, cheias de atalhos, chefes opcionais e segredos. Aquela sensação de liberdade de Elden Ring aparece, mas com a identidade própria da série: mapas densos, com purgatórios hostis e exploração que recompensa com equipamentos raros. A navegação é auxiliada por bússola e mapa interativo; a adição do pulo abre possibilidades verticais. As missões secundárias (Myths) variam entre combates e coleta, mas algumas reciclam cenários. ainda assim, a maioria oferece desafios justos e recompensas relevantes. O calcanhar de Aquiles de Nioh 3 é a narrativa. A trama de viagem no tempo entre os períodos Edo, Sengoku, Heian e Bakumatsu é confusa e mal explicada. O protagonista personalizável, Tokugawa Takechiyo, tem uma história fixa que colide com a customização. estranho. Os personagens secundários são esquecíveis, e a dublagem em inglês é fraca (recomendo o áudio em japonês). A história não engaja; está ali para justificar os cenários, não para emocionar. Se você joga soulslike para mergulhar em lore, talvez saia frustrado. A performance no PS5 é excelente: 60fps estáveis na maior parte do tempo, com raras quedas em batalhas caóticas. Os carregamentos são instantâneos. O DualSense brilha com feedback tátil que traduz a tensão de cada golpe. No PC, há opções gráficas avançadas, mas no PS5 a experiência é consistente e polida. No fim, Nioh 3 é uma compra certeira para fãs de combate profundo e ação desafiadora. A falta de inovação narrativa e a repetição de inimigos são pontos reais, mas não ofuscam o que o jogo faz de melhor: entregar dezenas de horas de combate visceral, com opções de build quase infinitas e um mundo que recompensa a exploração.

Prós

  • Alternância fluida entre Samurai e Ninja abre combos inéditos e estratégias dinâmicas
  • Mundo semiaberto bem projetado, com exploração recompensadora e segredos
  • Respec gratuito incentiva experimentação de builds sem punição
  • Desempenho sólido no PS5 (60fps) e uso excelente do DualSense com feedback tátil
  • Muito conteúdo: campanha longa, side quests e New Game Plus

Contras

  • Narrativa fraca e confusa, personagens sem carisma
  • Repetição de inimigos e animações após 40 horas cansa

Combate Dual: A Dança Entre Samurai e Ninja

Você está enfrentando um yokai de três metros. A postura baixa não penetra a guarda dele. Um toque em R2, e você assume o estilo Ninja: Névoa, esquiva, ataque pelas costas. O estilo Samurai exige paciência. gerencia o Ki com Pulse, escolhe a postura certa para cada inimigo, usa Arts Gauge para golpes especiais. Já o Ninja é mais agressivo: esquivas aéreas, ataques furtivos e clones para confundir. O Deflect adiciona outra camada: aparar no timing certo carrega os medidores e abre janela para contra-ataques devastadores. São muitas camadas, mas a fluidez entre elas se torna natural depois de algumas horas. O sistema recompensa criatividade e domínio técnico, transformando cada luta em uma coreografia visceral.

Mundo Semiaberto: Liberdade sem Perder a Essência

Pela primeira vez, Nioh abraça um design de mundo mais solto. As regiões são grandes, interconectadas e cheias de segredos. um chefe opcional atrás de uma parede ilusória, um santuário no topo de um penhasco que só o pulo recém-adquirido alcança. Cada área tem seu ecossistema: florestas densas, ruínas cobertas de neve, purgatórios com névoa tóxica. A exploração recompensa com equipamentos raros, kodamas e estátuas de fast travel. Diferente de outros soulslikes, não precisa de montaria; os mapas são densos o bastante para justificar cada passo. As side quests, embora algumas reciclem cenários, oferecem desafios extras e itens que complementam a build. A sensação de descoberta está sempre presente.

Performance, Conteúdo e Público Ideal

No PS5, Nioh 3 roda a 60fps praticamente constantes. Em batalhas com muitos inimigos, raras quedas acontecem, mas nada que comprometa. Os carregamentos são quase inexistentes. você morre e volta ao santuário em segundos. O DualSense é usado com inteligência: o feedback tátil transmite a tensão de cada golpe, e os gatilhos adaptáveis oferecem resistência ao usar arcos ou habilidades. Quanto ao conteúdo, prepare-se para investir dezenas de horas: a campanha principal leva entre 40 e 50 horas; com side quests e exploração, passa de 70. O New Game Plus (Shogun's Journey) adiciona mais um ciclo inteiro. É um jogo feito para quem quer se dedicar, testar múltiplas builds e enfrentar chefes cada vez mais exigentes. Se busca uma experiência mais casual ou focada em história, talvez seja melhor procurar outro título.

Perguntas frequentes sobre review Nioh 3 PlayStation 5

Nioh 3 é mais fácil que os anteriores?

A curva de dificuldade foi suavizada, mas ainda exige dedicação. Novatos vão sofrer no começo, mas o jogo oferece ferramentas como co-op e respec para ajudar a superar os desafios.

Vale a pena jogar no PS5?

Sim, o desempenho é excelente (60fps estáveis) e o DualSense torna a imersão ainda maior. É a melhor plataforma para jogar no lançamento.

Quantas horas de jogo?

A campanha principal leva cerca de 40-50 horas. Com side quests e exploração, chega a 70 horas. O New Game Plus adiciona dezenas de horas extras.

Precisa ter jogado Nioh 1 e 2?

Não, a história é independente, mas jogadores antigos vão reconhecer mecânicas e reciclagens. Novatos podem começar sem problemas.

O multiplayer funciona como?

Modo cooperativo com Summon Visitor (até 2) e Expedição (até 3 jogadores). Dá para enfrentar chefes em grupo, mas o desafio escala.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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