Review NHL 23 no PS5: refinamentos visuais, hockey feminino e a mesmice de sempre

Um hat trick é celebrado com chapéus virtuais no gelo, o hino nacional ecoa e a torcida vibra. NHL 23 entende o espetáculo. Mas quando o disco cai, a sensação é de déjà vu. A EA Sports entregou mais uma edição onde o polimento visual e a inclusão feminina não escondem a falta de inovação no que realmente importa: o jogo em si.

Para quem nunca jogou um título da série, o pacote é sólido: gráficos de nova geração, som imersivo e modos tradicionais. Para os veteranos, a pergunta incômoda permanece: cadê a inovação?

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Se você ainda se diverte com NHL 22, segure a empolgação. As mudanças são tão sutis que o arrependimento vem rápido.
  • O modo Be a Pro continua no limbo. Se for sua principal atração, pule essa edição.
  • O hockey feminino é um acerto, mas só para quem valoriza partidas mais táticas e menos físicas.
  • Microtransações no Hockey Ultimate Team seguem agressivas. Prepare o bolso ou evite o modo.
  • Crossplay entre consoles da mesma geração é um alívio. pelo menos o matchmaking não morre sozinho.

1. NHL 23 para PlayStation 5: review do game de hockey da EA Sports

NHL 23 não tenta reinventar a roda. ela troca os pneus e dá uma pintura nova. O Last Chance Puck Movement adiciona lances desesperados de última hora, que podem render um gol salvador ou um passe ridículo. Mas a base é a mesma de NHL 22. Os goleiros continuam paredões, a IA defensiva empurra o ataque para as laterais e as opções de um contra um são limitadas. One-timers e cruzamentos rasteiros seguem sendo a rota mais eficiente. O modo Franchise ganhou personalização robusta: ligas com até 48 equipes, times históricos e negociações com cutscenes. Já o Be a Pro está praticamente intocado, e o Ultimate Team mantém seu modelo de microtransações. Visualmente, NHL 23 é deslumbrante no PS5. A iluminação, os scans nítidos e as animações de pré-jogo criam uma imersão comparável a uma transmissão ao vivo. A trilha sonora com 42 músicas complementa bem. O desempenho é fluido, sem quedas. Para fãs hardcore, os pequenos avanços podem bastar. Para quem tem NHL 22, a atualização é tímida demais. O jogo é ideal para novatos no hockey virtual ou curiosos pelo hockey feminino, mas esperar uma revolução é pedir demais.

Prós

  • Inclusão das seleções femininas e equipes mistas no HUT
  • Apresentação visual e sonora de alto nível, próxima das transmissões reais
  • Mais de 500 novas animações e movimentos de último recurso
  • Modo Franchise com personalização robusta (6 a 48 equipes)
  • Crossplay entre consoles da mesma geração

Contras

  • Mudanças muito pequenas em relação ao NHL 22
  • Modo Be a Pro completamente ignorado

Jogabilidade: ajustes que não escondem a base

No último segundo, um toque duplo no botão de chute. o Last Chance Puck Movement pode render um gol milagroso ou um lance atrapalhado. Mas na maior parte do tempo, você vai repetir os mesmos padrões: correr pela lateral, tentar um one-timer, rezar para o goleiro não defender. A IA adversária força o ataque para os lados, e os goleiros são verdadeiros paredões, a não ser que você abuse de cruzamentos rasteiros. As chamadas de slashing aparecem em momentos questionáveis, e a troca de linhas automática é abrupta, deixando atacantes exaustos no gelo. Para quem joga há anos, a adaptação é instantânea; para novatos, o tutorial cobre o básico, mas a profundidade tática só vem com a prática.

Modos: o que brilha e o que foi deixado de lado

O modo Franchise é o grande destaque. Crie ligas com até 48 equipes, times originais, round robin. a personalização dá horas de gerenciamento. As melhorias na apresentação, como relatórios de scout e negociações com cutscenes, tornam a experiência mais imersiva. Já o Be a Pro continua na mesmice: diálogos genéricos, treinos repetitivos e progressão linear. É um modo que pede reforma há anos e foi ignorado mais uma vez. O Hockey Ultimate Team mantém seu sistema de cartas e moeda virtual, com o mesmo viés predatório de sempre: quem gastar dinheiro real leva vantagem. O World of Chel ganhou crossplay entre consoles da mesma geração, o que aumenta o pool de jogadores, mas a base de fãs no Brasil ainda é pequena.

Apresentação: o verdadeiro trunfo de NHL 23

Visualmente, NHL 23 é um salto. Texturas de gelo realistas, reflexos precisos e modelos de jogadores que realmente se parecem com os atletas reais. As animações de hat trick. chapéus virtuais no gelo -, o hino nacional, a projeção na pista e as celebrações da Stanley Cup são de encher os olhos. A multidão reage ao placar, e os comentários dinâmicos acompanham o ritmo da partida, tudo muito próximo do que se vê na TV. A trilha sonora, com 42 faixas de rock e metal, é agressiva na medida certa. No PS5, o loading é praticamente inexistente e o jogo roda liso mesmo nos momentos mais caóticos, com múltiplos jogadores na tela. É o tipo de polimento que faz a experiência valer cada centavo, desde que você não espere novidades profundas no gameplay.

Perguntas frequentes sobre review NHL 23 PlayStation 5

NHL 23 vale a pena para quem já tem NHL 22?

Dificilmente. A sensação de repetição é forte. Espere por uma edição que traga mudanças mais significativas.

O modo Be a Pro está melhor?

Não. Continua com diálogos pobres, treinos monótonos e progressão rasa. Não é motivo para comprar NHL 23.

O hockey feminino é bem implementado?

É uma adição bem-vinda, mas as partidas femininas são mais lentas e táticas, sem o contato físico intenso do masculino. Agrada quem busca variedade, mas não muda o jogo.

O crossplay funciona entre todas as plataformas?

Não. Apenas entre consoles da mesma geração: PS5 com Xbox Series X|S, PS4 com Xbox One. Não há suporte entre gerações.

NHL 23 tem microtransações?

Sim, principalmente no Ultimate Team. Moeda virtual pode ser comprada para pacotes de cartas aleatórias. Modelo agressivo que pode frustrar quem não quer gastar dinheiro extra.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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