New Joe and Mac: Caveman Ninja (PS5) – Review: o remake que testa a paciência dos fãs

A música remixada começa, os dinossauros saltam em HD, e você mal tem tempo de admirar o visual antes de perceber: a vida está acabando. A fome. É assim que New Joe and Mac: Caveman Ninja te recebe, com nostalgia visual e um aperto no estômago. O remake do arcade de 1991 da Data East chega ao PS5 com gráficos cartoon, animações fluidas e modos extras, mas a dificuldade brutal e a jogabilidade questionável dividem opiniões.

Desenvolvido pelo Mr. Nutz Studio e publicado pela Microids, o jogo capricha nas cores vibrantes que fazem os dinossauros pularem da tela. Mas a mecânica da fome drena sua vida sem parar, os pulos flutuantes e os inimigos que acertam sem dó transformam cada fase em um teste de paciência. Não é um jogo para qualquer um, e isso fica claro nos primeiros minutos.

Passei horas morrendo nos modos Arcade e Extended, sozinho e no cooperativo local. O veredito? New Joe and Mac é um prato cheio para saudosistas dispostos a decorar padrões. Para os outros, a frustração pode acabar com a diversão antes da hora.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Morra sem vergonha. A dificuldade é implacável, a fome não perdoa e o dano parece vir do nada. Mas cada morte ensina um padrão.
  • Uma hora de campanha principal, mas os modos extras (Boss Rush, Speedrun) esticam o replay. Dá para zerar em menos de 20 minutos se você souber o caminho.
  • Dois controles, uma TV e muita gritaria. O cooperativo local é a melhor forma de enfrentar a selva. Quando um cai, o outro tenta reviver em meio ao caos.
  • Os gráficos são o charme: dinossauros em cartoon HD e animações fluidas. Mas o pulo flutuante e as hitboxes preguiçosas vão testar seu perdão.

1. New Joe and Mac: Caveman Ninja – T-Rex Edition (PS5): Remake do clássico arcade com visual HD e modos extras

Os primeiros segundos de New Joe and Mac no PS5 são lindos: dinossauros coloridos em HD, animações fluidas e uma trilha remixada que traz nostalgia. Mas aí a barra de fome começa a cair. Você precisa caçar comida enquanto desvia de espinhos e de inimigos que aparecem do nada. O visual é o ponto alto, sem dúvida, mas a jogabilidade é um baque. Os controles são básicos: andar, pular, atacar com carga. Mas o pulo flutua, as hitboxes dos inimigos são imprecisas e a fome não dá trégua. Cada fase vira uma tentativa de decorar o layout enquanto a vida vai embora. O modo Arcade recria o original, o Extended adiciona fases inéditas, mas ambos exigem paciência de monge. No cooperativo local, a bagunça de dois trogloditas pulando juntos salva a experiência. A gritaria e os revives trazem o espírito de fliperama de volta. Sozinho, a curta duração (cerca de 1 hora) e a repetição deixam um gosto de pouco polimento. New Joe and Mac é bonito e nostálgico, mas também brutal e frustrante. Em pequenas doses com um amigo, diverte. Solo, testa a paciência.

Prós

  • Cada dinossauro parece saído de um desenho animado, com cores vibrantes e movimentos fluidos
  • Modos Arcade, Extended, Boss Rush e Speedrun esticam o replay, e o cooperativo local é diversão garantida
  • Nostalgia na medida certa. A essência do arcade de 1991 está viva, com gráficos renovados

Contras

  • A fome drena a vida sem aviso, o dano dos inimigos é confuso e a dificuldade soa injusta
  • Pulo flutuante e hitboxes imprecisas transformam acertos em loteria

Jogabilidade: entre a nostalgia e a frustração

Pisar na selva pela primeira vez é um choque visual. Os dinossauros coloridos, o cenário detalhado e a trilha remixada prometem diversão. Mas em segundos a barra de vida começa a cair. A fome aparece. Você precisa derrubar inimigos para pegar comida enquanto desvia de espinhos, fogueiras e ataques que parecem vir do nada. O machado tem carga para golpe forte, e as armas secundárias (bumerangue, roda de pedra, bola de fogo) trazem variedade. Mas o pulo flutua mais que o normal, e os acertos nos inimigos são imprecisos.

Os chefes têm barras de vida generosas e padrões que exigem decoreba. No modo Arcade, é tentativa e erro constante. Uma hora você morre porque um pássaro te acertou enquanto pegava carne. Na outra, o chefão te esmaga com um golpe que parecia evitável. O cooperativo alivia: dois jogadores dividem a atenção e se revivem. Mas as mecânicas de parceria do original (subir na cabeça do amigo) foram removidas, uma pena.

Decorar cada padrão e acertar o golpe carregado no momento certo traz satisfação genuína, mas só depois de muitas tentativas. Quem prefere progressão fluida e desafio justo vai sentir que está remando contra a corrente.

Veredito: para quem é esse remake?

New Joe and Mac honra a origem, mas mostra seus defeitos sem medo. Para quem cresceu no fliperama e quer revisitar a pré-história com gráficos lindos, o jogo entrega nostalgia de sobra, desde que você tope o massacre. O cooperativo local é o maior trunfo: dois jogadores transformam frustração em gritaria divertida.

Jogadores casuais ou que prezam por física refinada vão bater a cabeça na parede. A campanha de uma hora e a dificuldade punitiva limitam o público a saudosistas hardcore. Mas quando aquele chefão finalmente cai depois de vinte tentativas, a descarga de adrenalina compensa. New Joe and Mac exige entrega. Se você está disposto, o banquete pré-histórico te espera.

Perguntas frequentes sobre review New Joe and Mac: Caveman Ninja PlayStation 5

New Joe and Mac é muito difícil?

Sim, e prepare-se para morrer. A fome drena sua vida sem parar, os inimigos acertam sem aviso e cada chefão exige decoreba. Não é para quem quer um desafio tranquilo.

Vale a pena no cooperativo?

Vale, e muito. Dois controles transformam o caos em diversão compartilhada. Vocês morrem juntos, revivem um ao outro e a frustração vira risada. É o melhor jeito de jogar.

Quanto tempo dura o jogo?

Uma hora para zerar a campanha principal, um pouco mais com os extras. Se você for bom, dá para fechar o speedrun em 20 minutos. Mas pelo preço cheio, é difícil justificar o investimento.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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