Neva começa como um sussurro: uma clareira na floresta, uma loba filhote tremendo, e a paleta de aquarela que já mostra que aqui a prioridade é emocionar. Em poucos minutos, a trilha de Berlinist e aquele primeiro olhar trocado com o animal entregam: você não está aqui para testar reflexos, está para se importar. E quem se deixa levar sai transformado.
Mas Neva também tenta ampliar o que o jogo anterior fez: adiciona combate, inimigos, chefes e uma progressão mais ativa. O problema é que essa expansão nem sempre funciona. O combate é simples e repetitivo, e algumas mecânicas interessantes aparecem e somem antes de amadurecer. O resultado emociona nos momentos certos, mas deixa uma sensação de 'quase' para quem esperava mais jogo.
Você controla Alba, uma guardiã que atravessa quatro estações ao lado de Neva. que cresce de filhote a adulta. A movimentação inclui pulo, pulo duplo, dash aéreo e esquiva, e a espada corta na horizontal e vertical. A saúde é representada por flores e regenera com ataques consecutivos, incentivando um ritmo agressivo. Neva ajuda em combate e travessia, e a interação com ela. chamar, afagar, vê-la se distrair com borboletas. é o coração do jogo.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Se desafio mecânico é sua praia, Neva pode decepcionar. É uma experiência narrativa e visual, não um teste de habilidade.
- A duração fica entre 4 e 6 horas. É curto, mas sem enchimento. cada estação traz novidades.
- O modo História elimina dano, ideal para quem quer só apreciar a jornada sem stress.
- No PS5, roda a 4K/120fps estáveis e usa o DualSense de forma criativa: a voz de Alba sai pelo alto-falante, os haptics são sutis, a luz muda com as estações.
1. Neva (PS5). Ação-plataforma emocionante com arte deslumbrante
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Neva é, acima de tudo, um quadro vivo. O verão explode em amarelos e verdes, o outono em laranjas, e cada transição de estação parece uma nova tela. A música de Berlinist pontua cada momento com precisão, e o uso do DualSense (voz de Alba no alto-falante, luz do controle mudando de tom) aprofunda a imersão. Neva é a prova silenciosa de que arte e gameplay podem andar juntos, mesmo quando o combate não acompanha. O combate, para ser honesto, é o ponto fraco. São poucos tipos de inimigo (criaturas negras de máscaras brancas) e o sistema de saúde por flores incentiva um ritmo agressivo que cansa rápido. Os chefes tentam variar com padrões, mas nenhum empolga de verdade. Já as fases de plataforma são criativas. destaque para as seções com reflexo invertido e para as fugas em perspectiva lateral. O problema é que a movimentação de Alba é um pouco travada, o que frustra em saltos precisos. No fim, Neva vale pela jornada emocional. Se você se conecta com a relação entre Alba e Neva. especialmente se tem um pet em casa. a experiência é poderosa. Para quem busca um action-platformer tradicional, porém, faltam polimento e variedade. A versão de PS5 é tecnicamente impecável e a melhor forma de jogar.
Prós
- Direção de arte deslumbrante, estilo aquarela com transições sazonais emocionantes
- Trilha sonora memorável de Berlinist que dita o tom de cada cena
- Uso imersivo do DualSense (áudio ambiente, haptics, luz adaptável)
- Narrativa minimalista mas poderosa sobre crescimento e perda, sem diálogos
Contras
- Combate repetitivo e raso, com variedade limitada de inimigos
- Movimentação um pouco pesada, gerando frustração em plataformas precisas
A relação que sustenta tudo
Neva não seria metade do que é sem a loba que dá nome ao jogo. Desde o primeiro momento em que Alba a acolhe, o jogo constrói uma parceria silenciosa. Neva filhote se distrai com borboletas, precisa ser chamada de volta e late quando está animada. Conforme as estações passam, ela cresce, ganha chifres e começa a atacar inimigos por conta própria. A evolução é gradual e orgânica. e funciona porque você se importa.
A interação é limitada (chamar, afagar, observar), mas isso é proposital. Neva não é um Pokémon cheio de comandos; é um ser vivo que reage ao ambiente e a você. Lá pelo outono, quando Neva já está grande, você a observa uivar e a luz do DualSense fica laranja. um daqueles momentos que o jogo entrega de bandeja. Quem já teve um animal de estimação vai se reconhecer em cada gesto.
Plataforma e combate: o que funciona
A base de Neva é a exploração lateral com quebra-cabeças ambientais. Você escala, desvia, usa dash e, ocasionalmente, luta. As seções de plataforma são o ponto alto: há um equilíbrio bom entre trechos relaxados de caminhada e passagens que exigem timing. Um dos melhores momentos envolve uma área com o chão espelhado, onde você precisa pular em plataformas invertidas. simples no papel, mas inteligente na execução.
O combate, para ser honesto, é o ponto fraco. Os inimigos são poucos e repetitivos, e as lutas com chefes, salvo uma ou outra, não grudam. O sistema de saúde que regenera com acertos incentiva um jogo agressivo, mas rapidamente se torna monótono. Parece que o estúdio sabia que o forte não era a briga, e por isso o combate é dosado em momentos-chave. Ainda assim, a sensação é de uma oportunidade perdida.
Perguntas frequentes sobre review Neva PlayStation 5
Quanto tempo dura Neva?
De 4 a 6 horas, dependendo se você para para admirar cada quadro. Sem enchimento, mas curta.
Neva é melhor que Gris?
Neva tem mais gameplay e ambição, mas não supera Gris em coesão. Gris era quase contemplativo; Neva tenta ser um jogo de ação e emocionar ao mesmo tempo. Para quem prefere arte e música, ambos são excelentes.
Vale a pena jogar Neva no PS5?
Sim, se você valoriza narrativa visual e não se importa com combate simples. No PS5, roda liso com 4K/120fps e usa o DualSense de forma criativa. É a melhor plataforma, mas a essência é a mesma em todas.
