Um pick and roll bem executado termina em enterrada com contato, e o DualSense vibra na mão. NBA 2K22 finalmente entrega uma defesa que exige posicionamento e um ataque que flui como basquete de verdade. Não demora para perceber que a 2K levou a sério as reclamações dos últimos anos.
Mas aí você sai da quadra. Microtransações, grind e a ausência de português são o preço de uma simulação tão caprichada. O jogo te quer no bolso tanto quanto quer na cesta.
Se você vive basquete, é o melhor da série. Se quer partidas rápidas, prepare-se para o atrito.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- NBA 2K22 não é para quem quer ligar e jogar. A curva de aprendizado é alta, e o grind começa na primeira partida. Casuais, cuidado.
- No PS5, os gráficos impressionam, o carregamento é rápido e o DualSense coloca peso em cada contato. O upgrade vale para quem quer imersão total.
- O online sofre sem servidores brasileiros. Espere lag em partidas ranqueadas. Se seu foco é multiplayer, o ping vai testar sua paciência.
- Menus e textos estão em inglês. Sem legendas em português, a barreira incomoda na progressão. Se o idioma for um problema, repense.
- As microtransações são agressivas, mas dá para evoluir sem gastar, desde que você tenha tempo de sobra para o grind.
1. NBA 2K22 para PlayStation 5: simulação de alto nível, com ressalvas fora da quadra
Fonte: Amazon.com.brNBA 2K22 – PlayStation 5 (PS5)
Confira os detalhes completos diretamente na Amazon.
NBA 2K22 no PS5 é o jogo de basquete mais refinado dos últimos anos. A defesa recompensa posicionamento, o ataque flui com jogadas ensaiadas e o DualSense coloca você dentro do jogo. Mas o ecossistema fora dela cansa: MyCAREER exige horas de grind ou dinheiro em VC, MyTEAM é praticamente pay-to-win, e não há localização ou servidores brasileiros. Para fãs dedicados, a experiência em quadra compensa. Para casuais, a frustração é certa.
Prós
- Jogabilidade defensiva reformulada: bloqueios, contestações e roubos de bola mais realistas e satisfatórios
- Ataque fluido e tático, com pick and roll eficiente e arremessos consistentes
- Gráficos impressionantes no PS5, taxa de quadros suave, carregamento rápido e uso do DualSense que dá peso aos contatos
- The City é um hub ambicioso e cheio de conteúdo, com quests e atividades variadas
- Variedade de modos: MyCAREER, MyTEAM, MyNBA, MyWNBA, cada um com boa profundidade
Contras
- Microtransações agressivas e grind excessivo para evoluir no MyCAREER e MyTEAM
- Sem localização em português (menus e textos apenas em inglês)
Dentro de quadra: o melhor 2K em anos
O primeiro contato na quadra é brutal. Você contesta um arremesso no tempo certo. A bola bate no aro. O DualSense vibra. A defesa finalmente funciona. Roubar a bola no timing e sair para o contra-ataque é uma sensação que nenhum 2K anterior entregou. O ataque flui com naturalidade: drible livre, arremessos que dependem do seu timing, e o pick and roll virou uma arma letal. Uma jogada bem trabalhada vira enterrada e a imersão é absurda.
A estamina é o novo xerife. Correr demais ou driblar sem critério encolhe o medidor de arremesso e faz seu astro virar amador. O jogo exige paciência e leitura. Claro que nem tudo são flores: algumas animações ainda parecem estranhas, e o momentum do quarto período pode virar o placar de forma artificial, mas no geral é o melhor gameplay da série.
Fora de quadra: o preço da simulação
Sair do jogo e entrar no menu é um choque. O MyCAREER te recebe na The City, um mundo aberto enorme com lojas, quadras de rua e missões. A ideia é boa, mas a execução cansa. Navegar de skate demora, e você passa mais tempo andando do que jogando. Para subir o overall, o grind é pesado. A alternativa é gastar dinheiro real em VC. A 2K não esconde que quer seu cartão de crédito. O MyTEAM segue a mesma lógica: montar um time competitivo sem gastar leva um tempão.
Para o jogador brasileiro, a facada é dupla. Não há uma palavra em português nos menus. A falta de servidores no Brasil torna o online lagado, atrapalhando arremessos e defesa. Se você quer jogar online a sério, prepare-se para o ping. Fora isso, a quantidade de modos impressiona: MyNBA, MyWNBA, MyGM, MyLEAGUE, cada um com profundidade para entreter por meses.
No fim, a pergunta é: vale a pena? Sim, se você é fã de basquete e está disposto a ignorar as microtransações, o grind e a falta de localização. A experiência em quadra é a melhor da série. Se você é casual, talvez NBA 2K22 não seja para você.
Perguntas frequentes sobre review NBA 2K22 PlayStation 5
NBA 2K22 no PS5 tem diferenças da versão de PS4?
Sim. A versão de PS5 traz gráficos melhores, carregamento mais rápido, uso do feedback tátil do DualSense e o hub The City (no PS4 é um cruzeiro chamado Cancha Del Mar). A jogabilidade também tem ajustes específicos, como o meter de arremesso dinâmico.
Preciso gastar dinheiro real para me divertir?
Não é obrigatório, mas o grind para evoluir seu jogador no MyCAREER e montar um time competitivo no MyTEAM é longo. A tentação de comprar VC (moeda virtual) é grande, e o jogo empurra microtransações o tempo todo.
NBA 2K22 tem suporte a português?
Não. Menus, textos e legendas estão apenas em inglês. Não há opção de áudio ou legendas em português do Brasil.
O online funciona bem no Brasil?
O jogo não possui servidores no Brasil, então o ping costuma ser alto, especialmente em partidas ranqueadas. O atraso atrapalha arremessos e movimentação. Para quem valoriza multiplayer competitivo, a experiência pode ser frustrante.
Quanto tempo dura a campanha principal?
A duração do MyCAREER varia bastante, mas é possível passar dezenas de horas na campanha principal e muito mais se quiser explorar tudo.
