Review MY HERO ACADEMIA: All’s Justice no PS5. fanservice e pancadaria com alguns tropeços

O capítulo final do anime está no ar, e a Bandai Namco entrega o último jogo da trilogia: All's Justice. A ideia é reviver a Guerra Final com combates 3v3, um elenco de tirar o fôlego e aquele fanservice que os fãs adoram. Mas será que o jogo acerta o golpe ou fica pelo caminho?

Passei horas com o controle, sentindo o impacto de cada Quirk e a frustração de alguns deslizes. Vou te contar o que funciona, o que irrita e se vale investir no PS5.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Seu nível de apego ao anime define o quanto All's Justice vai te cativar. Para quem vibra com a Guerra Final, o jogo é um prato cheio. Se você não acompanha a série, o impacto é bem menor.
  • O combate oferece dois caminhos: o modo Normal, que faz combos automáticos com um botão, e o Manual, que exige prática e libera a verdadeira profundidade. Iniciantes podem começar no automático e evoluir.
  • A falta de localização em português é um ponto crítico. Sem legendas ou dublagem no nosso idioma, quem não se sente confortável com inglês ou japonês pode ter dificuldade.
  • A campanha principal é curta (cerca de 6,5 horas), mas os modos extras estendem a vida útil. Espere repetição em algumas missões, mas bastante conteúdo para quem quer explorar tudo.

1. My Hero Academia: All’s Justice. PlayStation 5

A luta introdutória entre Deku e Shigaraki já dá o tom: câmera cinematográfica, hits sonoros e a sensação de estar no clímax do anime. O combate é rápido, você monta um time de três heróis e alterna entre eles na hora. O sistema Rising aumenta dano e velocidade quando um herói cai, e o Plus Ultra é aquele golpe que faz a arena tremer. Mas a poluição visual atrapalha: em lutas intensas, os efeitos escondem os movimentos do oponente. O modo História cobre a Guerra Final, mas a execução decepciona. As cutscenes em engine são lindas, mas do nada aparece uma arte estática feia que quebra toda a imersão. A narrativa é apressada e usa recortes do anime com narração. confuso para quem não está em dia. A campanha é curta e tem picos de dificuldade injustos: o chefão final usa super-armadura e ataques que ignoram bloqueio, uma tortura. Por outro lado, os modos extras salvam. A Missão em Equipe transforma o hub em um espaço semiaberto com parkour usando Quirks. o Blackwhip do Deku lembra o Homem-Aranha, mas falha em pontos altos. O Diário do Herói traz interações cotidianas da Classe 1-A, um respiro que aquece o coração. Visualmente, os cenários e efeitos impressionam, mas a poluição visual e o screen tearing no hub (no PS5) incomoda. E a grande ausência? Nada de português. Nem legendas, nem dublagem. Para fãs que entendem inglês ou japonês, All's Justice é um parque de diversões emocionante, com mais de 60 personagens e combate que vicia. Mas não espere um jogo competitivo ou uma história bem contada. Aqui o negócio é sentir o poder dos heróis e se despedir com estilo.

Prós

  • Combate rápido, acessível e com boa profundidade no modo Manual
  • Elenco massivo com mais de 60 personagens, incluindo versões finais
  • Modos variados que estendem a vida útil (Missão em Equipe, Diário do Herói)
  • Fidelidade visual e sonora ao anime, com dublagem de qualidade
  • Desempenho sólido a 60fps nas lutas do PS5

Contras

  • Sem legendas ou dublagem em português brasileiro
  • Campanha principal curta e com narrativa apressada

Combate acessível que esconde profundidade

Na primeira luta, o jogo pergunta: automático ou manual? A tentação do Normal é grande. os combos saem bonitos com um botão. Mas quando você muda para o Manual, descobre que cada herói tem sua dança. Alternar entre os três do time no meio do combo exige timing. O Rising, ativado quando um herói cai, aumenta dano e velocidade, e o Plus Ultra é o ápice visual. Só cuidado: em lutas mais intensas, os efeitos especiais poluem a tela e você perde a leitura dos movimentos. Mas quando o ritmo encaixa, a sensação é de estar dentro do anime.

Muita coisa para fazer, mas nem tudo funciona

O modo Missão em Equipe promete um mundo semiaberto, mas o parkour com Blackwhip falha em pontos altos. Já o Diário do Herói acalma o coração com interações cotidianas, mas as missões se repetem. O hub central permite personalizar cores e UI, mas o screen tearing irrita. O problema maior é a repetição: muitas batalhas parecem recicladas, e os inimigos nas missões de equipe têm barras de vida infladas e fogem demais. Quem busca variedade pode cansar depois de algumas horas.

Um prato cheio para fãs, mas com ressalvas

All's Justice é sincero: ele sabe que é para fãs. A dublagem emociona, os momentos dramáticos (quando não são interrompidos por slides) acertam em cheio. Controlar Deku, Bakugo e companhia em suas formas mais poderosas é um deleite. Mas a falta de português é uma facada no mercado brasileiro, e os picos de dificuldade podem fazer você querer jogar o controle na parede. Não espere um jogo competitivo ou uma obra-prima técnica. É um parque de diversões irregular, mas honesto: entrega diversão descompromissada e fanservice de qualidade.

Perguntas frequentes sobre review MY HERO ACADEMIA: All’s Justice PlayStation 5

My Hero Academia: All's Justice tem dublagem ou legendas em português?

Não. O jogo não oferece localização para português brasileiro. As vozes estão disponíveis em inglês e japonês, e as legendas apenas nesses idiomas. Para quem não domina, pode ser uma barreira.

Quanto tempo dura a campanha principal?

A campanha principal leva cerca de 6,5 horas. Com os modos extras como Missão em Equipe e Diário do Herói, o completista ultrapassa 30 horas de conteúdo.

É necessário ter jogado One's Justice 1 e 2 para aproveitar?

Não. All's Justice é uma sequência, mas o modo História foca no arco final e não exige conhecimento dos jogos anteriores. Porém, a narrativa é confusa para quem não acompanha o anime, então estar em dia com a série ajuda bastante.

O jogo tem multiplayer online?

Sim, há modos online, mas o balanceamento e a estabilidade ainda precisam de ajustes. Partidas locais com amigos são mais divertidas.

O combate é muito complicado para iniciantes?

Não. O modo Normal (automático) deixa os combos fluírem com um botão, perfeito para quem quer só se sentir poderoso. Para quem busca profundidade, o modo Manual oferece mais controle e desafio, mas é opcional.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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