Review Monster Hunter Wilds: caçada grandiosa, campanha curta e um mundo que respira

Respire fundo. A tempestade de areia no deserto das Terras Proibidas não é só efeito visual: ela reduz a visibilidade a metros, e o rugido do monstro vem de todos os lados. Monster Hunter Wilds começa assim, jogando você no centro do caos climático e pedindo para reagir. A série sempre exigiu estudo e paciência, mas aqui a escala é outra. O mundo aberto sem telas de loading conecta biomas inteiros, o Seikret corre entre dunas enquanto o ciclo climático altera o comportamento das criaturas. É o maior salto desde World, mas não sem arestas.

Na jornada ao lado do garoto Nata e do misterioso Espectro Branco, a primeira caçada já deixa claro que a modernização veio para ficar. A empolgação, porém, esbarra numa campanha que passa rápido demais: em cerca de 15 horas os créditos já rolam.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • O combate é fluido e o Modo Foco adiciona precisão estratégica; a montaria Seikret carrega uma segunda arma permitindo adaptação em plena luta.
  • A campanha dura entre 11 e 20 horas, mas o verdadeiro jogo começa no High Rank com dezenas de horas extras.
  • Para quem nunca jogou Monster Hunter, Wilds é a porta de entrada mais amigável: tutoriais e modo fácil facilitam a imersão. Já veteranos podem sentir falta de desafio na história principal. No PS5 padrão, o modo desempenho oscila; se performance é prioridade, considere o PS5 Pro ou PC.

1. Monster Hunter Wilds – Standard Edition para PlayStation 5: a caçada nunca foi tão viva

Primeira caçada em Monster Hunter Wilds: tempestade de areia, visibilidade quase zero, e o Rey Dau surge do nada. Aciono o Modo Foco, miro a ferida aberta no dorso. O Ataque de Foco derruba o monstro e enche a tela de números de dano. É nesse momento que o jogo mostra sua força: o combate ganhou fluidez cinematográfica. As 14 armas têm movimentos novos, e o Seikret permite trocar a Switch Axe por uma Lança-Guilhotina no meio do galope. Não foi só uma caçada, foi um espetáculo. O mundo aberto é o palco desse espetáculo. Biomas conectados sem loading, ciclos climáticos que mudam o comportamento dos monstros: uma noite transforma a floresta em um aquário bioluminescente. A dublagem em português do Brasil, com vozes naturais e bem dirigidas, mergulha o jogador na narrativa. Alma, Gemma, Nata são carismáticos, e o Espectro Branco traz a tensão necessária. Mas a campanha principal voa: em 15 horas os créditos já aparecem. O desafio é baixo nos primeiros embates, raramente precisei refazer equipamento. O pós-jogo, com o High Rank, compensa com dezenas de horas de caçadas mais duras e novos monstros como o Arkveld. Tecnicamente, o PS5 padrão sofre no modo desempenho: quedas de quadro e pop-in de texturas são perceptíveis, mas o DualSense compensa com gatilhos adaptáveis e feedback tátil. Monster Hunter Wilds é uma porta de entrada grandiosa e um presente para fãs do endgame. A campanha curta e a performance instável são os preços a pagar por essa nova era da caçada.

Prós

  • Combate refinado com Modo Foco e 14 armas distintas
  • Mundo aberto vivo com ciclos climáticos e sem loading
  • Dublagem em português do Brasil de alta qualidade
  • Uso do DualSense que aumenta a imersão

Contras

  • Campanha principal curta (11-15 horas) e pouco desafiadora
  • Quedas de quadro e texturas inconsistentes no PS5 padrão

Combate refinado e novas ferramentas de caça

Em uma caçada ao Rey Dau, miro o ferimento aberto nas costas com o Modo Foco. O ponto fraco brilha. Um gatilho depois, o Ataque de Foco derruba a fera e a tela explode em dano. Essa mecânica recompensa quem estuda o comportamento: cada monstro revela feridas únicas durante a luta, e acertá-las vira a maré. O Seikret não é só montaria: carrega uma arma secundária. Comecei com uma Switch Axe agressiva e, no meio do caos, troquei para uma Lança-Guilhotina defensiva. A flexibilidade transforma cada caçada em um exercício de adaptação.

O arsenal de 14 armas mantém personalidades fortes. A Espada Longa desfila combos elegantes, o Martelo esmaga sem piedade, a Charge Blade exige domínio. Nenhuma arma anula as outras: cada uma encontra seu nicho. O único incômodo são os pequenos delays ao usar itens ou chamar o Seikret em momentos de pressão. Nada que um patch não resolva, mas perceptível.

Mundo aberto, imersão e a dublagem que faz diferença

Saí do acampamento e o deserto se estendia sem interrupções. Uma tempestade de areia começou, a visibilidade caiu e o rugido do Rey Dau ecoava. O ciclo climático não é enfeite: ele altera o comportamento dos monstros. Na abundância, criaturas pacíficas surgem; à noite, a bioluminescência transforma a paisagem. O mundo é vivo e convida à exploração.

A dublagem em português do Brasil é um acerto. Alma, Gemma, Erik e Nata soam naturais, sem artificialidade. O protagonista agora fala e interage nas cutscenes, o que aproxima a narrativa. A trama é simples, uma busca pelo Espectro Branco, mas tem momentos de tensão genuína. Não espere Shakespeare, mas a jornada é coerente e bem conduzida.

Campanha curta, endgame longo e a performance no PS5

Quinze horas é o tempo até os créditos. A campanha principal é curta e pouco desafiadora, claramente pensada para atrair novatos. Veteranos sentem falta de densidade. O alívio vem no High Rank, que adiciona caçadas mais difíceis, novos monstros como o Arkveld e dezenas de horas de grind.

Tecnicamente, no PS5 padrão o modo desempenho sofre com quedas de quadro em momentos intensos, e texturas carregam com pop-in. Ainda assim, a experiência central da caçada se mantém cativante.

Perguntas frequentes sobre review Monster Hunter Wilds PlayStation 5

Monster Hunter Wilds tem dublagem em português do Brasil?

Sim, e com qualidade. As vozes de Alma, Gemma e os demais soam naturais, das cutscenes aos diálogos durante as caçadas. A imersão ganha muito com isso.

Quanto tempo leva para zerar a campanha principal?

Entre 11 e 15 horas para os créditos, dependendo do ritmo. Depois, o High Rank oferece dezenas de horas extras.

Precisa ter jogado outros Monster Hunter para aproveitar Wilds?

Não. Wilds foi projetado para ser acessível a novatos, com tutoriais integrados e dificuldade gradual. Fãs antigos vão encontrar novidades e um mundo interligado.

O multiplayer funciona bem?

Sim, há crossplay entre PS5, Xbox Series e PC. O Sinalizador de SOS permite chamar ajuda, e o jogo suporta até quatro jogadores em cooperação.

Monster Hunter Wilds roda bem no PS5 padrão?

O modo desempenho apresenta quedas de quadro em momentos intensos, e texturas podem carregar com pop-in. A experiência é jogável, mas não tão fluida quanto no PS5 Pro ou em um PC.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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