O beisebol sempre foi um esporte de números e histórias. MLB The Show 23 entende isso melhor que ninguém, especialmente quando dedica um modo inteiro à trajetória das Ligas Negras. É um acerto cultural e de design que faz o jogo ser mais que uma simples atualização anual. Mas não se engane: debaixo do brilho histórico, a fórmula continua familiar, com avanços pontuais e alguns problemas recorrentes que podem incomodar.
No PS5, o jogo mostra do que é capaz: gráficos 4K, carregamentos instantâneos e a imersão tátil do DualSense. Para quem tem o console, essa é claramente a melhor versão. A pergunta que fica: será que o pacote inteiro justifica o investimento para quem não é fã de carteirinha do beisebol?
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- O ritmo do beisebol é lento e tático. Quem prefere ação rápida pode estranhar.
- O modo Storylines é o grande destaque, uma campanha educativa e emocionante que vale o jogo por si só.
- Diamond Dynasty é o coração online, mas as microtransações e o reset sazonal afastam quem quer progressão duradoura.
- No PS5, o desempenho é excelente, 60 fps, 4K dinâmico, carregamento instantâneo. Outras plataformas ficam atrás.
1. MLB The Show 23 para PlayStation 5: análise completa
Fonte: Amazon.com.brConfira os detalhes completos diretamente na Amazon.
Na primeira vez que você entra no modo Storylines, imagens de arquivo e a narração sobre Satchel Paige te puxam para os anos 1940. O jogo vira um documentário interativo: oito lendas das Ligas Negras com partidas recriadas, estádios reconstituídos e depoimentos que emocionam. É o tipo de conteúdo que deveria estar em todo jogo esportivo. Fora desse modo, a jogabilidade é a mesma de sempre, mas polida. O arremesso Pinpoint exige precisão no analógico, a defesa ganhou uma barra dinâmica, e o rebate enfrenta uma IA mais agressiva. Nada de revolução, mas os ajustes refinam o que já funcionava. Quem jogou 22 vai se sentir em casa. Os modos são muitos. Road to the Show permite criar um jogador com scan facial. Franchise renovou o draft. March to October é a opção casual. Já o Diamond Dynasty, online, usa o sistema Sets & Seasons que reseta progresso a cada temporada. É um convite ao grind e, claro, às microtransações. No PS5, o visual impressiona: estádios detalhados, modelos realistas, iluminação convincente. O áudio 3D e os haptics do DualSense colocam você dentro do campo, o impacto do taco, o estalo da luva, o murmúrio da torcida. Um espetáculo sensorial. No balanço, MLB The Show 23 é uma entrada sólida, especialmente pela história. O modo Storylines é um marco. Mas a falta de evolução no gameplay e o modelo agressivo do Diamond Dynasty impedem a nota máxima. Para fãs de beisebol, é obrigatório. Para curiosos, uma porta de entrada, desde que tenham paciência para aprender as mecânicas.
Prós
- Modo Storylines das Ligas Negras é emocionante, educativo e bem produzido
- Gráficos e áudio de alto nível no PS5 com 4K/60fps, DualSense e carregamento SSD
- Variedade de modos para diferentes estilos: offline e online, casual e hardcore
- Refinamentos na defesa e no arremesso que recompensam habilidade
Contras
- Poucas inovações na jogabilidade em relação aos títulos anteriores
- Diamond Dynasty depende de microtransações e reset sazonal (grind pesado)
O modo Storylines: um mergulho nas Ligas Negras
Oito lendas das Ligas Negras ganham vida em capítulos que combinam vídeos de arquivo, narração e partidas recriadas. Estádios históricos, uniformes de época e atmosfera específica transformam cada partida numa aula viva. Não é só conteúdo extra: é uma campanha single-player que emociona e educa. O cuidado com a autenticidade impressiona, desde os modos de comemoração até os diálogos. Se você comprar o jogo por um único motivo, que seja este.
Jogabilidade refinada, mas sem revolução
O arremesso Pinpoint ficou mais responsivo, a defesa tem uma barra dinâmica que exige timing, e a IA adversária castiga erros. É mais do mesmo, polido, mas a base é idêntica ao ano passado. A curva de aprendizado continua íngreme, mas a dificuldade dinâmica permite ajustar o nível conforme seu desempenho. O destaque está na diferenciação dos jogadores: um rebatedor fraco realmente parece fraco, e um arremessador estrela domina. Para fãs de simulação, funciona. Para quem busca novidade, o salto é tímido.
Modos: variedade que agrada, mas com ressalvas
Road to the Show, Franchise, March to October, Diamond Dynasty. A lista é longa. Road to the Show mantém a jornada do zero ao estrelato, com scan facial e decisões fora de campo. Franchise teve o draft renovado e a pós-temporada reformulada, mas ainda falta profundidade. March to October é a opção casual. O calcanhar de Aquiles é o Diamond Dynasty: o sistema Sets & Seasons força o grind a cada temporada e as microtransações estão sempre à vista. Sem gastar dinheiro, a diversão existe, mas a repetição e o poder das cartas pagantes frustram. Para quem prefere offline, a tranquilidade reina.
Perguntas frequentes sobre review MLB The Show 23 PlayStation 5
MLB The Show 23 tem modo carreira?
Sim, o modo Road to the Show permite criar um jogador e evoluir das ligas menores até a MLB. Inclui scan facial via app e decisões que afetam a carreira.
O jogo é muito focado em microtransações?
O modo Diamond Dynasty, online, tem forte presença de microtransações para acelerar progresso. Os modos offline (Franchise, Road to the Show) não exigem gastos extras.
Vale a pena jogar no PS5?
Sim. O PS5 oferece a melhor experiência: 4K dinâmico, 60fps estáveis, carregamento rápido e uso completo do DualSense com haptics e gatilhos adaptáveis.
Precisa de internet para jogar?
Não para a maioria dos modos offline. Porém, o modo Storylines exige conexão na primeira vez. Online multiplayer requer PlayStation Plus.
Tem suporte a cross-play?
Sim, MLB The Show 23 oferece cross-play e progressão cruzada entre PS5, PS4, Xbox Series X|S, Xbox One e Nintendo Switch.
