Quatro amigos no sofá, cada um com um Ranger, detonando Putties em uma feira de carnaval. O pixel art brilha, a dublagem traz de volta os anos 90. Esse é o espírito de Mighty Morphin Power Rangers: Rita's Rewind, um beat 'em up nostálgico da Digital Eclipse e Hasbro. Mas por trás da fachada colorida, tem uma campanha curta e Rangers que são todos iguais.
Mighty Morphin Power Rangers: Rita's Rewind, desenvolvido pela Digital Eclipse e publicado pela Hasbro e Atari, é uma carta de amor aos anos 90. O pixel art é caprichado, a dublagem captura a essência dos personagens e a trilha gruda na cabeça, mesmo sendo curta. A ideia é simples: quatro amigos no sofá detonando Putties em cenários como uma feira de carnaval ou um aterro tóxico. Mas nem tudo é lindo em Angel Grove: a campanha é curta, os Rangers são todos iguais e os segmentos de veículos são meio frustrantes. Mesmo assim, com o sofá cheio, a bagunça na tela é o que importa. Pra quem cresceu com o Zordon, é um passatempo nostálgico que vale a pena, desde que você vá sabendo o que esperar.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Rita's Rewind é feito pra sessões no sofá com amigos. Cooperativo local é o foco, sozinho cansa rápido.
- A campanha principal leva de 2 a 3 horas na dificuldade Normal. Colecionáveis e dificuldades extras estendem o replay pra até 7 horas.
- Se você e seus amigos curtem jogos de arcade antigos, a repetição pode não incomodar. Mas solo, o cansaço chega rápido.
- Não tem legendas em português. Precisa de inglês básico pra entender menus e diálogos.
1. Mighty Morphin Power Rangers: Rita's Rewind. PlayStation 5
Fonte: Amazon.com.brMighty Morphin Power Rangers: Ritas Rewind – PS5
Confira os detalhes completos diretamente na Amazon.
Rita's Rewind é um convite direto pros anos 90. A trama: Robo-Rita viaja no tempo pra impedir a formação dos Power Rangers. Você controla Jason, Kimberly, Billy, Zack e Trini, mais o Green Ranger desbloqueável, em 15 fases divididas em cinco episódios. Cada cenário, de parques temáticos a aterros tóxicos, é um show visual. O pixel art é lindo, e as opções de filtro CRT (quatro variações) dão um toque autêntico. A dublagem, feita durante a greve do SAG-AFTRA, captura a essência dos personagens, mas a música é curta e repetitiva. O combate é o coração do jogo, e aqui a opinião divide. O sistema é básico: ataque, pulo, esquiva, dash e especial. Os combos funcionam, mas falta impacto. Bater em um Putty não dá aquela sensação de porrada que os beat 'em up clássicos tinham. Numa feira de carnaval, com palhaços e barracas ao fundo, quatro Rangers esmurram hordas de Putties. O visual é lindo, mas cada golpe parece um tapa sem peso. Os inimigos variam, mas a repetição cansa rápido. E o pior: todos os Rangers têm o mesmo moveset, velocidade e alcance. A única diferença é visual. Trocar de personagem é só estético, e o sistema de XP desencoraja a troca, porque o progresso é perdido se a fase não for concluída. Uma oportunidade perdida pra celebrar a individualidade dos heróis. Os segmentos de Zord tentam quebrar a monotonia, mas são o ponto mais fraco. Pilotar o Dinozord em estilo rail shooter (Super Scaler) é desajeitado. A fragilidade dos veículos e os controles imprecisos frustram, especialmente em dificuldades altas. O Megazord em primeira pessoa, lembrando Punch-Out, é tão simples que entedia. Sorte que as fases de beat 'em up puro são mais consistentes, com destaque pra do carnaval, que é visualmente espetacular em grupo. O cooperativo local é onde o jogo brilha. No PS5, até quatro jogadores se juntam, e a bagunça na tela é contagiante. Rende boas risadas quando alguém erra um pulo ou esquece de destruir um Time Disruptor (aqueles cristais verdes que revertem o tempo). A campanha curta (2 a 3 horas) e a falta de legendas em português pesam, mas o replay com amigos em dificuldades mais altas e a busca por colecionáveis estendem a vida útil pra um fim de semana. No fim, Rita's Rewind acerta como produto nostálgico e experiência de sofá, mas tropeça na falta de polimento do combate e nos segmentos de veículos. Fãs hardcore vão adorar rever Goldar, Bones e a Juice Bar. Jogadores solo ou em busca de profundidade vão se decepcionar. É um jogo que sabe exatamente quem é seu público e, pra ele, funciona.
Prós
- Visual pixel art espetacular e nostálgico, com opções de filtro CRT.
- Cooperativo local muito divertido para até 4 jogadores no PS5.
- Chefes criativos e fases variadas (carnaval, parque temático, aterro tóxico).
- Referências fiéis à série dos anos 90 e dublagem que captura a essência.
Contras
- Rangers funcionalmente idênticos. sem diferenças de jogabilidade.
- Campanha curta (2-3 horas) e conteúdo limitado além do coop.
Combate: simples, funcional, mas sem a porrada que a franquia merecia
O sistema de luta de Rita's Rewind é simples: ataque, pulo, esquiva, dash e um especial que limpa a tela quando a barra de Power Coins enche. Dá pra fazer combos de até 70 golpes, mas a execução é tão direta que o jogo se torna apertar botões sem muito critério. Falta peso nos golpes, bater em um Putty não passa aquela sensação de impacto que os beat 'em up clássicos tinham. As atualizações prometiam ajustes na física, mas a recuperação ainda é lenta e os hitboxes dos chefes são inconsistentes. A variedade de inimigos é ok (Putties, Tenga, Goldar, Bones), mas a repetição cansa rápido, especialmente em fases mais longas sem os segmentos de Zord pelo meio.
A uniformidade dos Rangers é decepcionante. Todos têm a mesma força, velocidade e alcance. O ataque especial de cada um invoca um animal diferente, mas o dano e a área de efeito são idênticos. Trocar de personagem é puramente estético. O sistema de progressão por XP desencoraja a troca, porque o progresso é perdido se a fase não for concluída. Em um jogo que deveria celebrar a individualidade dos heróis, essa decisão de design é uma oportunidade perdida.
Visual e som: uma cápsula do tempo com alguns arranhões
O pixel art de Rita's Rewind é de longe seu maior trunfo. Cada cenário é um quadro vivo, com camadas de detalhes que vão desde os letreiros de neon da feira até os canos enferrujados do depósito tóxico. As opções de filtro CRT (três ou quatro variações dependendo da versão) permitem ajustar o nível de scanlines, e o resultado fica lindo em uma TV 4K. A direção de arte captura perfeitamente a estética da série original, com cores vibrantes e animações suaves. A transição para os segmentos 3D poligonais (Zords e motos) quebra um pouco a imersão, mas é um mal necessário para o estilo Super Scaler.
O áudio é uma faca de dois gumes. A trilha sonora é nostálgica e combina com o clima, mas é curta e repetitiva. Você vai ouvir os mesmos temas várias vezes durante a campanha. A dublagem está presente nas cutscenes principais e captura bem as vozes dos Rangers, mas em alguns momentos o silêncio é absoluto, o que soa estranho pra um jogo com tanto carisma. A falta de legendas em português é um ponto cego pro mercado brasileiro. Textos de tutorial e itens ficam em inglês, o que pode afastar jogadores menos familiarizados com o idioma.
Para quem realmente vale a pena?
Rita's Rewind é um jogo feito sob medida pra um público específico: fãs de Power Rangers que cresceram nos anos 90 e querem reviver a magia com amigos no sofá. O cooperativo local é a alma do título. A bagunça de quatro pessoas esmurrando Putties, gritando quando um Time Disruptor explode e rindo dos pulos errados nas fases de moto é uma experiência que poucos jogos oferecem hoje. Se você tem um grupo pra jogar, as duas a três horas de campanha viram uma noite memorável, e as dificuldades mais altas e os colecionáveis estendem a diversão.
Por outro lado, jogadores solo vão sentir o gosto amargo da repetição. A curta duração, a falta de variedade entre os Rangers e os segmentos frustrantes de Zord fazem o jogo perder o brilho rápido. Se você não é fã da franquia e busca um beat 'em up polido como Streets of Rage 4 ou TMNT: Shredder's Revenge, Rita's Rewind vai parecer um passo atrás. Ele é honesto sobre sua proposta. Pra quem ela se encaixa, funciona. Pros demais, é melhor esperar uma oportunidade de testar antes de comprar.
Perguntas frequentes sobre review Mighty Morphin Power Rangers: Rita's Rewind PlayStation 5
Quantos jogadores o cooperativo local suporta no PS5?
No PS5, o jogo suporta até 4 jogadores no mesmo console. Em outras plataformas (Xbox, Switch, PC), é possível jogar com até 6 pessoas localmente.
O jogo tem legendas em português?
Não. Mighty Morphin Power Rangers: Rita's Rewind não possui legendas em português do Brasil. Todos os textos estão em inglês, incluindo diálogos e menus.
Quanto tempo dura a campanha principal?
A campanha principal leva entre 2 e 3 horas na dificuldade Normal. Para completar 100% (colecionáveis, todas as dificuldades), prepare-se para cerca de 4 a 7 horas.
É necessário conhecer a série para aproveitar o jogo?
Não é obrigatório, mas a experiência é muito mais rica para quem cresceu assistindo Power Rangers. O jogo está cheio de referências e a história conecta com o especial da Netflix. Novatos no universo podem achar o enredo confuso e o gameplay genérico.
O jogo tem modo online?
Sim, mas com limitações. No lançamento, o cooperativo online era restrito a 2 jogadores e exigia assinatura do PS Plus. Atualizações posteriores prometem expandir para até 6 jogadores online.
