Review Mighty Morphin Power Rangers: Rita’s Rewind. nostalgia de sobra, mas o gameplay pede mais

O controle vibra com o primeiro soco. O tema clássico remixado enche a sala. Putties voam na tela em pixel art caprichado. Por alguns minutos, Mighty Morphin Power Rangers: Rita's Rewind é exatamente o que você esperava: nostalgia em estado puro. A Digital Eclipse acertou em cheio no visual, nas cutscenes animadas e na variedade de gameplay: beat 'em up, tiro e corrida se alternam. Mas nem toda a boa vontade do mundo segura as seções de Zord, que parecem feitas para testar sua paciência.

Testamos a versão de PlayStation 5. A Deluxe Edition física vem com steelbook, pôster e cartas, mas o que importa mesmo é como o jogo se comporta. E a resposta é: irregular. O co-op local salva, o online decepciona, e falta legendas em português. É um prato cheio para fãs, mas um prato raso para quem busca profundidade.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • A campanha principal alterna entre pancadaria side-scrolling, tiroteios nos Dinozords e fases de corrida (moto e montanha-russa). A variedade é bem-vinda, mas as seções de Zord sofrem com controles imprecisos.
  • A duração é curta: campanha leva entre 2h30 e 3h. Se quiser o 100% com colecionáveis e melhores ratings, prepare-se para umas 7 horas.
  • Co-op local é o grande trunfo: até quatro jogadores no mesmo sofá. O online, por enquanto, só suporta dois, e ainda exige PS Plus.
  • Não há legendas em português. A dublagem em inglês pode ser um obstáculo.
  • A Deluxe Edition física inclui steelbook, pôster, postal lenticular e seis cartas colecionáveis. Ideal para fãs que querem o item na estante.

1. Mighty Morphin Power Rangers: Rita's Rewind Deluxe Edition: PlayStation 5

No primeiro estágio você enfrenta Putties em uma rua da cidade. O combo é básico. soco, pulo, dash. mas o dash duplo dá mobilidade. Então um Time Disruptor verde começa a piscar. Se não destruí-lo a tempo, ele reverte o progresso, e a hitbox nem sempre ajuda. É nesses momentos que o jogo mostra sua personalidade: quer ser nostálgico, mas também punitivo. O combate é simples, quase button mashing, mas funciona em curtas explosões. Onde o jogo realmente brilha é na apresentação. O pixel art 16-bit é desenhado à mão, com filtro CRT opcional que agrada os saudosistas. A trilha sonora é um cover caprichado dos temas clássicos, e as cutscenes animadas capturam o tom campy da série. O problema? As seções de Dinozord. Em vez da pancadaria fluida, você encara um shooter com mira atrelada ao movimento, e a sensação é de estar lutando contra o controle. O Megazord, por sua vez, vira um Simon Says no estilo Punch-Out, que cansa rápido. Para fãs hardcore da série, especialmente em co-op local, a diversão supera os defeitos. Para quem quer um beat 'em up refinado como Shredder's Revenge, o jogo entrega menos.

Prós

  • Pixel art vibrante e cutscenes animadas que capturam a essência da série
  • Trilha sonora nostálgica e impecável
  • Co-op local para até 4 jogadores é diversão garantida com amigos
  • Variedade de gameplay: beat 'em up, tiro e corrida quebram a monotonia
  • Chefões criativos e desafiadores

Contras

  • Seções de Zord frustrantes, com controles estranhos e hitboxes duvidosas
  • Campanha principal muito curta para o investimento

Para quem esse jogo realmente encaixa?

A série dos anos 90 está viva no pixel art. Gritos de "It's Morphin Time!", golpes estilosos e a hora de pilotar o Megazord: tudo isso está aqui. O co-op local é o coração: três amigos no sofá enfrentando Goldar enquanto um Time Disruptor pisca no canto. O caos é divertido, mas as falhas aparecem quando você joga sozinho. O combate é raso, a variedade de inimigos baixa, e as seções de Zord testam a paciência. Os chefes são criativos, cada um com padrões únicos que exigem atenção, mas o caminho até eles pode frustrar, especialmente nos trechos de moto, onde a mira teima em não acompanhar. O jogo sofre de uma crise de identidade: quer ser arcade descompromissado, mas insere mecânicas punitivas como perder a bomba ao cair em buraco. O sistema de level-up por personagem desencoraja trocar de Ranger, o que vai contra a fantasia de ser todos os heróis. Em suma: é um jogo para matar a saudade, não para revolucionar o gênero.

O que muda na Deluxe Edition?

A Deluxe Edition física traz steelbook, pôster, postal lenticular que muda de imagem conforme o ângulo, e seis cartas colecionáveis. Nada que mude a experiência de jogo, apenas apelo nostálgico. Se você só quer jogar, a versão digital dá conta. Mas para quem tem a estante cheia de action figures, a edição física tem seu charme.

Vale notar que, independentemente da edição, o jogo recebeu patches que melhoraram a física, adicionaram troca de Rangers e upgrades de stats. Mas o core continua o mesmo: curto, bonito e irregular. A decisão de compra passa mais pelo quanto você tolera as imperfeições em nome da nostalgia.

Perguntas frequentes sobre review Mighty Morphin Power Rangers: Rita's Rewind Deluxe Edition PlayStation 5

Mighty Morphin Power Rangers: Rita's Rewind tem legendas em português?

Não. O jogo possui dublagem em inglês, mas nenhuma legenda em português brasileiro. Pode ser uma barreira para quem não tem fluência no idioma.

Vale a pena jogar sozinho ou é melhor em grupo?

A experiência solo é funcional, mas o jogo brilha no cooperativo local. Com amigos, os problemas de hitbox e repetitividade são amenizados pela bagunça. Sozinho, a curta duração e a frustração das seções de Zord pesam mais.

O Green Ranger (Tommy) está disponível?

Sim, o Tommy como Ranger Verde é um personagem desbloqueável após zerar a campanha. Ele usa habilidades baseadas no Zord do Dragão.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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