Elvis e Diggs se escondem atrás de um carro enferrujado. Um robô patrulha a área, seu cone de visão laranja varrendo o chão. Você mira, prende a respiração e atira. O silêncio é quebrado por um zumbido metálico. Miasma Chronicles começa assim: uma promessa de combate tático que, na maior parte do tempo, cumpre.
Desenvolvido pelos criadores de Mutant Year Zero, o jogo coloca você na pele de Elvis e seu irmão robô Diggs, em uma América pós-apocalíptica tomada por uma névoa misteriosa chamada Miasma. A luva que Elvis usa controla essa força. e é com ela que você enfrenta criaturas, robôs e humanos.
O combate é o grande destaque, com um ritmo que recompensa planejamento e posicionamento. Cada batalha vira um pequeno quebra-cabeça tático. Por outro lado, a narrativa tropeça em clichês, e o desempenho no PS5 deixa a desejar em alguns momentos. Fãs de XCOM que buscam uma campanha mais enxuta e cheia de personalidade vão se divertir. Quem prioriza história profunda ou desempenho impecável, porém, vai sentir falta.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Curte combate que exige planejamento, furtividade e uso de cobertura? Esse jogo é para você.
- Espera uma história cheia de reviravoltas? A narrativa aqui é simples e cheia de clichês.
- O jogo tem legendas e interface em português brasileiro, mas áudio apenas em inglês.
- Quatro níveis de dificuldade, do Narrativa ao Alpha Editor, para ajustar o desafio.
- Campanha dura entre 21 e 32 horas, dependendo do seu estilo de jogo.
1. Miasma Chronicles – PS5: RPG tático com foco em furtividade e combate por turnos
Fonte: Amazon.com.brJogo Miasma Chronicles – PS5 / PlayStation 5
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Logo na primeira missão, você rasteja entre ruínas, observa o inimigo, escolhe o momento certo para o primeiro tiro silenciado. Miasma Chronicles entende que a furtividade não é opcional. é parte do DNA do combate. Cada personagem tem duas ações por turno, o sistema de cobertura (parcial 50%, total 20%) funciona bem, e as árvores de habilidade oferecem quatro ramos com poderes como controle mental e eletrocussão. A direção de arte caprichada: cenários pós-apocalípticos detalhados, partículas e iluminação que criam atmosfera densa. Diggs, o robô, é carismático e bem dublado. O que cerca esse combate, porém, frustra. A história, sobre Elvis em busca da mãe, é repleta de clichês e diálogos que se arrastam. Os mapas são lineares, com pouca liberdade. No PS5, engasgos e stuttering aparecem em áreas com muitos efeitos. nada que quebre a experiência, mas incomoda. A economia do jogo (moedas de Plástico) é desequilibrada no início. Ainda assim, para fãs do gênero, a campanha de 20 a 30 horas traz combates desafiadores e visuais de encher os olhos. A localização em português é bem feita, e os quatro níveis de dificuldade ajudam a ajustar o desafio.
Prós
- Combate tático viciante com furtividade bem integrada e sistema de cobertura que exige estratégia
- Direção de arte e efeitos de partículas impressionantes, cenários detalhados
- Diggs é um personagem carismático e bem escrito
- Legendas e interface em português brasileiro de qualidade
- Quatro níveis de dificuldade, do casual ao hardcore
Contras
- História clichê e ritmo lento, com diálogos que poderiam ser mais enxutos
- Mapas lineares que limitam a exploração e a criatividade tática
Combate que prende: o ponto alto
Antes de cada batalha, você posiciona Elvis e Diggs (depois Jade) para emboscadas. Armas silenciadas eliminam sentinelas antes do combate aberto. Durante a troca de tiros, cada turno dá duas ações, e o sistema de cobertura exige atenção: parcial reduz 50% de acerto, total 20%. É um ritmo que recompensa paciência e estratégia. As árvores de habilidade oferecem quatro ramos por personagem, com poderes como furacão, eletrocussão e controle mental. Diggs quebra paredes de madeira, abrindo atalhos; Jade hackeia dispositivos. Essas habilidades específicas são mais usadas na exploração do que no combate, mas ainda assim cada encontro parece um quebra-cabeça diferente, especialmente nos níveis Desafiante e Alpha Editor.
Narrativa e visual: beleza que esconde falhas
Visualmente, o jogo impressiona. Os cenários de Kentucky pós-apocalíptico são ricos em detalhes, com partículas, névoa e iluminação que criam uma atmosfera densa. A direção de arte é claramente o ponto mais forte. Já a narrativa… é fraca. A jornada de Elvis em busca da mãe, com a luva que controla o Miasma, é repleta de clichês de ficção científica. Os diálogos arrastam o ritmo, e a história parece guardar o melhor para uma sequência. Os personagens salvam o conjunto: Diggs é carismático e bem dublado, e a relação entre os dois funciona. Mas quem busca uma trama profunda vai se decepcionar.
Desempenho no PS5: o calcanhar de Aquiles
No PS5, Miasma Chronicles sofre com engasgos e stuttering, especialmente em áreas com muitos efeitos de partículas ou durante transições. Não chega a ser injogável, mas para um título pensado para a nova geração, é frustrante. A boa notícia: os carregamentos são rápidos (graças ao SSD) e a resolução se mantém estável. Se você é sensível a quedas de fluidez, saiba que o jogo pode testar sua paciência em alguns momentos.
Perguntas frequentes sobre review Miasma Chronicles PlayStation 5
Miasma Chronicles tem modo cooperativo?
Não, o jogo é exclusivamente single-player. Você controla um grupo de até três personagens, mas sem coop local ou online.
O jogo tem legendas em português?
Sim. O jogo oferece legendas e interface em português brasileiro. O áudio é apenas em inglês.
É parecido com XCOM?
Miasma Chronicles bebe da mesma fonte: combate por turnos com cobertura e ações por personagem. Mas é mais enxuto, com foco em furtividade e uma campanha mais curta (cerca de 25 horas).
Qual a idade recomendada?
O jogo tem classificação indicativa 18+, devido a violência e linguagem.
Vale a pena para quem não curte RPG tático?
Provavelmente não. O combate é o coração do jogo, e se você não gosta de pensar antes de atirar, a experiência pode ser frustrante.
