Você está com 5% de Purification Fuel, sem comida, e a base fica a dez passos de distância. O último corredor revela um baú atrás de uma parede quebrável. Abrir agora ou recuar? Metro Quester: Osaka é feito desses segundos de tensão. É um dungeon crawler raiz, daqueles que não pedem desculpas por serem difíceis. Esqueça cutscenes e tutoriais carinhosos: aqui você sobrevive com planejamento, sorte e um pouco de masoquismo.
Desenvolvido pela Thousand Games e publicado pela KEMCO, esta prequela do primeiro Metro Quester transporta você para um Osaka pós-apocalíptico, onde mutantes e recursos escassos são o pão de cada dia. A história? Quase inexistente. fragmentos em USB perdidos pelas fases. O que importa é o loop: entrar na dungeon, gastar combustível para se mover e atacar, gerenciar comida para a party, encontrar um item raro e voltar para a base antes que tudo dê errado.
A versão física da Limited Run Games (selo #155, região livre) vem com a arte de Kazushi Hagiwara, o mesmo de Bastard!!. É um mimo para colecionadores, mas o jogo em si não faz concessões. Você vai morrer, repetir, aprender e, quando derrubar um chefe depois de horas, vai sentir que cada segundo valeu a pena.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Paciência para repetir dungeons e subir nível: o grinding é obrigatório.
- Aceitar que o RNG pode virar o jogo contra você em segundos.
- Nostalgia por RPGs dos anos 80: Wizardry, Etrian Odyssey, o primeiro Metro Quester.
- Versão física limitada para colecionadores; a digital (US$ 19,99) é mais segura para testar.
- Limited Run: pré-venda até agosto de 2025, sem reimpressão garantida.
1. Metro Quester: Osaka. Limited Edition (PlayStation 5)
Fonte: Amazon.com.brMetro Quester: Osaka (Limited Run #155) – PlayStation 5
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Metro Quester: Osaka é um dungeon crawler que não esconde suas intenções: ele quer ser difícil, punitivo e viciante. Você comanda uma party de até cinco personagens, escolhidos entre 32 disponíveis em oito classes. do detonador ao professor. O combate por turnos usa Action Points (AP): você define ataques, itens e defesas, e depois vê o resultado. O sistema de hate faz os inimigos focarem quem mais ataca, forçando você a distribuir dano com cuidado. A exploração em grade com névoa de guerra exige atenção: paredes quebráveis escondem baús, ninhos de criaturas oferecem risco e recompensa, e cada passo consome Purification Fuel. A comida da party é contada em dias. passar fome significa penalidades severas. A novidade em Osaka é a canoa para travessia aquática, que adiciona uma camada tática em áreas alagadas. O maior acerto é a sensação de progresso real: você começa frágil, morre muito, mas aos poucos desbloqueia equipamentos melhores e aprende a usar as mecânicas. O New Game+ com até dez ciclos incentiva rejogabilidade. Porém, o grinding é pesado. especialmente no terço final, onde inimigos desbalanceados podem tornar a experiência frustrante. A história é quase inexistente, e o RNG pode causar mortes que parecem injustas. Não é para todos, mas quem ama o gênero encontra aqui um dos representantes mais sinceros dos últimos anos.
Prós
- Combate tático com AP e sistema de hate que exige planejamento
- Grande variedade de personagens, classes e equipamentos customizáveis
- New Game+ com até 10 ciclos estende a vida útil
- Arte de Kazushi Hagiwara e estética 8-bit que evocam os RPGs clássicos
- Versão física region-free da Limited Run Games para colecionadores
Contras
- Grinding excessivo e obrigatório para progredir, especialmente no final
- História praticamente ausente, contada por textos opcionais
O loop de jogo e o que ele exige de você
A cada passo dentro das dungeons, o Purification Fuel diminui. Cada ação em combate também gasta. Quando acaba, você precisa voltar à base ou usar itens para recarregar. e a comida da equipe é consumida a cada dez dias no calendário interno. Essa economia de recursos transforma cada exploração em uma decisão constante: sigo mais um corredor ou volto? Abro aquele baú arriscado? Enfrento o grupo de inimigos ou desvio? A tensão é real, e o alívio ao encontrar um acampamento com comida ou um baú com arma rara compensa o esforço.
Um exemplo: o jogador pode estar com 5% de combustível, sem comida, e encontrar uma parede quebrável. Atrás dela, um cofre com uma espada lendária e um ninho de criaturas. É preciso decidir entre pegar o tesouro e fugir ou limpar o ninho com o risco de morrer de fome. Optar pela fuga e voltar preparado é uma escolha comum. Esse tipo de decisão dita o ritmo do jogo e mantém o interesse mesmo com a repetição.
Você vai morrer, aprender a usar buffs e combo skills, e voltar mais forte. A progressão é real: cada morte ensina algo sobre posicionamento, gerenciamento de recursos ou timing de habilidades.
Para quem realmente encaixa?
Se você cresceu jogando Wizardry, Might and Magic ou os primeiros Ultima, Metro Quester: Osaka vai te fazer sorrir. Ele é deliberadamente old school: tela cheia de números, estatísticas, percentuais de acerto e falha, e nenhuma vergonha de ser difícil. A recompensa vem na forma de domínio das mecânicas. quando você aprende a usar as classes certas, equipar armas que exploram fraquezas e gerenciar o hate, a sensação de controle é ótima.
Por outro lado, se você busca uma narrativa envolvente, personagens carismáticos ou progressão sem esforço, passe longe. A história é contada em fragmentos via USB espalhados, e o grinding pode se tornar uma barreira intransponível para quem não tem paciência. O jogo não é injusto no sentido de falha de design, mas é implacável. Cada batalha pode ser a última se você subestimar um grupo de ratos mutantes.
No fim, Metro Quester: Osaka é um prato cheio para nicho. A Limited Edition da Limited Run Games é a cereja do bolo para quem quer ter o cartucho simbólico na estante. Mas, mesmo na versão digital, o valor está em oferecer uma experiência que poucos jogos hoje se arriscam a fazer: desafiadora, crua e honesta.
Perguntas frequentes sobre review Metro Quester: Osaka Limited Edition PlayStation 5
O jogo tem história?
Sim, mas é mínima. O enredo é contado através de textos opcionais em dispositivos USB encontrados nas dungeons. Não espere cutscenes ou desenvolvimento de personagens. O foco está na exploração e no combate.
Quanto tempo dura a campanha?
A história principal leva cerca de 10 horas e meia no PS5, segundo medições da comunidade. Com extras e New Game+, você pode ultrapassar 11 horas, e os ciclos de NG+ (até 10) estendem a vida útil para quem quiser testar diferentes formações.
É necessário jogar o primeiro Metro Quester?
Não. Osaka é uma prequela, ambientada antes dos eventos do jogo original. Você pode começar por aqui sem problema. Quem jogou o primeiro vai notar melhorias, como mais tutoriais e a canoa, mas a experiência é independente.
Vale a pena para quem não curte grinding?
Provavelmente não. O grinding é parte central da progressão. Você vai precisar repetir dungeons para juntar recursos, subir de nível e encontrar equipamentos. Se isso te frustra, melhor buscar outros RPGs.
