Review Matchpoint: Tennis Championships no PS5 – o melhor simulador de tênis disponível, mas com ressalvas

O saque. Você posiciona o cursor, segura o botão, espera o momento certo. A bola sai limpa, mas o adversário devolve com um slice que te obriga a correr. É nesses ralis que Matchpoint: Tennis Championships brilha. Lançado em julho de 2022, o jogo da Torus Games tenta preencher o vazio deixado por Top Spin e Virtua Tennis. E em grande parte, consegue. Mas o caminho até o match point tem algumas raquetes quebradas.

Pode soar estranho elogiar um jogo que, ao mesmo tempo, mostra limitações bem claras. Matchpoint acerta na essência: a troca de bolas, o posicionamento, a leitura do oponente. Mas tropeça nos detalhes: conteúdo enxuto, gráficos datados, screen tearing no PS5. A pergunta que fica: vale a pena para quem ama tênis? Sim, com o pé atrás.

Passamos boas horas na quadra digital. Modo carreira, partidas online (quando encontrava alguém), os 16 tenistas licenciados. O veredito? É o melhor jogo de tênis que você pode jogar hoje. Mas isso diz mais sobre o estado do gênero do que sobre a grandeza do jogo.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Jogabilidade tática: o foco está no posicionamento e no tipo de tacada, não em ação frenética. Ideal para quem gosta de pensar cada ponto.
  • Conteúdo enxuto: sem modo duplas, sem sistema de desafio e com apenas 16 tenistas reais. Se você quer variedade, pode se frustrar.
  • Gráficos modestos: o visual não impressiona. Modelos de personagens e públicos são fracos, e há screen tearing no PS5 em cenas fora do gameplay.
  • Multiplayer online: cross-play presente, mas a população de jogadores é pequena. Partidas rápidas podem demorar a encontrar oponente.

1. Matchpoint: Tennis Championships para PlayStation 5 – Simulador de tênis realista

Pega o controle. Cada botão corresponde a uma tacada: topspin, slice, lob. A mira e o movimento dividem o mesmo analógico esquerdo. Nos primeiros minutos, você corre para a bola e acaba mandando a tacada para o lado errado. Depois de algumas partidas, a fluidez vem. A física da bola é honesta, os ralis são dinâmicos. A IA se adapta ao seu estilo: se você abusa da paralela, ela fecha o ângulo. O sistema de rivalidade adiciona camadas táticas que impedem que cada partida seja igual. O modo carreira é outro papo. Você alterna entre treinos (minigames monótonos) e torneios sempre no formato completo. 3 ou 5 sets, sem opção de tie-break. A progressão é lenta: são 21 treinadores para maximizar atributos, e a recompensa demora. O maior pecado é a falta de conteúdo: sem duplas, sem sistema de desafio, apenas 16 tenistas reais. Gráficos e comentários estão abaixo do esperado para um lançamento de PS5. E o screen tearing em cutscenes incomoda.

Prós

  • Jogabilidade tática e recompensadora, melhor simulador de tênis disponível
  • IA adaptável que torna cada partida única
  • Cross-play online funcional e multiplayer local divertido
  • Platina fácil e rápida (cerca de 13 horas)

Contras

  • Conteúdo limitado: sem duplas, sem sistema de desafio, apenas 16 tenistas
  • Modo carreira repetitivo e arrastado, exige muito grind

Como a jogabilidade se sai na prática

A força de Matchpoint está dentro da quadra. Cada ponto é uma leitura: hora de bater firme na paralela, hora de soltar um lob, hora de usar o slice para quebrar o ritmo. A IA reage aos seus padrões, te forçando a variar. Ralis longos são comuns e recompensam paciência. Mas o controle acumula movimento e mira no mesmo analógico. Em um momento crítico, você corre para a bola e manda a tacada para o lado errado. O problema some com a prática, mas irrita nas primeiras partidas.

O saque: você posiciona um cursor no lado adversário, define efeito e potência. A precisão é grande. talvez grande demais. Não há punição real para um saque mal colocado, a devolução é automática. Falta imprevisibilidade, a tensão some. Mas quando o rali engata, a sensação de controle e estratégia é verdadeira.

Modo Carreira: promessa versus realidade

Criar seu tenista, subir no ranking, contratar treinadores, disputar torneios: a estrutura está lá. O problema é a repetição. Você alterna entre treinos (minigames monótonos) e partidas sempre no mesmo formato. Não há eventos especiais, rivalidades roteirizadas, momentos de destaque. A progressão é lenta. para maximizar atributos, precisa de 21 treinadores, o que demanda dezenas de horas. E as partidas são longas: 3 sets no mínimo, sem opção de reduzir.

Para quem busca platina, o caminho é conhecido: chegue no rank 50 para destravar todos os treinadores, depois complete o resto. A duração total fica em torno de 13 horas para o principal, 17 para completar tudo. Mas se você não liga para troféus, a carreira cansa antes do topo.

Matchpoint no cenário atual do gênero

Não existe concorrência à altura. Top Spin 5 não saiu, Virtua Tennis virou lembrança. Matchpoint é a única opção moderna de simulação de tênis em consoles e PC. Isso joga a favor e contra: o jogo se beneficia da falta de alternativas, mas carrega o peso de ser a única escolha. Se você é fã do esporte e quer algo sério, Matchpoint entrega. Se espera modos variados, gráficos de ponta, carreira envolvente, a frustração é certa.

O multiplayer online salva parte da experiência. Cross-play entre plataformas, mas a base ativa é pequena. Em horários específicos, encontrar partidas demora. O local multiplayer de tela dividida funciona bem para jogar com amigos no sofá.

Perguntas frequentes sobre review Match Point: Tennis Championship PlayStation 5

Matchpoint tem modo duplas?

Não. O jogo não inclui partidas de duplas, ausência sentida por quem gosta de jogar com amigos ou reviver torneios.

O jogo tem cross-play no PS5?

Sim. O multiplayer online suporta cross-play entre PC, PlayStation, Xbox e Nintendo Switch, mas a população de jogadores é reduzida.

Vale a pena para quem não é fã de tênis?

Provavelmente não. A proposta é de simulador realista, com ritmo lento e foco tático. Quem busca ação rápida ou não acompanha o esporte pode se entediar rapidamente.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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