Make Way no PS4: corrida caótica que constrói a pista junto com a bagunça

Encaixar a peça errada no meio da pista é garantia de gritaria. Você e mais três amigos disputam para ver quem coloca a última peça antes da largada. Um amontoado de curvas, loops e gangorras que promete confusão. Make Way é um party racer que não se leva a sério, e é por isso que funciona.

Depois da construção, a corrida começa. Canhões de gosma, bobinas de Tesla, e uma física de direção que parece derrapagem controlada. O objetivo é chegar a 3000 pontos, mas ninguém lembra da pontuação quando um amigo cai no vazio por sua causa.

A versão de PS4 chegou em junho de 2024 com suporte a bots e cross-play. A câmera fixa ainda incomoda. Ela gruda no carro e esconde o que vem adiante. E a progressão para desbloquear carros e peças é lenta se você joga só de vez em quando.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Multiplayer é o coração do jogo: sem amigos, a graça desaparece. Se você joga sozinho, os bots ajudam, mas não espere a mesma diversão.
  • Câmera limitada: a visão fixa e muito próxima exige que você memorize a pista. Se isso te irrita em outros jogos de corrida, pense bem.
  • Progressão lenta: desbloquear todos os carros e peças leva tempo. Não espere ter tudo nas primeiras horas.
  • Modo Chaos é o ápice: sem paredes, qualquer curva mal feita vira queda livre. Prepare-se para respawns simultâneos.
  • Cross-play funciona bem: jogue com amigos no PC, Xbox ou Switch sem complicação.

1. Make Way para PlayStation 4: party racer com construção de pista coletiva

Make Way é daqueles jogos que justificam uma noite de sofá com três controles na mão. A dinâmica de construir a pista em tempo real antes de cada corrida é o grande trunfo: você nunca sabe o que vem depois daquela curva que o amigo acabou de colocar. No meio da corrida, um canhão de gosma acerta seu carro, você roda e cai exatamente em cima de uma bobina de Tesla ativada por outro jogador. Esse tipo de caos é a alma do jogo. A física de direção tem uma derrapagem controlada que exige prática, mas recompensa com manobras sujas. O pacote visual é cartunesco e colorido, e a trilha sonora animada segura o pique das partidas. No PS4, roda sem sustos, com carregamento rápido. O ponto de atenção mais comentado é a câmera: ela fica tão perto que você perde a noção do traçado à frente, especialmente em pistas mais cheias de peças. Além disso, o desbloqueio de conteúdo é gradual. Se você joga poucas horas por semana, pode demorar para sentir a variedade completa. No fim, Make Way entrega exatamente o que promete: caos, risadas e competição amigável. Não é para quem busca realismo ou campanha solo, mas para grupos que querem se divertir sem complicação, é uma escolha certeira.

Prós

  • Mecânica única de construção de pista em tempo real
  • Partidas rápidas e imprevisíveis, ótimas para grupos
  • Cross-play entre todas as plataformas
  • Modo Chaos sem paredes é pura anarquia divertida
  • Preço justo pela quantidade de replay que oferece

Contras

  • Câmera fixa muito próxima atrapalha a visão da pista
  • Progressão lenta para desbloquear todo o conteúdo

Como funciona a construção de pistas

Antes de cada corrida, todos os jogadores recebem algumas opções de peças e precisam encaixá-las em tempo real. É uma corrida dentro da corrida: você quer colocar um loop para ganhar vantagem, mas a peça do amigo pode criar uma curva traiçoeira. O som de peças se encaixando e os gritos de reclamação são parte da experiência.

A cada rodada, novas peças são adicionadas, e a pista vai ficando mais longa e cheia de armadilhas. Algumas peças têm obstáculos fixos, como trens passando ou gangorras que jogam o carro para o alto. A estratégia é pensar em como dificultar a vida dos outros sem se atrapalhar. O que raramente funciona, e aí está a graça.

Modos de jogo: do clássico ao caos total

São quatro modos principais. O Clássico segue a fórmula de pontos até 3000. O Race é mais enxuto, focado em velocidade. O Chaos elimina todas as paredes, fazendo com que qualquer saidinha vire queda livre. E o Custom permite ajustar regras como número de peças, tipo de obstáculos e até se os carros podem usar armas. No modo Chaos, é comum todo mundo cair na mesma curva e a ordem dos últimos vira uma bagunça de respawns simultâneos.

Há ainda cinco níveis de dificuldade para os bots, que preenchem as vagas quando faltam jogadores. Eles são competentes o suficiente para não deixar a partida murchar, mas a alma do jogo está na interação humana. Os xingamentos, as alianças temporárias e a traição na hora de colocar uma bobina de Tesla bem na frente de quem está em primeiro.

Para quem Make Way realmente encaixa

Make Way é festa. Reúna três amigos, pegue os controles e prepare-se para xingamentos e risadas. As partidas duram cerca de 15 minutos, ideais para encaixar entre um jogo e outro. Não exige habilidade refinada, apenas vontade de se divertir com o caos.

Sozinho, a experiência perde o brilho. A progressão lenta pesa, a câmera irrita mais, e não tem ninguém para culpar. Se você prefere campanhas com narrativa ou corridas técnicas e realistas, Make Way provavelmente não vai te segurar. É um jogo de festa, e como tal, funciona melhor em grupo.

Perguntas frequentes sobre review Make Way PlayStation 4

Make Way tem modo single player?

Sim, é possível jogar sozinho contra bots, mas a experiência foi claramente projetada para o multiplayer local ou online. O jogo perde boa parte da graça sem outros humanos.

Quantos jogadores suporta?

Até 4 jogadores em partidas locais ou online, com suporte a cross-play entre todas as plataformas.

A câmera é realmente um problema?

Sim. Ela é fixa e muito próxima, escondendo curvas e obstáculos à frente. Você acaba memorizando trechos da pista, o que pode frustrar em partidas mais longas.

Precisa de PlayStation Plus para jogar online?

Sim, para partidas online no PS4 é necessária uma assinatura do PlayStation Plus. O modo local não exige.

Vale a pena comprar a versão de PS4?

Se você joga com frequência no PS4 e tem amigos para reunir, sim. A versão roda bem e o conteúdo é o mesmo das outras plataformas. O cross-play também funciona.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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