MADO MONOGATARI: Fia and the Wondrous Academy. Um dungeon crawler fofo que tropeça na repetição

Fia tropeça na entrada da sala de aula, derruba uma pilha de livros e, em vez de vergonha, arranca risadas dos colegas. Essa introdução define o tom de MADO MONOGATARI: Fia and the Wondrous Academy: um RPG que prefere o humor à pompa, que não tem medo de ser bobo. A premissa é direta. uma garota absurdamente sortuda entra numa academia de magia para se tornar Grande Maga. mas o charme está nos detalhes dos diálogos e nas expressões exageradas da protagonista.

As primeiras horas são um desfile de boas intenções: cutscenes curtas, mini-jogos de pesca que quebram o ritmo, e a promessa de um ciclo satisfatório entre vida escolar e masmorras. O problema? Depois de um tempo, as masmorras se repetem. mesmas salas quadradas, mesmas cores, inimigos que só trocam de camiseta. O combate, que começa divertido, vira automático. Mas há momentos genuínos: uma piada bem colocada no meio de uma dungeon, um personagem secundário que rouba a cena. Fia não é para quem busca desafio, mas para quem quer um abraço quentinho em forma de RPG.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Você procura um RPG leve, com foco em personagens e humor, e não liga para combate complexo? Então Fia pode ser o jogo ideal.
  • O jogo não tem legendas em português. verifique se você se sente confortável com inglês ou francês.
  • A campanha principal dura cerca de 24 horas. Para completar tudo, prepare-se para umas 50 horas de repetição.
  • O sistema é single player com ênfase em exploração de masmorras e interações na academia.
  • Se você valoriza desafio tático ou variedade visual, talvez seja melhor procurar outro título.

1. MADO MONOGATARI: Fia and the Wondrous Academy. Dungeon crawler RPG para PlayStation 5

MADO MONOGATARI: Fia and the Wondrous Academy é um convite ao sorriso fácil. Na primeira masmorra, Fia corre pelos corredores, coleta Orbes Elementais e, com a barra de Vitalidade caindo, decide arriscar por um baú trancado. A escolha parece tensa, mas a verdade é que os inimigos são tão fracos que você nunca está em perigo. O combate híbrido. movimentação livre, ações em tempo de espera. funciona, mas é raso. Você aperta ataque, espera, aperta de novo. Chefes caem em segundos, sem que você precise pensar em estratégia. Fora das masmorras, a Academia tenta brilhar. Fia planta sementes no jardim, cozinha curries que buffam o grupo, tenta pescar e falha. e isso é engraçado. As cutscenes são rápidas, os diálogos têm timing cômico, e a dublagem japonesa é carregada de personalidade. Mas o ciclo se desgasta: as missões secundárias são buscar itens nas mesmas dungeons, e as atividades escolares são superficiais. Plantar é um menu, cozinhar é combinar ingredientes sem surpresa. Falta profundidade para que essas mecânicas realmente importem. Visualmente, os retratos de Fia e dos colegas são o ponto alto. expressivos, desenhados com carinho. O 3D das masmorras, porém, parece de outra geração: texturas genéricas, animações rígidas. No PS5, roda liso, sem quedas, mas não impressiona. A trilha sonora é alegre, mas não gruda. No fim, MADO MONOGATARI é para quem quer um RPG leve, com personagens carismáticos e piadas genuínas. Se você busca combate tático ou masmorras criativas, a repetição vai cansar rápido. Ideal para fãs de Puyo Puyo ou de simuladores escolares fofos. desde que não se importem com a falta de legendas em português.

Prós

  • Personagens carismáticos e dublagem japonesa expressiva
  • Humor genuíno e diálogos bem escritos
  • Ciclo entre vida escolar e masmorras tem potencial
  • Não é punitivo: acessível para iniciantes no gênero

Contras

  • Masmorras repetitivas com pouca variedade visual e de inimigos
  • Combate básico e fácil demais, sem profundidade estratégica

Combate: simplicidade que cansa rápido

Correr até o inimigo. Esperar a barra de ação encher. Apertar ataque. Repetir. Esse é o loop do combate em MADO MONOGATARI. e ele cansa rápido. Você controla Fia e mais dois aliados em tempo real, mas a agressividade dos monstros é tão baixa que raramente precisa se mover. As Grandes Artes Mágicas exigem coletar Orbes Elementais espalhados pela masmorra. Quando ativadas, varrem a tela num show de luzes. bonito, mas sela o destino de qualquer luta. Chefes? O primeiro cai antes que você aprenda o padrão de ataques. Não há variedade de estratégias: spam de ataque básico resolve.

A barra de Vitalidade adiciona uma camada de tensão: cada andar consumido reduz seu máximo de HP. Na prática, você carrega curries e itens de recuperação que anulam o risco. O Grimório de habilidades é linear. desbloqueia magias novas conforme avança, mas sem ramificações que incentivem replay. O combate não atrapalha, mas também não empolga. Falta profundidade para quem busca o cerne do dungeon crawling.

Vida escolar: charme que não se sustenta

Plantar uma semente no jardim da Academia. No outro dia, uma flor brota. mas tudo o que você fez foi selecionar um item num menu. A pesca? Aperte o botão no momento certo e pronto. As aulas? Perguntas de múltipla escolha com recompensas óbvias. O charme inicial das cutscenes entre Fia e os colegas se desgasta quando você percebe que as atividades são superficiais. Cozinhar pratos que buffam o grupo é útil, mas a combinação de ingredientes não surpreende. A síntese de equipamentos segue a mesma lógica.

A academia é pequena. meia dúzia de ambientes com poucos NPCs. Os personagens secundários fora do grupo principal têm falas genéricas que não acrescentam. A promessa de um simulador escolar rico não se concretiza. Para quem gosta de colecionar receitas e subir nível de afinidade, há algum valor, mas é difícil ignorar que o potencial foi desperdiçado em sistemas burocráticos.

Visual, som e performance: acertos e tropeços

Fia franze a testa, arregala os olhos, e o retrato expressa exatamente o que ela sente. As ilustrações 2D são lindas e cheias de personalidade. Esse é o ponto alto do visual. O 3D, porém, parece de outra era: modelos simples, animações rígidas, masmorras com paredes genéricas e iluminação plana. Os inimigos mudam de cor, mas são essencialmente os mesmos. O contraste entre o 2D e o 3D é brutal. o charme está no papel, não no motor gráfico.

A trilha sonora cumpre o papel de manter o clima alegre, mas nenhuma faixa fica na cabeça. A dublagem japonesa é o verdadeiro trunfo: cada personagem tem uma voz que casa com a personalidade, e o timing cômico é afiado. No PS5, a performance é sólida. carregamento rápido, taxa de quadros estável. Nada de quedas ou bugs. Visualmente datado, mas rodando liso.

Perguntas frequentes sobre review MADO MONOGATARI: Fia and the Wondrous Academy PlayStation 5

MADO MONOGATARI: Fia and the Wondrous Academy tem legendas em português?

Não. O jogo oferece legendas em inglês e francês, e dublagem em japonês. A ausência de localização em português do Brasil é um ponto de atenção para quem não tem fluência nesses idiomas.

O combate (ATB) é muito difícil?

Não. A maioria dos críticos aponta o combate como básico e fácil, com inimigos que caem rápido e pouca necessidade de estratégia. Não é punitivo, mas também não desafia. Ideal para quem prefere uma experiência relaxada.

Quantas horas dura a campanha principal?

A história principal leva cerca de 24 horas. Se você fizer atividades extras e explorar, chega a aproximadamente 26 horas. Para completistas, o jogo pode passar das 50 horas.

O jogo roda bem no PlayStation 5?

Sim. A performance no PS5 é estável, com carregamentos rápidos e taxa de quadros consistente. Não há relatos de quedas ou travamentos significativos nessa plataforma.

Vale a pena para quem não conhece a série Mado Monogatari?

Sim. O jogo é uma porta de entrada independente. Você não precisa conhecer jogos anteriores ou a franquia Puyo Puyo para aproveitar a história e os personagens. O contexto é explicado de forma introdutória.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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