Madden NFL 25 no PS5: o melhor jogo da série em campo, mas os modos pedem socorro

Você já sentiu o impacto de um Hit Stick perfeitamente cronometrado em Madden NFL 25? A tela treme, o som do contato é seco, e o adversário cai como se tivesse levado um caminhão. Esse é o BOOM Tech em ação e é de longe a melhor coisa que a série fez em anos. Mas aí você sai de campo, entra nos menus, e a sensação de déjà vu bate forte. O jogo dentro das quatro linhas nunca foi tão bom; fora delas, a mesmice incomoda.

BOOM Tech não é frescura. Ele muda a forma como cada tackle, cada colisão, cada corrida se desenrola. As animações raramente se repetem, e a sensação de peso e impacto é a mais perto de uma transmissão real que a série já chegou. O Hit Stick redesenhado exige timing, e o novo sistema de balanço do portador da bola dá margem para jogadas improvisadas que antes eram roteirizadas. É um salto de qualidade que faz Madden 24 parecer um jogo da geração passada. O problema é que esse salto só acontece dentro das quatro linhas.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Se você é fã de futebol americano e busca a simulação mais realista possível, a jogabilidade com BOOM Tech é o melhor da série.
  • Se prioriza modos single-player com profundidade narrativa, o Franchise ainda carece de elementos como contratações com peso e jogadores insatisfeitos.
  • Iniciantes podem achar o Ultimate Team intimidador devido à ênfase em microtransações.
  • Na versão PS5, os carregamentos são quase instantâneos e você aproveita gatilhos adaptativos e feedback háptico (opcionais).

1. Madden NFL 25 (PlayStation 5) – Edição Padrão

Em uma jogada, usei um coverage shell para enganar o quarterback adversário e interceptar um passe no meio da zona coberta. Ferramentas assim tornam a experiência tática e recompensadora. BOOM Tech é o coração do Madden NFL 25 e, felizmente, ele bate forte. A física baseada em dados reais de peso, velocidade e força transforma cada contato em um evento único. Você vê um running back encolher o corpo para passar por um buraco na linha, um detalhe que sai direto das animações de 'ficar magro' que a EA implementou. O impacto de um Hit Stick bem cronometrado é visceral, com feedback visual e sonoro que premia a precisão. Até os chutes ganharam um novo medidor Multi-Meter que adiciona pressão extra. Fora a quantidade absurda de novas jogadas, mais de 900, e o ajuste de profundidade de rotas no pré-snap, que veio do College Football 25 e já era muito bem-vindo. Em termos de jogabilidade pura, este é o Madden mais rico e responsivo que já joguei. Mas aí vem o outro lado. Os modos que deveriam segurar o jogador por meses parecem ter recebido apenas uma demão de tinta. O Modo Franchise continua sendo o melhor da série, com contratação de coordenadores e draft mais refinado, mas ainda sentimos falta de profundidade narrativa, de jogadores insatisfeitos e de contratações com peso de verdade. O Superstar Mode melhorou, permite importar seu atleta do College Football 25, mas ainda é raso e pouco estimulante depois das primeiras temporadas. Já o Ultimate Team, como sempre, é a máquina de moer dinheiro da EA. Cheio de desafios e passes de recompensa, mas com uma parede de microtransações que afasta iniciantes. E, para completar, a dupla de comentaristas Mike Tirico e Greg Olsen (e a nova equipe Kate Scott e Brock Huard) soa genérica depois de algumas partidas, aquele tipo de narração de fundo que você desliga sem pensar duas vezes. Visualmente, Madden NFL 25 é um show. Os estádios, a iluminação, os modelos dos jogadores, tudo está no nível de uma transmissão de TV de domingo. As animações fluem de forma natural, e os carregamentos no PS5 são quase instantâneos. O feedback háptico e os gatilhos adaptativos (opcionais) adicionam uma camada extra de imersão. Porém, não é perfeito: alguns problemas de clipping ainda aparecem, e ver um wide receiver largar a bola sem explicação, algo que Tyreek Hill jamais faria, quebra a imersão. São pequenas arestas que não comprometem o conjunto, mas lembram que até os melhores jogos ainda têm imperfeições. No fim do dia, Madden NFL 25 é um jogo de contrastes. Você ama a jogabilidade renovada e odeia a sensação de que os modos poderiam ser muito mais. Para quem vem pulando as últimas edições ou quer a melhor experiência de futebol americano no console, é uma compra fácil. Para quem comprou Madden 24 e esperava uma revolução, a resposta é mais cautelosa. O jogo melhora onde importa, as quatro linhas, mas fora delas, a espera por uma reforma real continua.

Prós

  • Jogabilidade com BOOM Tech é a melhor da série
  • Apresentação gráfica e sonora de alto nível
  • Carregamentos rápidos e cross-play ativo entre PS5, Xbox e PC

Contras

  • Modos Franchise e Superstar evoluíram pouco
  • Ultimate Team excessivamente focado em microtransações

BOOM Tech: o divisor de águas que Madden precisava

A cada tackle, o BOOM Tech calcula peso, velocidade e ângulo. Um linebacker leve derruba um running back pesado? Só com timing perfeito. O Hit Stick redesenhado recompensa precisão: um acerto no momento certo derruba o adversário com violência. E o Ball Carrier Balance permite que corredores se recuperem de tackles mal feitos, criando jogadas improvisadas. Em uma jogada, usei um coverage shell para enganar o quarterback e interceptar um passe no meio da zona coberta. Ferramentas assim adicionam profundidade estratégica que a série pedia há anos. É o tipo de evolução que faz você sentir que está no controle de verdade.

Modos tradicionais: o calcanhar de Aquiles da série

A jogabilidade é nota 10, mas os modos fora de campo são um 7 conformado. O Franchise mode continua sendo o mais robusto, com draft melhorado e contratação de coordenadores. Mas cadê a narrativa? Jogadores insatisfeitos, contratações que pesam no vestiário, ideias que parecem ter ficado no papel. O Superstar mode ganhou a importação do College Football 25, o que é legal, mas a experiência ainda é rasa: você corre atrás de objetivos, mas sem a imersão de uma carreira de verdade. E o Ultimate Team, a máquina de moer dinheiro, continua lá, com desafios intermináveis e uma loja que grita "gaste mais". Para novatos, o MUT é um labirinto de passes e moedas que cansa antes de divertir. A sensação é de que a EA sabe fazer jogo bom, mas prefere não arriscar nos modos que poderiam ser o diferencial.

Visual, áudio e desempenho: um espetáculo com pequenas falhas

Madden NFL 25 é lindo, ponto. Os estádios têm vida, a iluminação muda conforme o horário da partida, os modelos dos jogadores são detalhados. As animações fluem com uma naturalidade que esconde os cortes na maioria das vezes. Os carregamentos no PS5 são instantâneos, e os menus, ágeis. O som também merece destaque: a trilha sonora energética e os efeitos de campo, como o som de um tackle pesado, transportam você para o gramado. O problema são os comentaristas. Mike Tirico e Greg Olsen (e a equipe alternativa Kate Scott e Brock Huard) repetem as mesmas frases após algumas partidas, perdendo a alma. E, aqui e ali, um clipping ou uma bola largada sem explicação lembram que o jogo ainda tem arestas. No geral, a apresentação é de primeira linha, mas o brilho poderia ser mais consistente.

Perguntas frequentes sobre review Madden NFL 25 PlayStation 5

Madden NFL 25 tem cross-play?

Sim, o cross-play funciona entre PS5, Xbox Series X|S e PC. Jogadores de PS4 e Xbox One ficam em seus próprios servidores.

O modo Superstar (carreira) é bom?

É melhor que em Madden 24, com a possibilidade de importar seu atleta do College Football 25. Ainda assim, falta profundidade e a progressão logo fica repetitiva.

Vale a pena migrar do Madden 24 para o 25?

Se você prioriza jogabilidade, sim. BOOM Tech faz uma diferença enorme. Se joga principalmente modos offline e não se importa com física, a evolução pode não justificar o preço cheio.

Quanto tempo dura a campanha principal?

A campanha principal leva cerca de 8 horas. Para completar tudo, incluindo modos extras, espere mais de 30 horas.

Preciso de internet para jogar Madden NFL 25?

Não, os modos offline como Franchise e Superstar funcionam sem conexão. Ultimate Team e multiplayer online exigem internet.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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