Madden NFL 24 no PS5: realismo em campo, mesmice fora dele

Josh Allen na capa, FieldSENSE e SAPIEN como carros-chefe. Madden NFL 24 chega prometendo o futebol americano mais realista já visto nos consoles. E, em muitos momentos, entrega. A questão é se isso basta para quem já viveu a temporada passada digitalmente.

Passei horas testando cada modo, sentindo o peso dos tackles e a fluidez das animações. A primeira impressão é forte: os jogadores se movem como gente, os estádios brilham, a grama parece de verdade. Mas depois do encanto inicial, algumas ranhuras aparecem.

A tese é clara: Madden 24 acerta dentro de campo, mas tropeça nos menus e na inovação dos modos. Se você pulou o 23, é o melhor simulador disponível. Se já está na roda há anos, o déjà vu pode pesar.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Foco no que muda: FieldSENSE e SAPIEN são exclusivos de PS5, Xbox Series e PC. Se você joga no PS4, perde o melhor do jogo.
  • Modos offline vs online: o modo Superstar é o grande destaque single-player, com Combine e minijogos. Ultimate Team continua pesado no grind.
  • Cross-play entre PS5, Xbox Series e PC funciona bem para partidas casuais, mas servidores no exterior podem causar lag no Brasil.
  • Sem localização em português: menus e narração estão em inglês. Se isso for um problema, prepare-se para se virar.

1. Madden NFL 24 para PlayStation 5: simulação esportiva com FieldSENSE e SAPIEN

Madden NFL 24 é o jogo de futebol americano mais bonito da série. A tecnologia SAPIEN refaz o esqueleto dos atletas, resultando em movimentos naturais e colisões que doem. Em campo, a IA adversária se adapta melhor ao seu estilo, e o Skill-Based Passing 2.0 dá controle fino nos lançamentos. Executar um dive pass com o QB enquanto a defesa fecha é uma das melhores sensações. O modo Superstar rouba a cena: você cria seu atleta, passa pelo NFL Combine com minijogos variados (desafios específicos por posição) e constrói uma carreira. O Superstar Showdown 3v3 em campo menor é puro arcade, ideal para partidas rápidas. O Franchise ganhou training camp e minijogos, mas as melhorias são incrementais. Ultimate Team segue firme com 7 temporadas de conteúdo, mas o grind é pesado. O calcanhar de Aquiles? Os menus. Eles são lentos, com resposta atrasada, e isso tira o ritmo entre as partidas. Alguns bugs visuais ainda aparecem, e a trilha sonora com linguagem explícita pode incomodar. Para quem vem do Madden 23, a sensação de 'mais do mesmo' é forte. Mas para estreantes ou saudosistas de um bom simulador, é a escolha certa.

Prós

  • Gráficos de ponta com modelos e estádios deslumbrantes
  • Animações mais naturais e colisões realistas graças ao SAPIEN
  • IA adaptativa melhora o desafio em campo
  • Modo Superstar é o destaque single-player, com Combine e Showdown 3v3 bem implementados
  • Minijogos de treino trazem variedade e conectam com a progressão

Contras

  • Menus extremamente lentos prejudicam a fluência da experiência
  • Poucas inovações reais em relação a Madden 23, sensação de déjà vu

FieldSENSE e SAPIEN: o salto visual e de controle

EA investiu no pacote FieldSENSE + SAPIEN. O FieldSENSE refina o controle em cada jogada: passes mais precisos, tackles com novas animações, bloqueios de corrida mais inteligentes. O SAPIEN reconstrói o esqueleto dos jogadores, fazendo com que cada movimento pareça orgânico. Num lançamento profundo, ver o wide receiver esticar o corpo num mergulho é de tirar o fôlego.

A IA também evoluiu. A defesa contra corrida fecha melhor os buracos, e os quarterbacks adversários leem suas coberturas com mais inteligência. No ataque, o Skill-Based Passing 2.0 permite passes em mergulho e novas trajetórias, dando mais opções para quem gosta de improvisar. Mas nem tudo são flores: o sistema de animações ainda trava de vez em quando, gerando colisões estranhas ou capturas que parecem forçadas.

Superstar rouba a cena, mas os modos tradicionais estagnaram

O modo Superstar é o ponto alto. Você customiza seu atleta com detalhes físicos, passa pelo Combine (aquele evento de testes da NFL) e é draftado. A progressão é gostosa, com minijogos específicos por posição. Um quarterback treina passes de precisão, um linebacker faz leitura de jogadas. O Superstar Showdown, modo 3v3 em campo reduzido, é pura diversão arcade, perfeito para partidas rápidas com amigos.

O Franchise ganhou um training camp com minijogos e mais opções de troca e realocação de times, mas ainda parece uma evolução modesta. Ultimate Team, o queridinho da EA, continua com seu ciclo de temporadas e moeda virtual. Quem não gosta de grind talvez prefira ficar longe. E os menus? Lentos. Navegar entre modos, ajustar configurações ou simplesmente sair de uma partida é um exercício de paciência.

Para quem é esse jogo?

Madden NFL 24 no PS5 é para quem quer a experiência mais realista de futebol americano até hoje e não se importa com menus lentos. Os tutoriais e o modo Superstar convidam novatos, sendo o melhor ponto de entrada da série. Para quem pulou o 23, o salto gráfico e de IA justifica o investimento. Se você jogou o 23 intensamente, prepare-se para sentir que está revivendo a mesma temporada, só que mais bonita.

Perguntas frequentes sobre review Madden NFL 24 PlayStation 5

Madden NFL 24 é muito diferente do 23?

Em campo, as diferenças aparecem: gráficos melhores, animações mais realistas e IA mais esperta. Fora dele, os modos são praticamente os mesmos, com o acréscimo do Superstar reimaginado. Se você busca uma revolução, não vai encontrar; se quer uma evolução visual e de jogabilidade, sim.

O jogo tem suporte a cross-play?

Sim, entre PS5, Xbox Series X|S e PC, em modos head-to-head e multiplayer online selecionados. Jogadores de PS4 e Xbox One ficam de fora.

O modo Superstar é bom?

É o melhor modo single-player do jogo. A criação de avatar é detalhada, o Combine com minijogos é divertido e a progressão de carreira dá vontade de continuar. O Showdown 3v3 é um adicional arcade muito bem-vindo.

Preciso de internet para jogar?

Não. Todos os modos principais (Franchise, Superstar, Exibição) podem ser jogados offline. Ultimate Team e partidas online exigem conexão.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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