Lost Soul Aside chega ao PS5 depois de quase uma década de desenvolvimento. O que começou como projeto solo de Yang Bing virou um dos títulos mais aguardados do China Hero Project da Sony. Agora nas mãos dos jogadores, é uma montanha-russa: em um minuto você vibra com um combo aéreo impecável; no outro, tropeça em uma cena mal editada ou um pulo que insiste em te jogar no abismo.
Desde o primeiro combo, fica claro: Lost Soul Aside não esconde suas inspirações. Bebe das fontes de Devil May Cry e Final Fantasy XV. Na prática, o combate entrega. As quatro armas. espada, greatsword, poleblade e foice. trocam na hora, os ataques de fusão com Arena dão show de luzes e os chefes exigem esquiva no timing certo. Quando o jogo faz o que promete, é difícil largar o controle.
Mas não é só combate. E é aí que as coisas desandam. A narrativa é genérica, os personagens são clichês e o level design parece saído de um disco de PS2. As partes de plataforma frustram, a dublagem em inglês é constrangedora (mude para o japonês ou chinês) e o jogo sofre com engasgos técnicos. A pergunta: o combate é bom o bastante para carregar o resto? Depende do que você busca.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Lost Soul Aside é um jogo de ação linear, focado em combos e chefes. Se você valoriza história, exploração ou polimento técnico, pode se decepcionar.
- O combate é o grande destaque: fluido, variado e com profundidade para quem gosta de criar combos. Fãs de Devil May Cry, Bayonetta e Ninja Gaiden vão se sentir em casa.
- A campanha principal dura entre 14 e 20 horas, com replay value via Boss Rush e Stage Select desbloqueáveis. Para 100%, prepare-se para múltiplas jogatinas.
- A versão de PS5 aproveita os gatilhos adaptáveis e o feedback tátil do DualSense. A performance, porém, tem quedas de quadro em áreas mais abertas e stutters no autosave.
- A dublagem original em inglês é fraca; a trilha sonora é esquecível. O ideal é usar áudio em japonês ou chinês, com legendas em português.
1. Lost Soul Aside para PS5: hack and slash com combate de alto nível e falhas no entorno
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No primeiro combate, a fluidez já impressiona. Trocar entre espada, greatsword, poleblade e foice em tempo real cria combos aéreos que parecem coreografados. Esquivar no último instante e revidar com um golpe de fusão de Arena traz satisfação de controle total. Os chefes, como o dragão gigante, exigem esperar o momento certo para atacar as asas; cada um tem padrões únicos que recompensam quem aprende. O sistema de habilidades de Arena. garras, cristal, gelo. permite quebrar guardas ou congelar inimigos, alterando o ritmo da luta. É, de longe, o que faz você querer continuar jogando. O problema é que tudo ao redor do combate parece ter recebido menos atenção. A história é genérica, os diálogos são fracos e os personagens (incluindo Kaser) não cativam. A exploração se resume a corredores lineares, com baús que raramente valem o desvio. E quando o jogo pede plataforma, a câmera atrapalha e os pulos parecem imprecisos, gerando quedas que quebram o ritmo. No PS5, a performance oscila: o combate se mantém fluido na maior parte do tempo, mas o autosave engasga e algumas áreas abertas sofrem com quedas de quadros. No fim, Lost Soul Aside é um jogo de extremos: o combate brilha, mas o restante deixa a desejar. Para quem só quer ação estilosa e releva os problemas, é uma boa pedida. Para quem busca experiência completa, talvez o jogo não atenda todas as expectativas.
Prós
- Combate fluido, variado e com profundidade comparável a Devil May Cry
- Chefes criativos e desafiadores que exigem estratégia
- Sistema de fusão com Arena adiciona camadas táticas interessantes
- Suporte ao DualSense com gatilhos adaptáveis e feedback tátil bem aplicado
Contras
- História genérica, personagens derivativos e diálogos fracos
- Level design linear e monótono, com plataforma frustrante e câmera que atrapalha
Como Lost Soul Aside joga na prática
O ritmo é imediato: você começa trocando golpes com inimigos básicos, aprendendo a alternar entre as quatro armas. A espada é equilibrada, a greatsword pesada, a poleblade alcança longe e a foice gira. A troca instantânea permite encadear combos, e Arena serve como canivete suíço com habilidades que interrompem ataques, abrem guardas ou causam dano em área. No primeiro chefe, o dragão, você precisa usar as garras de Arena para quebrar a guarda e depois atacar com a greatsword.
Os chefes são o ponto alto do combate. Cada um exige um padrão diferente de esquiva e contra-ataque. Um dragão gigante pede que você espere o momento certo para atacar as asas; um humanoide com hyper armor força um jogo mais defensivo, usando parry e desvio perfeito para criar janelas de dano. Quando o ritmo encaixa, a sensação é de controle total. O problema é que, entre um chefe e outro, você enfrenta hordas de inimigos em corredores idênticos, e a monotonia aparece. A variedade de inimigos até é razoável, mas a forma como eles são posicionados raramente surpreende.
Fora das lutas, a exploração decepciona. Os cenários são lineares, com poucos desvios que levam a baús com itens de utilidade questionável. A plataforma, quando aparece, frustra: pulos duplos e dash imprecisos, câmera que não acompanha e quedas que mandam para um checkpoint anterior. Felizmente, esses momentos são minoria, mas quebram o ritmo.
Para quem Lost Soul Aside é indicado e para quem não é
Fãs de hack and slash que sentem falta de Devil May Cry ou Bayonetta encontram em Lost Soul Aside exatamente o que procuram: combate estiloso, chefes desafiadores e liberdade para criar combos. A campanha de 14 a 20 horas sustenta o interesse, e o Boss Rush pós-jogo oferece desafio extra. É ação pura para quem prioriza gameplay.
Agora, se você joga por história, personagens ou imersão, prepare-se para a decepção. A narrativa é genérica, os diálogos fracos e o mundo linear não incentivam a exploração. Problemas técnicos como quedas de quadro e stutters de autosave também incomodam. E a dublagem em inglês é tão fraca que é melhor migrar para o japonês. No fim, Lost Soul Aside é para quem quer ação sem rodeios.
Perguntas frequentes sobre review Lost Soul Aside PlayStation 5
Lost Soul Aside tem modo cooperativo ou multiplayer?
Não. O jogo é estritamente single-player, focado na campanha linear e nos modos Boss Rush e Stage Select desbloqueáveis após zerar.
Quantas horas dura Lost Soul Aside?
A campanha principal leva entre 14 e 20 horas, dependendo do estilo de jogo. Para completar 100%, incluindo todas as conquistas e múltiplas jogatinas em dificuldades mais altas, pode passar de 30 horas.
Lost Soul Aside roda bem no PS5?
Na maior parte do tempo, sim. O combate se mantém fluido, com uso de gatilhos adaptáveis e feedback tátil. Porém, há relatos de quedas de quadro em áreas mais abertas e stutters no salvamento automático. Nada que quebre a experiência, mas perceptível.
Qual a melhor opção de áudio em Lost Soul Aside?
A dublagem original em inglês é fraca, com performances engessadas. Recomenda-se usar o áudio em japonês ou chinês, que combinam melhor com o estilo do jogo e têm dublagens mais competentes.
Vale a pena comprar Lost Soul Aside no lançamento?
Depende do seu perfil. Se você é fã incondicional de hack and slash e não se importa com história ou polimento técnico, sim. Caso contrário, o jogo tem qualidades, mas os defeitos podem frustrar quem busca uma experiência mais redonda.
