Lost Ruins no PS5: pixel art, estratégia e uma aventura curta mas intensa

Você acorda em uma masmorra escura, sem memórias. Uma feiticeira chamada Beatrice te resgata, e logo você está desviando de golpes de goblins enquanto tenta não morrer. Lost Ruins é essa tensão constante: uma metroidvania compacta que aposta em combate tático e interação ambiental. No PlayStation 5, o jogo ganha uma edição física com pixel art charmoso e uma proposta que divide opiniões. Será que a lentidão proposital do combate compensa a criatividade que ele exige?

A história é simples. serve apenas para dar contexto à exploração. O que realmente importa é a gameplay: cada esquiva, cada golpe e cada poção contam. Lost Ruins não é para quem quer correr e sair batendo. É para quem aprecia um desafio que exige paciência, planejamento e, acima de tudo, criatividade no uso do ambiente.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • O combate é lento de propósito e estratégico: cada arma tem seu timing, e a esquiva é sua melhor aliada, mas sem invencibilidade.
  • A progressão é baseada em inventário, não em níveis. Colete equipamentos, acessórios e magias para adaptar seu estilo.
  • O jogo é curto: cerca de 6 horas na campanha principal, mas com modos extras (Witch Mode, Assassin Mode, Boss Mode) e dois finais que incentivam rejogadas.
  • O mapa é linear, sem grande backtracking. Não espere um metroidvania clássico de exploração livre.
  • Disponível em português do Brasil, com texto completo localizado.

1. Lost Ruins. PS5: combate tático em pixel art

Imagine estar encurralado por goblins, sem saída. Você percebe um barril de óleo ao lado. Um golpe na direção certa e o fogo se espalha, queimando os inimigos. Esses momentos de descoberta são o coração de Lost Ruins. Controlando uma garota amnésica, você explora masmorras, enfrenta monstros com armas medievais e magias, e usa o cenário a seu favor. Cada área exige que você adapte seu equipamento. são duas armas, duas magias e até quatro acessórios que mudam completamente sua abordagem. A arte em pixel art é o ponto alto. Os personagens têm animações fluidas e design carismático, embora os cenários. especialmente os mais escuros. pareçam simples demais em alguns momentos. A trilha sonora cumpre o papel, mas não rouba a cena. O combate é o verdadeiro protagonista: lento, pesado, exigindo que você decore os padrões dos inimigos. A esquiva é seu único movimento defensivo e não tem frames de invencibilidade. Para quem gosta de pensar antes de atacar, é recompensador. A duração é o calcanhar de Aquiles. Com cerca de 6 horas na campanha principal, e um pouco mais com os extras, o conteúdo é enxuto. Por outro lado, os modos alternativos. Witch Mode (só magia), Assassin Mode (sem magia) e Boss Mode. alongam a vida útil e dão motivo para rejogar, especialmente para quem busca o 100% ou os dois finais. O sistema de checkpoints, que não permite reativar os mesmos pontos, pode frustrar. Ainda assim, Lost Ruins entrega exatamente o que promete: uma aventura compacta, tática e visualmente atraente, feita sob medida para fãs de desafio estratégico.

Prós

  • Animações de pixel art fluidas e design de personagens carismático
  • Variedade de armas, magias e acessórios que permitem montar estratégias diferentes
  • Interação ambiental criativa: congelar poças, queimar barris, ativar armadilhas
  • Modos extras e múltiplos finais aumentam a rejogabilidade
  • Suporte ao idioma português brasileiro com boa localização

Contras

  • Combate lento e movimentação pesada, que podem desagradar quem prefere ação rápida
  • Duração curta (cerca de 6 horas) e conteúdo limitado

Combate que exige paciência e criatividade

Esqueça a ideia de sair batendo espada por aí. Lost Ruins te obriga a pensar. Cada inimigo tem um padrão, e a forma mais eficiente de lidar com ele raramente é atacar de frente. Use o ambiente: um lago congelável vira armadilha, tochas acesas incendeiam poças de óleo, e barris explosivos podem mudar o rumo de uma briga. A variedade de equipamentos também ajuda. você pode montar um kit focado em veneno, outro em fogo, ou apostar em magia pura. O lado ruim é que a movimentação e o pulo são pesados de propósito, dando uma sensação de falta de fluidez. Mas, depois de algumas horas, você se acostuma e começa a apreciar o ritmo mais calculado. As boss fights são o auge dessa fórmula: exigem estudo, paciência e adaptação.

Uma aventura compacta, com modos para esticar

Se você espera um metroidvania de 30 horas, está no lugar errado. Lost Ruins é direto: a campanha principal leva entre 6 e 8 horas, e o mapa é pequeno e linear. Não há muito backtracking, e as áreas se conectam de forma simples. A boa notícia é que o jogo não acaba quando os créditos sobem. Além de dois finais diferentes (que exigem escolhas durante a jornada), há modos extras desbloqueáveis: Witch Mode (apenas com magia), Assassin Mode (sem magia, só armas) e Boss Mode (enfrente os chefes controlando-os). Para completistas, a platina no PS5 demanda várias jogatinas, o que pode ser um estímulo ou um castigo, dependendo do seu nível de paciência com a repetição de áreas já conhecidas.

Visual charmoso, mas com limitações

O pixel art de Lost Ruins é um dos seus maiores trunfos. Os personagens têm expressões nítidas, as animações são fluidas e o estilo anime encaixa bem com a atmosfera sombria. Porém, quando você para para observar o cenário, percebe que muitos fundos são excessivamente escuros ou simples. há trechos em que a tela parece mais preta do que deveria. A trilha sonora é atmosférica, mas sem grandes picos; funciona como pano de fundo, não como destaque. No PS5, o jogo roda liso, sem quedas de quadros ou bugs aparentes, e os carregamentos são quase instantâneos. A localização em português brasileiro é um acerto, com textos bem traduzidos e sem erros gritantes. No geral, o pacote visual e sonoro cumpre o propósito, mas não espere algo na altura dos grandes do gênero.

Perguntas frequentes sobre review Lost Ruins PlayStation 5

Lost Ruins é um metroidvania tradicional?

Não exatamente. Embora tenha elementos como mapa interconectado e habilidades que abrem novas áreas, a progressão é linear e o backtracking é mínimo. É mais uma ação-aventura com toques de sobrevivência e metroidvania.

O combate realmente é lento?

Sim, e propositalmente. Cada golpe tem um timing específico, e a esquiva não tem invencibilidade. A ideia é incentivar o planejamento e o uso do ambiente, não sair batendo desenfreadamente. Quem prefere ação rápida pode estranhar.

Vale a pena comprar a versão física de PS5?

Depende do seu apego por mídia física e do quanto você valoriza uma experiência compacta. O jogo tem charme e modos extras, mas a duração curta pode não justificar o investimento para quem busca horas e horas de conteúdo.

Tem suporte a português?

Sim, o jogo conta com textos totalmente localizados em português do Brasil, incluindo menus, diálogos e descrições de itens.

Quantas horas dura a campanha?

A campanha principal leva cerca de 6 horas. Com extras e modos alternativos, pode chegar a 8 ou 9 horas. Para completistas que buscam todos os finais e modos, o tempo ultrapassa 20 horas.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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