Morrer é parte do aprendizado, mas em Lords of the Fallen a morte não é o fim. Ela abre as portas do Umbral, um reino paralelo onde o jogo ganha outra camada. Você acorda em um mundo cinzento, com inimigos mais agressivos e a certeza de que a próxima morte pode ser a última e custar todo o seu Vigor. É tenso, mas é também a maior sacada do jogo.
A Umbral Lamp é sua ferramenta para alternar entre os reinos a qualquer momento. Com ela, você revela passagens secretas, puxa almas de inimigos e resolve puzzles que antes pareciam sem solução. A exploração te mantém curioso o tempo todo. Cada canto esconde algo, e o level design intrincado recompensa quem presta atenção.
A ambientação gótica, a variedade de builds e a liberdade de criar seu próprio estilo de luta são os maiores acertos. Mas os picos de dificuldade mal calibrados, a colocação de inimigos que às vezes parece artificial e problemas técnicos que insistem em aparecer fazem o jogador alternar entre o deslumbramento e a irritação. Será que vale a viagem entre os mundos?
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- É um soulslike genuíno: combate punitivo, checkpoints esparsos e exploração recompensadora. Se você não gosta do gênero, talvez não seja a sua praia.
- A mecânica dos dois reinos é o coração do jogo e muda completamente a forma de navegar os cenários. Use a lanterna constantemente.
- O modo cooperativo é completo: um amigo pode entrar na sua campanha com progressão compartilhada. Perfeito para quem encara desafios acompanhado.
- A performance no PS5 melhorou significativamente com patches, mas ainda podem ocorrer quedas de frame rate em áreas densas. Nada que comprometa a experiência para quem está acostumado com o gênero.
- A Edição Padrão já oferece dezenas de horas de conteúdo. Não é necessário investir em edições especiais para aproveitar o melhor do jogo.
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Lords of the Fallen é um soulslike que aposta suas fichas na criativa alternância entre dois reinos. A exploração de Mournstead revela segredos que só a Umbral Lamp descobre: passagens invisíveis, plataformas que surgem do nada, inimigos que só existem no lado sombrio. A exploração é generosa e recompensa a curiosidade com atalhos, equipamentos raros e uma sensação de descoberta que lembra os melhores momentos do gênero. O combate é fluido e satisfatório, com uma variedade enorme de armas, magias e estilos de luta. Você pode criar um cavaleiro pesado, um mago puro ou um híbrido sem restrições de classe, já que a evolução do personagem é livre. A cooperação completa é um diferencial e tanto: jogar com um amigo do início ao fim, com progressão compartilhada, torna a jornada mais leve e divertida. No entanto, o jogo tropeça em alguns lugares. A dificuldade tem picos estranhos. O primeiro chefe pode ser um muro intransponível enquanto outros passam batido. A colocação de inimigos em grupos grandes parece forçada em alguns momentos, e a câmera em lutas com muitos oponentes pode atrapalhar. A performance no PS5, embora melhor do que no lançamento, ainda não é 100% estável. Para fãs de Soulslike que valorizam exploração e não se importam com alguns percalços técnicos, Lords of the Fallen é uma adição valiosa ao gênero.
Prós
- Mecânica de dois reinos criativa e bem integrada à exploração e ao combate
- Level design intrincado com muitos segredos e atalhos
- Grande variedade de builds e customização de personagem
- Modo cooperativo completo com progressão compartilhada
- Ambientação gótica e design de monstros impressionantes
Contras
- Dificuldade inconsistente com picos frustrantes, especialmente no início
- Colocação de inimigos em grupos grandes parece artificial em algumas áreas
Um mundo que pede para ser explorado
Pegue a Umbral Lamp e mude a realidade. Essa é a ideia que faz o jogo brilhar. Cada área em Axiom tem uma contraparte em Umbral, e usar a lanterna para espiar o outro lado revela caminhos secretos, itens e até inimigos que podem ser puxados para o mundo real. A sensação é de estar sempre descobrindo algo novo, mesmo depois de horas de exploração.
Os cenários são variados e conectados de forma intrincada. Castelos em ruínas, pântanos pestilentos, cavernas geladas. A variedade visual mantém o interesse, e o level design recompensa quem presta atenção: um atalho desbloqueado aqui, um baú escondido ali. Os fãs de Dark Souls vão se sentir em casa.
Onde a ambição pesa
Nem tudo são flores em Mournstead. A dificuldade tem picos que parecem mal calculados. O primeiro grande chefe é um teste de paciência que pode fazer você desistir, enquanto outros são bem mais fáceis e passam rápido. A colocação de inimigos também incomoda: grupos de 4 ou 5 caras que atacam em sincronia, claramente pensados para matar o jogador antes que ele entenda o padrão.
Os problemas técnicos, embora amenizados com atualizações, ainda aparecem. Em áreas com muitos efeitos de partículas e inimigos, o jogo engasga. Nada que quebre a experiência, mas quebra o ritmo em momentos cruciais.
Para quem é essa jornada?
Lords of the Fallen é um prato cheio para quem ama soulslike e está cansado de jogos que não inovam. A mecânica dos dois mundos adiciona uma camada tática que poucos jogos do gênero têm. Se você prefere jogar sozinho, a experiência é sólida; se tem um parceiro para cooperar, melhor ainda.
Por outro lado, se você não tem paciência para dificuldade desbalanceada ou se sente frustrado com quedas de performance, talvez seja melhor esperar uma versão mais polida ou partir para outro título. Não é um jogo para quem busca fluidez técnica impecável, mas para quem valoriza ideias novas e exploração recompensadora.
Perguntas frequentes sobre review Lords of the Fallen PlayStation 5
Lords of the Fallen tem modo cooperativo?
Sim. O jogo oferece campanha cooperativa completa para dois jogadores, com progressão compartilhada, além de um modo PvP para quem quiser testar suas habilidades contra outros.
O jogo é muito difícil?
A dificuldade é característica de soulslike, mas com picos inconsistentes. O primeiro chefe pode ser um obstáculo enorme, enquanto outros são mais tranquilos. Exige paciência e aprendizado por tentativa e erro.
Vale a pena comprar no PS5 em 2025?
Com os patches de correção, a experiência está melhor do que no lançamento. Se você é fã do gênero e curte exploração, a compra é justificada pelo conteúdo oferecido. Apenas vá ciente de que ainda existem pequenos problemas técnicos.
