Review Lords of the Fallen: a lanterna que brilha (e tropeça) no soulslike

Sobreviver em Mournestead é osso. O ar pesa, cada esquina esconde um monstro e a morte é companhia constante. Mas você carrega uma ferramenta capaz de fatiar a realidade: a lanterna umbral. Num corredor escuro, ela revela uma ponte invisível, mas atravessar significa invocar o ceifador, que começa a te perseguir se você demorar. Esse risco calculado é o que diferencia Lords of the Fallen de outros soulslikes.

Morrer em Axiom não é o fim: você renasce em Umbral, o reino dos mortos, com uma segunda chance que vira corrida contra o tempo. Enquanto explora, inimigos surgem a cada minuto, e um ceifador implacável aparece após uns cinco minutos. É tenso, criativo e recompensador quando funciona.

Patches recentes domaram os piores bugs de performance, mas ainda há engasgos. A colocação de inimigos, especialmente nos primeiros mapas, parece desenhada para irritar: grupos que te cercam sem espaço para reação. Os chefes, salvo exceções, são mais fáceis que a caminhada até eles. Um desbalanceamento que frustra. Lords of the Fallen exige paciência e um certo amor pelo sofrimento calculado.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Espere gastar stamina igual água em um furacão: cada esquiva mal calculada pode custar a vida. O combate é pesado, baseado em stamina, com esquivas e parries. Nada de ação desenfreada.
  • A lanterna umbral é sua melhor amiga: explore os dois reinos para não perder segredos, atalhos e itens raros. Ficar em Umbral tempo demais atrai o ceifador. Use com sabedoria.
  • A Deluxe Edition adiciona armaduras exclusivas, artbook digital e trilha sonora. Nada que mude o gameplay. Se você curte extras cosméticos, vale o upgrade. Caso contrário, a Standard Edition basta.
  • O jogo roda melhor no PS5 após as atualizações, mas áreas densas ainda podem causar quedas de frame. Nada que estrague a experiência, mas desavisados podem estranhar.
  • Prepare-se para uma jornada de 30 a 50 horas, dependendo da exploração e do número de mortes. Com calma, você absorve cada detalhe do level design engenhoso.

1. Lords of the Fallen Deluxe Edition – PlayStation 5: Um soulslike criativo, mas imperfeito

Lançar-se entre os reinos não é só um truque: é a alma do jogo. Usar a lanterna para revelar passagens ocultas, atordoar inimigos com Soulflay ou admirar a sobreposição macabra de Umbral sobre Axiom são momentos que poucos soulslikes entregam. O level design é engenhoso, repleto de atalhos que conectam áreas de forma satisfatória. A variedade de builds (nove classes iniciais e centenas de armas) mantém a experimentação viva por várias jornadas. A frustração está nos detalhes. A colocação de inimigos parece um trânsito em horário de pico: grupos que te cercam sem dar chance para reação. A câmera, em lutas contra múltiplos adversários, vira uma bagunça. E embora os patches tenham domado os piores bugs de performance, ainda rola uma ou outra engasgada. Os chefes, salvo exceções, são mais fáceis do que a caminhada até eles. Um desbalanceamento estranho. A Deluxe Edition no PS5 é para quem quer o pacote completo de extras cosméticos e digitais. Nada que altere a experiência central, mas se você é fã de colecionáveis digitais, faz sentido. No fim, Lords of the Fallen é um jogo que vale a pena para quem busca um soulslike com personalidade, desde que esteja disposto a ignorar algumas arestas.

Prós

  • Mecânica dos dois reinos criativa e bem integrada à exploração
  • Level design interconectado com atalhos recompensadores
  • Grande variedade de classes, armas e possibilidades de build
  • Suporte pós-lançamento com patches que melhoraram performance e adicionaram crossplay

Contras

  • Colocação de inimigos por vezes injusta, com grupos que cercam o jogador
  • Câmera problemática em combates com múltiplos adversários

O que faz Lords of the Fallen diferente?

Num corredor escuro, você acende a lanterna umbral e vê uma plataforma flutuando no ar, só visível no mundo dos mortos. Atravessar para Umbral revela um baú, mas o medidor de perigo começa a encher. Inimigos surgem, o ceifador se aproxima, e cada segundo vira uma decisão. Essa é a essência do jogo: risco e recompensa em cada esquina.

O Soulflay permite extrair a alma de um inimigo, atordoando-o ou jogando-o de um penhasco. O sistema wither recupera vida perdida se você contra-atacar, incentivando agressividade. Tudo encaixa bem na proposta de um soulslike que tenta (e muitas vezes consegue) ser mais do que uma cópia.

Dicas para aproveitar melhor a jornada

Invista na lanterna cedo: ela é a chave para atalhos e itens valiosos. Morrer em Axiom não é o fim: a segunda chance em Umbral pode render descobertas, mas fique de olho no medidor de perigo. Plante sementes de vestígio em locais estratégicos antes de áreas complicadas; elas funcionam como checkpoints temporários e salvam caminhadas longas. Varie as armas: o jogo recompensa experimentação. E, acima de tudo, explore cada canto. Os melhores segredos estão em Umbral.

Perguntas frequentes sobre review Lords of the Fallen Deluxe Edition PlayStation 5

Precisa ter jogado o Lords of the Fallen de 2014?

Nem pensar. Esse é um reboot independente: a história se passa mil anos depois, mas você não perde nada começando por aqui.

O modo cooperativo funciona bem?

Sim, o cooperativo online permite jogar a campanha inteira com um amigo. Após atualizações, também há crossplay entre todas as plataformas. A progressão é compartilhada, o que torna a experiência mais leve.

Vale a pena comprar a Deluxe Edition?

Depende. A Deluxe adiciona armaduras exclusivas, artbook digital, trilha sonora e um visualizador 3D. Nada disso muda o gameplay. Se você gosta de extras cosméticos e bastidores, vá de Deluxe. Caso contrário, a Standard já entrega o jogo completo.

O jogo é muito difícil?

É um soulslike, então sim, há desafio. Mas a dificuldade é irregular: alguns trechos são punitivos por causa de grupos de inimigos, enquanto chefes principais podem ser mais fáceis que o esperado. Paciência e exploração ajudam a equilibrar.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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