O apocalipse chegou e todas as mulheres sumiram. Brad Armstrong encontra um bebê. Buddy. e decide protegê-la a qualquer custo. Essa premissa já define o tom de LISA: Definitive Edition, um RPG que transforma cada escolha em cicatriz. Não espere heróis: espere um homem quebrado atravessando um mundo quebrado.
A edição reúne LISA: The Painful e LISA: The Joyful, duas campanhas que se complementam. A primeira segue Brad em busca da filha adotiva; a segunda coloca você no controle de Buddy. São mais de 30 personagens recrutáveis, cada um com habilidades únicas, e um sistema de moralidade que não perdoa: um erro pode fazer você perder um membro do grupo para sempre.
A Definitive Edition não é só uma repaginada nos gráficos. Ela adiciona conversas na fogueira entre os membros do grupo, novos chefes, segredos, múltiplos finais e um modo Painless para quem quer focar na história sem tanta punição. No PS5, o jogo roda a 120 FPS e usa o DualSense com feedback tátil e luz, deixando a imersão ainda mais tensa.
Mas LISA não é para todo mundo. O tom pesado, a falta de orientação e a dificuldade em alguns trechos podem afastar quem busca um RPG mais convencional. Para quem encara, porém, a recompensa é uma das experiências narrativas mais marcantes dos últimos anos.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Se você valoriza história e escolhas com consequências reais, LISA é prato cheio.
- Os gráficos em pixel art lembram RPG de 16 bits: não espere visuais modernos.
- O jogo aborda temas como trauma, abuso e sacrifício. Não é uma experiência leve.
- A versão PS5 oferece 120 FPS e suporte ao DualSense, mas o conteúdo é o mesmo das outras plataformas.
- Prepare-se para perder personagens de forma permanente. Cada decisão pesa.
1. LISA: Definitive Edition (PS5). Compilação definitiva do RPG cult
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LISA: Definitive Edition reúne duas campanhas em um pacote que pesa na alma. No PS5, testamos o jogo rodando a 120 FPS: a fluidez transforma cada turno em tensão pura. O DualSense vibra a cada golpe, a luz do controle muda conforme o estado de Brad. As conversas na fogueira revelam passados dos 30 personagens recrutáveis, e cada perda permanente dói de verdade. O modo Painless suaviza a dificuldade, mas a falta de mapas e dicas claras mantém a sensação de desamparo. Para quem busca uma narrativa que não alivia, LISA entrega horas de conteúdo denso com múltiplos finais e segredos. Os gráficos pixel art são simples, mas a trilha sonora melancólica compensa. É um jogo que exige paciência, mas recompensa com uma das histórias mais marcantes do gênero.
Prós
- Narrativa impactante com escolhas que realmente importam
- Mais de 30 personagens recrutáveis com habilidades variadas
- Modo Painless torna o jogo mais acessível
- Ótimo desempenho no PS5: 120 FPS e DualSense
- Conteúdo extra: novos chefes, segredos e múltiplos finais
Contras
- Gráficos pixel art simples e datados
- Frustração em alguns picos de dificuldade
Narrativa e escolhas: o coração de LISA
A história de LISA não é contada só nos diálogos. Ela está nas decisões que você toma e nos companheiros que perde pelo caminho. Cada recruta tem um passado revelado nas conversas de fogueira, novidade desta edição, e pode morrer de forma permanente se você errar a mão. O roteiro abusa de humor negro para equilibrar a tensão, mas não alivia quando o assunto é trauma, vício e sacrifício.
Brad não é um herói clássico. É um homem quebrado, e o jogo não tenta maquiar isso. A jornada dele por Olathe é cheia de encontros bizarros, momentos de beleza inesperada e uma tristeza que gruda. Quem curte Undertale ou EarthBound vai reconhecer a estrutura, mas o tom aqui é bem mais pesado.
Jogabilidade e combate: simples, mas brutal
O combate é em turnos, com ataques básicos e habilidades especiais de cada personagem. A simplicidade é proposital: o foco não está na profundidade estratégica, mas na gestão de recursos e no medo de perder alguém. O sistema da droga Joy é um exemplo: usar aumenta o poder, mas vicia e causa abstinência, deixando o personagem vulnerável. Cada batalha pode ser a última de um aliado.
Fora do combate, a exploração é lateral, com plataforma e perigos instantâneos. Não espere explicações: o jogo te solta no mapa e cabe a você descobrir para onde ir. Isso gera uma sensação de desamparo que combina com o mundo, mas pode frustrar quem prefere mais direção.
Versão PS5: desempenho e DualSense
No PlayStation 5, LISA: Definitive Edition roda a 120 FPS com carregamento quase instantâneo. A diferença para versões de consoles mais antigos é notável: a fluidez deixa o jogo mais responsivo. O DualSense é bem aproveitado: a luz muda conforme o estado do personagem, o feedback tátil traduz o ambiente e até as músicas tocam no controle. Não é uma transformação, mas um cuidado que mostra que a Serenity Forge caprichou na adaptação.
Há suporte a troféus com platina no PS5, e o cross-buy entre PS4 e PS5 está presente. Quem tem a versão de PS4 pode jogar no PS5 sem custo extra.
Perguntas frequentes sobre review LISA: Definitive Edition Definitive Edition PlayStation 5
Preciso ter jogado os originais?
Não. A Definitive Edition inclui os dois jogos completos, então é o melhor ponto de partida.
Qual a diferença entre os modos Normal e Pain?
Normal é o padrão; Pain aumenta a dificuldade com menos recursos e inimigos mais agressivos. O modo Painless é o fácil, ideal para quem quer só a história.
Tem legendas em português?
Sim, o jogo tem legendas em português do Brasil confirmadas, além de outros idiomas.
O jogo é muito longo?
A campanha principal de The Painful leva cerca de 13 horas, e com extras chega a 20 horas. The Joyful adiciona mais 6 a 10 horas. Com conteúdo secundário, você pode passar de 30 horas.
