O incêndio no campus da Caledon University já queima quando Max e Chloe se reencontram. Três dias para evitar o pior. Chloe fala de memórias impossíveis, de duas realidades que colidiram. Reunion entrega esse reencontro com um abraço apertado. e um passo atrás no tempo. Mas nem tudo são flores.
A Deck Nine tenta amarrar as pontas soltas de Double Exposure e dar um final digno para a dupla. Em muitos momentos, acerta. A química entre elas é tão forte que carrega a campanha. Fora do brilho emocional, porém, o jogo tropeça em bugs de textura, FPS instável e nostalgia que cansa.
Veio pelo desfecho? Prepare o lenço. Veio por algo novo? Talvez saia com a sensação de déjà vu. Reunion é uma carta de amor para quem acompanhou Max e Chloe desde o início. Mas, como toda carta longa, tem seus deslizes.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Sem ter jogado Life is Strange e Double Exposure, metade das referências vira ruído. Reunion não é ponto de partida.
- As escolhas parecem levar a caminhos diferentes, mas no fim o roteiro empurra para um desfecho parecido. O impacto é menor.
- História principal: entre 9 e 12 horas. Para ver todos os finais e platinar, umas 25 a 30 horas.
- Prepare-se para texturas que demoram a carregar e engasgos no PS5. A imersão sofre.
- Múltiplos finais existem, mas o trajeto é mais reto do que você espera da série.
1. Life is Strange: Reunion para PlayStation 5 – Review Editorial
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Life is Strange: Reunion é o reencontro emocional de Max e Chloe que funciona como ímã para fãs de longa data. Você controla ambas alternadamente na Caledon University: Max usa o Rewind para testemunhar mortes brutais e voltar no tempo, Chloe usa o Backtalk em raros momentos. Fora o carisma da dupla, a investigação do incêndio é rasa, as escolhas pesam menos, e o jogo sofre com bugs de iluminação, texturas lentas e quedas de FPS no PS5. A trilha sonora é boa, mas sem hits marcantes. Para quem quer se despedir com um nó na garganta, entrega o suficiente. Fan service no alvo, mas limitado.
Prós
- Reencontro emocionante entre Max e Chloe, com química forte
- Atuação de voz excelente de Hannah Telle e Rhianna DeVries
- Rewind traz cenas de morte impactantes; Backtalk funciona quando aparece
- Final satisfatório para a saga, com múltiplos desfechos
Contras
- Quedas de FPS em áreas abertas, texturas que demoram a carregar, bugs de iluminação
- Dependência excessiva de nostalgia e fan service, com escolhas menos impactantes
Como a jogabilidade se comporta?
Você segura R2 e vê a cena retroceder. Max testemunha a morte de um personagem, o corpo cai, o sangue respinga. Volta. Agora sabe o que evitar. O Rewind é visceral. Alternar para Chloe com um toque traz o Backtalk: você escolhe as palavras certas para convencer, mas a mecânica aparece raramente. Fora isso, exploração, coleta de pistas e quebra-cabeças leves. a fórmula intacta.
Na prática, o Rewind permite refazer conversas com novas informações, mas a sensação de escolha real é menor. As consequências são maquiadas; o jogo guia para um desfecho com variações pequenas.
Os momentos contemplativos. um passeio pelo campus, um podcast no fone. quebram a urgência. Funcionam como respiro, mas às vezes parecem enchimento.
O que a história entrega?
Chloe aparece no corredor da Caledon University. 'Você também está vendo isso?', ela pergunta. A linha do tempo rachou. Max volta de uma viagem e encontra o campus em chamas. Uma selfie a transporta três dias antes. A missão: evitar o incêndio e lidar com as consequências das escolhas do passado.
O roteiro capricha nos momentos íntimos. Piadas internas, olhares, uma conversa sobre o que poderia ter sido. Quem jogou os anteriores sente o frio na barriga. Mas a trama central do incêndio é frágil. A investigação se arrasta, os vilões são previsíveis. Vinh e Safi, que deveriam brilhar, ficam subdesenvolvidos.
A nostalgia carrega o jogo. Cada referência ao primeiro Life is Strange é um choque de reconhecimento. Sem essa bagagem, o jogo perde muito.
E o desempenho no PS5?
No meio de um diálogo importante, a textura do rosto de Max demora segundos para carregar. O FPS cai em áreas abertas. A iluminação pisca. No PS5, Reunion é um festival de pequenos desastres técnicos. A versão de PS5 Pro ajuda, mas não resolve.
A direção de arte é bonita. aquele estilo pintado à mão. mas as animações faciais e os cenários reciclados de Double Exposure entregam cansaço. A trilha sonora? Boa, mas sem hits como 'Obstacles' ou 'Mt. Washington'.
Para um lançamento de 2026, a falta de polimento surpreende. Se você é sensível a performance, prepare-se para se irritar.
Perguntas frequentes sobre review Life is Strange: Reunion () PlayStation 5
Preciso jogar os jogos anteriores para entender Life is Strange: Reunion?
Sim. O jogo é uma continuação direta de Double Exposure e depende fortemente do vínculo emocional construído com Max e Chloe desde o primeiro Life is Strange. Jogadores novos vão se sentir perdidos.
Quantas horas dura a campanha?
A história principal leva entre 9 e 12 horas. Para coletar todos os itens e ver todos os finais, prepare-se para umas 25 a 30 horas.
Life is Strange: Reunion tem múltiplos finais?
Sim, há diferentes desfechos dependendo das suas escolhas ao longo do jogo, especialmente na investigação do incêndio. Mas o impacto das decisões é menor do que em títulos anteriores.
O jogo tem problemas técnicos no PS5?
Infelizmente sim. Quedas de FPS, texturas que demoram a carregar e alguns bugs visuais são comuns. O PS5 Pro oferece mais estabilidade, mas não é perfeito.
