Raziel emerge do abismo, asas retorcidas, e alterna para o Reino Espectral para atravessar uma grade. A nova bússola aponta o caminho. É assim que Soul Reaver volta em 2024: mesma personalidade dos anos 2000, mas com uma roupagem que faz justiça à memória.
A Aspyr e a Crystal Dynamics reuniram os dois primeiros títulos da série em uma coletânea remasterizada que mantém a narrativa densa e a atmosfera gótica, enquanto adiciona mapa, bússola, modo foto e texturas em alta resolução. Depois de horas explorando Nosgoth no PS5, a conclusão é clara: o remaster acerta na maioria dos pontos, mas tropeça em alguns detalhes que merecem atenção antes da compra.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Verifique se você curte ação-aventura com exploração Metroidvania e quebra-cabeças de alternância entre dimensões. é o coração da jogabilidade.
- A narrativa é densa e filosófica; se você prefere histórias mais diretas, o tom pode soar arrastado.
- O pacote inclui dois jogos completos mais extras (Lost Levels, modo foto), então o volume de conteúdo é generoso.
- No PS5, o desempenho é sólido, mas versões de outras plataformas podem apresentar frame stuttering. confira a sua plataforma.
- Dá para alternar entre gráficos originais e remasterizados a qualquer momento, ideal para comparar e sentir a evolução.
1. Legacy of Kain: Soul Reaver 1&2 Remastered para PlayStation 5: clássicos repaginados
Fonte: Amazon.com.brLegacy of Kain™ Soul Reaver 1&2 Remastered – PlayStation 5
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A coletânea reúne Legacy of Kain: Soul Reaver e sua sequência em versões remasterizadas que vão além de um simples aumento de resolução. As texturas ganharam alta definição, os modelos dos personagens. principalmente Kain e os chefes. foram refeitos com polígonos adicionais. Ao enfrentar Melchiah, suas texturas repolhudas em alta resolução mostram cada detalhe nojento. As cutscenes receberam um tratamento de fidelidade que impressiona. O resultado é um visual que mantém a atmosfera sombria original, mas com nitidez de dar gosto de ver num monitor 4K. Na prática, o núcleo da experiência continua sendo a jogabilidade de alternância entre os Reinos Material e Espectral. Resolver quebra-cabeças atravessando grades ou revelando plataformas escondidas ainda soa engenhoso, e os controles modernizados. com câmera livre e opção de botões mais familiares. eliminam o atrito que os jogos originais tinham. A nova bússola e o mapa reduzem a frustração de se perder sem tirar a sensação de exploração (dá para desligar a bússola se quiser desafio puro). O combate comum, porém, mostra a idade. As lutas contra vampiros são funcionais, mas repetitivas em longas sessões. Já os chefes foram repaginados com carinho. Melchiah e Rahab ganharam texturas e ataques mais legíveis. A sensação de enfrentar um deles com a Lâmina Wraith continua tensa e gratificante. A narrativa, com seus diálogos filosóficos e reviravoltas, segura o conjunto mesmo quando a jogabilidade engasga. Para quem nunca jogou, é uma oportunidade rara de entender por que Soul Reaver é tão reverenciado. Para quem viveu a época, o remaster entrega o que promete: a mesma experiência, só que mais bonita, mais fluida e com um punhado de extras (Lost Levels, artes conceituais) que justificam o preço. O pacote é generoso e a porta de entrada ideal para uma das franquias mais subestimadas dos anos 90/2000.
Prós
- Narrativa densa e atmosfera gótica impecáveis
- Gráficos melhorados com modelos refeitos e texturas em alta resolução
- Novo sistema de mapa e bússola que facilitam a navegação sem quebrar a exploração
- Opção de alternar entre visual original e remasterizado instantaneamente
- Conteúdo extra generoso: Lost Levels, modo foto e artes conceituais
Contras
- Combates contra inimigos comuns podem ficar repetitivos
- Quebra-cabeças e ritmo de progresso podem parecer datados para jogadores mais novos
Jogabilidade e mecânicas: a dança entre reinos
Alternar entre o Reino Material e o Espectral não é só um truque visual. é a base de quase todos os desafios. Você se vê preso em uma sala sem saída, muda para o Espectral e uma plataforma surge. É engenhoso. Usar garras, rajadas telecinéticas e a Lâmina Wraith são ferramentas que se combinam com a alternância de reinos. A câmera controlável e o novo esquema de botões deixam tudo mais fluido, embora a essência dos anos 2000 ainda apareça em alguns saltos traiçoeiros e na lentidão de certas animações. Quem jogou originalmente vai reconhecer cada movimento; quem está chegando agora vai precisar de paciência para se acostumar com o ritmo mais contemplativo de exploração.
Conteúdo extra: bônus que fazem diferença
Além dos dois jogos completos, a coletânea inclui os Lost Levels. fases cortadas do desenvolvimento original que foram restauradas e dão um gostinho de 'e se?'. O modo foto é outro acerto: permite congelar o momento em que Raziel empala um vampiro com a estaca, com a luz filtrando-se pelas janelas da catedral. O mapa interativo de lore e as artes conceituais inéditas completam o pacote para quem quer mergulhar na mitologia da série. Não espere um remake com conteúdo novo costurado na campanha principal, mas os extras adicionam camadas de valor que justificam a revisita. especialmente para quem já conhece a franquia e quer ver o que ficou de fora.
Os rastreadores para upgrades de vida e energia também foram mantidos, e a nova bússola (que pode ser desligada) ajuda sem entregar o ouro. Tudo isso num pacote que respeita o material original e ainda oferece motivos para jogar de novo.
Desempenho no PS5: a plataforma ideal?
Rodamos a versão de PlayStation 5 e o resultado foi positivo. A taxa de quadros se manteve estável na maior parte do tempo, com raras oscilações em áreas com muitos efeitos de partículas. O carregamento rápido do SSD praticamente elimina as telas de loading, o que torna a exploração mais fluida. A resolução nativa 4K combinada com as texturas melhoradas dá um aspecto nítido sem perder a identidade visual dos jogos originais. É uma pena que a versão PC tenha relatos de frame stuttering que não encontramos aqui. Se você está entre plataformas, o PS5 parece ser a escolha mais consistente para aproveitar o remaster sem sustos.
Fique atento apenas ao fato de que o vsync vem ativado por padrão (sem opção de desligar nos consoles) e que alguns jogadores podem sentir o input lag mínimo. nada que atrapalhe a diversão. No geral, a performance no PS5 é confiável e corresponde ao que se espera de um remaster bem cuidado.
Perguntas frequentes sobre review Legacy of Kain™ Soul Reaver 1&2 Remastered PlayStation 5
O remaster inclui os dois jogos originais completos?
Sim, a coletânea traz Legacy of Kain: Soul Reaver e Legacy of Kain: Soul Reaver 2 na íntegra, com todas as fases, chefes e cutscenes, além dos Lost Levels como conteúdo bônus.
Dá para alternar entre os gráficos originais e remasterizados?
Sim, a qualquer momento você pode trocar instantaneamente entre o visual clássico e o remasterizado para comparar as melhorias em texturas, modelos e iluminação.
O jogo tem modo foto?
Sim, o modo foto está disponível e permite ajustar ângulos, filtros e efeitos para capturar cenas de Nosgoth com os novos gráficos.
Precisa ter jogado os originais para aproveitar?
Não, a história é autossuficiente e o jogo introduz bem seus personagens e mecânicas. Novatos vão encontrar uma narrativa densa e atmosfera única, mas o ritmo de exploração pode exigir paciência.
O PS5 tem suporte a troféus e conquistas?
Sim, a versão de PlayStation 5 inclui troféus nativos, com uma lista que recompensa a exploração e a conclusão dos dois jogos, incluindo os Lost Levels.
