A morte chega rápido em Skalitz. Em minutos, a vila onde Henry cresceu vira cinzas, e você está no controle de um rapaz que não sabe nem segurar uma espada direito. O tutorial se estende por mais de uma hora. e mesmo depois, você continua perdido, sujo e faminto em Rattay. É um começo brutal e lento, mas é exatamente essa fragilidade que torna Kingdom Come: Deliverance tão único.
Lançado originalmente em 2018, o jogo ganhou uma atualização gratuita para PlayStation 5 em fevereiro de 2026. Ela não adiciona conteúdo novo, mas resolve o calcanhar de aquiles das versões passadas: desempenho e carregamento. Com resolução 4K dinâmica e 60 quadros por segundo, a Boêmia do século XV ganha uma fluidez que transforma a experiência. Ainda assim, os alicerces do jogo permanecem os mesmos. um RPG realista, sem fantasia, que recompensa paciência e castiga pressa. Para quem encara o desafio, é uma das imersões mais autênticas do gênero.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- Se você não tem paciência para tutoriais longos e combates punitivos, reflita antes de comprar. O jogo começa devagar e exige treino.
- A versão Royal Edition inclui todas as DLCs lançadas, expandindo a campanha em dezenas de horas. É a escolha mais completa.
- O sistema de salvamento é restrito: só é possível salvar com poções especiais ou ao dormir em estalagens. Prepare-se para repetir trechos.
- Legendas e interface em português estão disponíveis na versão PS5, um ponto positivo para quem não domina o inglês.
- A atualização gratuita é essencial para uma boa experiência. Se você possui a versão de PS4, o upgrade vale muito a pena.
1. Kingdom Come: Deliverance Royal Edition para PlayStation 5. RPG medieval realista
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Você foge de Skalitz sem nada. Sem espada, sem armadura, sem saber o que fazer. Essa é a apresentação de Henry, um filho de ferreiro que terá que aprender tudo do zero. ler, lutar, até mesmo montar a cavalo. Kingdom Come: Deliverance não alivia: o combate é técnico, a progressão é orgânica e cada habilidade melhora com o uso. Nos primeiros confrontos, um único guarda te derruba em segundos. Mas quando o sistema de direção de golpes começa a fazer sentido, cada vitória pesa de verdade. A atualização para PS5 faz milagres com o que já existia. 60 fps estáveis deixam os movimentos mais precisos e os carregamentos, que antes duravam uma eternidade, agora levam segundos. A direção de arte medieval continua linda. campos, florestas e castelos têm personalidade -, mas os bugs e o pop-in ocasional lembram que o jogo ainda é de 2018. O sistema de save, amarrado a poções ou camas próprias, continua sendo o maior vilão: perder 30 minutos de exploração por um erro ou um glitch é frustrante. As missões secundárias são o destaque. Numa delas, você precisa curar uma maldição numa vila. Sem marcador fácil: você conversa com moradores, investiga pistas e decide entre uma poção arriscada ou uma abordagem conservadora. Nenhuma escolha é claramente certa. É esse design que faz o mundo parecer vivo, não um parque de diversões. A Royal Edition inclui todas as DLCs, adicionando dezenas de horas à campanha já longa (42h só a principal, mais de 100h para 100%). Para quem busca imersão histórica e progressão genuína, é um prato cheio. Mas não espere polimento de AAA moderno: os defeitos originais ainda aparecem. Se você topa o desafio, a recompensa é memorável.
Prós
- Mundo aberto reativo com NPCs que vivem rotinas e reagem às suas ações e aparência
- Progressão genuína: Henry começa inútil e se torna guerreiro com prática real
- Atualização gratuita para PS5 com 4K dinâmico e 60 fps, carregamentos muito mais rápidos
- Missões secundárias orgânicas com múltiplas soluções e consequências reais
Contras
- Sistema de save restritivo (poções ou dormir) que pode gerar repetição frustrante de trechos
- Curva de aprendizado íngreme, especialmente no combate e arco; afasta quem busca ação casual
Imersão medieval sem atalhos
Aparecer sujo numa audiência real fecha portas. Esse tipo de detalhe está por toda parte: NPCs acordam, trabalham, vão à taverna, dormem. Se você cometer um crime, sua reputação na região cai, e guardas passam a te reconhecer. Henry precisa comer, dormir e se manter limpo. Cada decisão tem peso. Na missão da maldição, você conversa com moradores, investiga pistas e decide entre uma poção arriscada ou uma abordagem conservadora. Nenhuma escolha é claramente certa. O mapa não tem pilhas de ícones; você descobre lugares pelo que vê e ouve. É um design que faz o mundo parecer vivo, não um parque de diversões.
Combate, progressão e o tal do sistema de save
Morrer para um guarda qualquer é o normal no começo. O combate usa cinco direções de golpe, e exige timing e posicionamento. Treine com o capitão Bernard em Rattay até o movimento entrar no músculo. Quando o sistema clica, duelos viram jogos de xadrez mortal. Cavalgar e atacar montado adiciona outra camada de caos. A progressão é orgânica: quanto mais você usa uma habilidade, mais ela sobe. Quer ser bom em arco? Atire dezenas de flechas. Quer abrir fechaduras? Pratique. Perks são escolhidos ao subir de nível, sem árvore fixa. Já o sistema de save. bem, ele divide. Salvar só com a poção Savior Schnapps ou ao dormir aumenta a tensão, mas também pode gerar frustração quando um bug ou erro custa 30 minutos de progresso. É um preço que alguns pagam de bom grado; outros, não.
Para quem realmente vale a pena?
Kingdom Come não tenta agradar todo mundo. E nem deveria. Se você curte ação descompromissada, combates arcade ou histórias com magia e dragões, melhor passar longe. O jogo é para quem aprecia imersão medieval, não se importa de repetir uma luta várias vezes e valoriza a sensação de evoluir de um plebeu frágil para um guerreiro competente. Fãs de The Witcher 3 que querem menos fantasia ou de Skyrim com mais realismo vão encontrar um prato cheio. A atualização de PS5 é o melhor momento para mergulhar. O desempenho finalmente faz justiça ao escopo do jogo, e as legendas em português tiram uma barreira importante. Só não espere uma experiência polida como um jogo triple A de 2026: os bugs e a aspereza original ainda aparecem. Mas para quem busca autenticidade medieval e profundidade de simulação, Kingdom Come continua sendo uma referência.
Perguntas frequentes sobre review Kingdom Come: Deliverance PlayStation 5
Kingdom Come: Deliverance tem legendas em português no PS5?
Sim. A atualização de nova geração adicionou legendas em português brasileiro, tanto para os diálogos quanto para a interface. É um ótimo complemento para quem prefere jogar no idioma nativo.
A versão Royal Edition inclui todas as DLCs?
Sim. A Royal Edition reúne o jogo base e todas as expansões lançadas: Treasures of the Past, From the Ashes, The Amorous Adventures of Bold Sir Hans Capon, Band of Bastards e A Woman's Lot. É a edição mais completa disponível.
O jogo roda a 60 fps no PlayStation 5?
Sim, após a atualização gratuita de fevereiro de 2026. O jogo opera a 60 quadros por segundo com resolução 4K dinâmica (1440p com upscaling via FSR). A taxa é estável na maior parte do tempo, com quedas eventuais em áreas muito carregadas.
Preciso jogar o primeiro Kingdom Come antes do segundo?
Kingdom Come: Deliverance é o primeiro jogo da série. A sequência foi lançada em fevereiro de 2025 e dá continuidade à história de Henry. Jogar o original antes enriquece a experiência, mas não é obrigatório.
O sistema de salvamento é realmente tão restritivo?
Sim, é um dos pontos mais criticados. Você só pode salvar consumindo a poção Savior Schnapps, dormindo em uma cama própria ou com mods no PC. Isso aumenta a tensão, mas pode frustrar em sessões curtas ou após mortes por bugs.
