Just Dance 2023 Edition no PS5: dança sob demanda, mas com ressalvas

Segurar o celular na mão enquanto tenta acertar os passos de "Toxic" não é exatamente o que se espera de um jogo de dança em 2023. Mas é a realidade de Just Dance 2023 no PS5. A franquia sempre foi sinônimo de festa descompromissada, mas a nova edição tenta virar a chave para um modelo de serviço, com acertos, tropeços e uma certa nostalgia do que ficou para trás.

Ubisoft quer que você encare Just Dance 2023 como uma plataforma viva, não um disco anual. Visual repaginado, multiplayer online com cross-play, modo história curioso e personalização que vai além da coreografia. Só que para virar essa chave, o jogo deixou para trás recursos que os fãs mais antigos vão sentir falta.

No PS5, a câmera e o Move são carta fora do baralho. O smartphone é o seu controle. E segurá-lo com uma mão enquanto dança é desconfortável. O rastreamento capta só a mão direita; coreografias que exigem mais do corpo são meio cegas. Tudo funciona, mas a imersão sofre.

A diversão em grupo continua genuína, as coreografias são bem montadas na maior parte do tempo e a interface nova (tipo Netflix do ritmo) facilita a navegação. Mas a transição para o modelo de serviço cobrou um preço: catálogo base mais enxuto, ausência de recursos clássicos e uma dependência de internet que pode frustrar.

Jogo analisado

O que observar antes de comprar

  • Sem internet, o jogo não salva suas notas. A conexão é obrigatória para quase tudo.
  • Controle feito exclusivamente pelo aplicativo de celular no PS5. Verifique se seu smartphone é compatível.
  • Catálogo base de 40 músicas é menor que o de edições anteriores; conteúdo extra exige assinatura Just Dance+.
  • Modo online permite até 6 jogadores com cross-play entre PS5, Xbox Series e Switch.
  • É possível baixar músicas para jogar offline, mas as notas não ficam salvas.

1. Just Dance 2023 Edition para PlayStation 5: dança sob demanda

Just Dance 2023 representa uma virada na franquia: o foco sai do disco anual e vai para um serviço contínuo. Reunir seis amigos, cada um com seu celular, e rir das coreografias erradas é a alma do jogo. O visual 3D finalmente tem personalidade, e o modo online com cross-play funciona bem. Mas a base de 40 músicas é metade do que se esperava, e o Just Dance+ (150 faixas) não chega aos pés do Unlimited (700). No PS5, segurar o telefone enquanto dança cansa o braço, e o rastreamento só da mão direita limita a imersão. Recursos queridos como o World Dance Floor e playlists personalizadas ficaram de fora. Ainda assim, para quem busca diversão social e topa o modelo serviço, o jogo entrega. O modo história "Enter the Danceverses" é criativo, a acessibilidade mostra cuidado e o online é estável. Não é o auge da série, mas um recomeço interessante, desde que você saiba: a internet é rainha aqui.

Prós

  • Modo online com cross-play funcional e divertido para até 6 jogadores
  • Melhora visual significativa com cenários 3D imersivos e interface moderna
  • Modo história criativo com 7 músicas e narrativa boba mas cativante
  • Recursos de acessibilidade como coreografias sentadas e linguagem inclusiva
  • Personalização de dançarinos e progressão com XP e cartões

Contras

  • Controle exclusivamente via celular no PS5, que pode ser desconfortável e limita o rastreamento a uma mão
  • Catálogo base de 40 músicas é enxuto para os padrões da franquia

O modelo de serviço: presente e futuro da franquia

Na largada, o pacote é modesto: 40 músicas que misturam hits globais (Toxic, Levitating, As It Was) e algumas surpresas. A assinatura Just Dance+ amplia para 150 faixas, bem menos que as 700 do Unlimited, que não existe mais. Para quem gosta de variedade, a sensação é de ter menos opções de cara.

A interface nova, inspirada em serviços de streaming, é ágil e bonita, mas esconde a falta de playlists personalizadas e do World Dance Floor, recursos que a série oferecia. A progressão com XP e cartões de dançarino estimula a repetição, especialmente no online, onde você desafia amigos. Ainda assim, a base enxuta pode cansar mais rápido que nos títulos anteriores, principalmente para quem joga sozinho.

O modo online e o Just Dance+ são o que estendem a vida do jogo. As temporadas trazem músicas gratuitas, mas por tempo limitado. É um modelo que exige paciência e disposição para assinar mais um serviço.

Controle por celular: o calcanhar de Aquiles do PS5

O único jeito de dançar no PS5 é via app. Você segura o celular na mão, o sensor rastreia só a mão direita. Passes com as duas mãos? Movimentos mais amplos? Nem sempre são captados. E o celular pode escorregar. especialmente em coreografias mais animadas.

A vantagem é que todo mundo tem um smartphone por perto, então não precisa comprar acessórios extras. Mas a experiência não é tão fluida quanto usar um Joy-Con no Switch ou um sensor dedicado. O aplicativo exige conexão constante com o jogo, e alguns modelos de celular mais antigos podem apresentar problemas de compatibilidade. A diversão não morre, mas você passa mais tempo preocupado em não derrubar o telefone do que soltando o corpo.

Para quem joga em grupo, o esquema de até seis pessoas cada uma com seu celular funciona. Só não espere a precisão de um Kinect ou PlayStation Camera (que nem têm suporte aqui). É um compromisso: você troca a fidelidade do rastreamento pela conveniência de usar o que já tem no bolso.

Perguntas frequentes sobre review Just Dance 2023 Edition PlayStation 5

Just Dance 2023 exige internet para jogar?

Sim, internet é obrigatória para jogar e salvar pontuações. Baixar músicas para jogar offline é possível, mas as notas não são registradas.

Quantas músicas vêm no jogo base?

40 faixas no jogo base, incluindo hits como 'Toxic' e 'As It Was'. A assinatura Just Dance+ adiciona mais 150, e temporadas trazem conteúdos gratuitos por tempo limitado.

Dá para jogar no PS5 sem o aplicativo de celular?

Não. No PS5, só dá para jogar pelo aplicativo Just Dance 2023 Controller. Nada de PlayStation Camera, PS Move ou outros periféricos.

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Rodrigo Santos

Sobrevivente da era da internet discada, treinado na arte de assoprar cartuchos. Hoje, meu esporte favorito é debater por horas se o jogo de tabuleiro adapta bem o filme ou se o remaster estragou o clássico. Do analógico ao digital, traduzo minhas madrugadas de jogatina e muita cafeína em análises diretas e sem enrolação.

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