Soltar um Black Flash bem na cara do oponente, sentir a barra de energia amaldiçoada encher e ativar a Expansão de Domínio no meio do caos 2v2. Jujutsu Kaisen: Cursed Clash tem desses momentos. O problema é que eles vêm em conta-gotas. O primeiro jogo de console do universo de Gege Akutami chega ao PS5 tentando traduzir a pancadaria frenética do anime para um arena fighter que agrade fãs e novatos. Acerta no visual e no fanservice, mas tropeça em conteúdo, profundidade e modos. Depois de horas com a versão de PS5, uma verdade: é um jogo feito sob medida para quem já ama a série e topa engolir uma campanha de quatro horas em slideshow e uma jogabilidade que cansa rápido.
Se você está na cerca, vamos direto ao ponto.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- O jogo é focado em combates 2×2 online. Não tem modo versus local (split-screen). Toda a diversão multiplayer depende de internet.
- A campanha single player cobre a primeira temporada e o filme 0, mas é contada com imagens estáticas e diálogos. Dura cerca de 4 horas.
- São 16 personagens no elenco base. Alguns são claramente mais fortes (Gojo, por exemplo). DLCs pagos adicionam mais lutadores e capítulos.
- No PS5, roda a 60 fps estáveis e carrega rápido. O online, porém, sofre com lag e pouca gente para achar partida.
1. Jujutsu Kaisen: Cursed Clash. PlayStation 5
Fonte: Amazon.com.brBandai Namco Jujutsu Kaisen Amaldiçoado Confronto (Ps5)
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Controlar os feiticeiros de Jujutsu Kaisen é a melhor parte. Cada personagem tem golpes especiais que reproduzem as técnicas do anime. o azul do Gojo, os socos do Yuji, os ataques à distância da Nobara. A modelagem 3D caprichada e as animações cheias de partículas te colocam dentro de um episódio. Quando o combate engrena, especialmente no cooperativo online com um amigo, a diversão aparece: vocês combinam ataques conjuntos, a tela treme, e a Expansão de Domínio de ambos explode ao mesmo tempo. Por um instante, você se sente invencível. Mas esses instantes não se sustentam. A base do combate é rala. Golpes básicos são poucos, combos previsíveis, movimentação travada. Você sente um delay nos comandos que tira a fluidez. O desbalanceamento entre os 16 personagens é claro: Gojo domina de longe. E não existe modo 1v1. Em algumas horas, a repetição bate forte. O Versus online, ranqueado ou casual, sofre com lag e população baixa. esperar por partida vira rotina. A campanha single player é o ponto mais fraco. Em vez de cutscenes animadas, você recebe um slideshow de imagens estáticas do anime com legendas. Sete capítulos que se arrastam por quatro horas, sem nenhum momento de encenação digno do material original. As batalhas entre os diálogos são confusas: ora você precisa acertar um golpe específico, ora só nocautear. As "Short Stories" e o minijogo Jujusta 2024 esticam um pouco, mas não escondem a sensação de conteúdo cortado para virar DLC paga. Tecnicamente, o PS5 segura bem: 60 fps estáveis, carregamento quase instantâneo, sem bugs gráficos sérios. Dublagem em japonês e inglês boa, legendas em português. Mas os menus parecem inacabados, e a loja de cosméticos pede grind. O jogo de luta que agrada pelo fanservice, frustra pela falta de ambição. Quem só quer passar tempo com os personagens favoritos e tem amigos online vai se divertir. Quem busca profundidade competitiva ou campanha rica, vai se decepcionar. É compra só para fãs hardcore de Jujutsu Kaisen.
Prós
- Modelagem e animações fiéis ao anime, com golpes icônicos bem reproduzidos
- Desempenho estável a 60 fps no PS5, com carregamento rápido
- Cooperativo online 2×2 é divertido quando funciona, especialmente com amigos
Contras
- Modo história curto (4h) e contado em slideshow, sem cenas animadas
- Jogabilidade rasa e repetitiva, com combos limitados e desbalanceamento entre personagens
O combate 2v2: brilho instantâneo, tédio previsível
A grande promessa de Cursed Clash é a luta em duplas. Dois jogadores combinam ataques, um salva o outro de um combo, e a Expansão de Domínio conjunta vira o jogo. Quando isso acontece, a tela se enche de efeitos, os golpes especiais trocam de lado, e a sensação de controle sobre o caos é real. Mas a base é rala. Golpes básicos são poucos, combos previsíveis. A movimentação pelos cenários, com obstáculos destrutíveis, é travada. Os comandos têm delay, tirando a fluidez. O desbalanceamento entre os 16 personagens é evidente: Gojo de longo alcance domina quem tem alcance curto. A falta de modo 1v1 expõe as falhas de design. Em duas horas, a empolgação inicial vira frustração.
Um modo história que parece resumo ilustrado de Wikipedia
Se você esperava cutscenes animadas dos melhores momentos do anime, decepção. A campanha de Cursed Clash é um slideshow de imagens estáticas com legendas e dublagem. É como ler um mangá em que as páginas não viram sozinhas. Sete capítulos que somam quatro horas, sem nenhuma encenação digna do material original. As batalhas entre os diálogos quebram o ritmo, mas os objetivos são confusos: às vezes um golpe específico, outras só nocautear. Sem tutorial decente, você tateia. As “Short Stories” são fragmentos soltos. A sensação é de orçamento mínimo, conteúdo cortado para DLC. Para quem busca campanha single player, a resposta é curta: não está aqui.
Para quem realmente faz sentido?
Depois de horas com o jogo, fica claro o público-alvo: fãs hardcore de Jujutsu Kaisen que querem ver os personagens em 3D, soltar os golpes do anime e jogar online com amigos que compartilham o entusiasmo. O jogo não tenta conquistar quem não é fã: não há profundidade competitiva, modos variados ou campanha que justifique o investimento. A ausência de modo versus local é um tiro no pé para quem joga no mesmo sofá. O online, quando funciona, rende risadas no cooperativo, mas população pequena e lag frequente minam a experiência. Se você não é fã, cansa antes da segunda hora. Se é fã, encontra diversão suficiente para justificar a compra. em promoção. Para o resto, existem opções melhores no gênero arena fighter.
Perguntas frequentes sobre review Jujutsu Kaisen: Cursed Clash PlayStation 5
Quantos personagens estão disponíveis no jogo base?
O jogo base tem 16 personagens jogáveis, incluindo Yuji, Gojo, Megumi, Nobara e outros. DLCs pagos adicionam mais lutadores, como os do arco Hidden Inventory.
O modo história é bom?
Não. A história é curta (cerca de 4 horas) e contada inteiramente com imagens estáticas do anime e diálogos, sem cenas animadas. É fraca e não acrescenta nada para quem já acompanha a série.
Tem modo multiplayer local?
Não. Cursed Clash não possui modo versus local ou cooperativo em tela dividida. O multiplayer é exclusivamente online, com opções de partidas ranqueadas, casuais e cooperativo contra a CPU.
O jogo roda bem no PlayStation 5?
Sim. No PS5, o jogo mantém 60 fps estáveis na maior parte do tempo, com carregamentos rápidos e sem bugs gráficos relevantes. A performance é um dos pontos positivos.
Vale a pena comprar se não sou fã de Jujutsu Kaisen?
Provavelmente não. A jogabilidade é rasa e repetitiva, o conteúdo é escasso e o online tem problemas. Só recomendamos para fãs hardcore do anime que queiram controlar os personagens em lutas 2×2 com amigos.
