Se você cresceu decorando as poses de Jotaro e repetindo 'ORAORAORA' no espelho, All-Star Battle R parece feito sob medida. Você seleciona Jotaro, aperta o botão de ataque, e ele desfere uma saraivada de golpes. cada impacto com um hit stop que faz a tela vibrar. DIO do outro lado, pronto para parar o tempo. Essa é a essência do jogo: um espetáculo visual fiel ao traço de Araki, rodando a 60fps no PS5. Mas será que a pancadaria sustenta um fighting game completo, ou o peso da nostalgia esconde arestas?
A ideia é simples: reunir mais de 50 personagens de todas as partes do anime, de Jonathan a Jolyne, cada um com seu estilo. Stands, Hamon, Vampirismo. e colocar para brigar em cenários que pegam fogo. O Easy Beat System deixa qualquer um soltar combos, mas quem cavar encontra cancelamentos, assists e dash jumps. No papel, parece o sonho de qualquer fã. Na prática, o jogo entrega boa parte, mas tropeça em pontos que merecem atenção antes da compra.
Jogo analisado
O que observar antes de comprar
- All-Star Battle R é um remaster expandido do jogo de 2013, com elenco maior e mecânicas reformuladas.
- No PS5, a experiência roda a 60fps com carregamentos instantâneos.
- O modo single-player principal (All-Star Battle Mode) substitui a história por batalhas soltas sem contexto narrativo.
- O online tem base reduzida e matchmaking demorado; não espere uma experiência competitiva robusta.
- Para aproveitar ao máximo, é bom ter familiaridade com JoJo: as referências e easter eggs são o grande atrativo.
1. JoJo's Bizarre Adventure: All-Star Battle R para PlayStation 5. remaster com elenco massivo e combate refinado
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All-Star Battle R brilha quando a pose e o impacto se encontram. DIO para o tempo, você fica imóvel, e quando o golpe chega, o hit stop faz a tela vibrar. Esse é o tipo de momento que o jogo entrega dezenas de vezes. Os modelos são fiéis ao traço de Araki, as animações capturam a teatralidade das lutas, e cada Dramatic Finish é um mini-espetáculo. A dublagem japonesa original, com novos registros da Parte 6, arremata o pacote. No PS5, 60fps sólidos e carregamentos quase instantâneos. O elenco é o grande trunfo: mais de 50 lutadores, de Jonathan a personagens de JoJolion, cada um com seu estilo. Stands, Hamon, Vampirismo. O Easy Beat System facilita combos automáticos, mas quem quiser aprofundar encontra cancelamentos, assists e dash jumps. A acessibilidade é boa, e acertar um ORAORAORA em cheio é gratificante. Mas o encanto quebra em detalhes. O modo All-Star Battle, que substitui a história, são 100 batalhas soltas sem contexto narrativo. Para quem não conhece JoJo, os painéis de texto não explicam nada. O online sofre com baixa população e matchmaking demorado. não dá para contar com ele. Além disso, o alcance curto de muitos ataques básicos frustra: golpes que parecem certos passam de raspão. O desbalanceamento proposital, que reflete o poder dos personagens no anime, pode incomodar em partidas mais sérias. No fim, All-Star Battle R é uma experiência que brilha mais para quem já ama JoJo. Se você está nesse grupo, prepare-se para se deliciar com cada referência e cada golpe estiloso. Para os demais, o combate até diverte, mas o pacote inteiro parece caro demais pelo que oferece.
Prós
- Elenco enorme com mais de 50 personagens, incluindo variações de diferentes partes do anime
- Visual fidelíssimo ao estilo de Hirohiko Araki, com animações fluidas e finalizações dramáticas de tirar o fôlego
- Combate acessível graças ao Easy Beat System, mas com profundidade para quem busca combos mais complexos
- Performance sólida no PS5: 60fps e carregamentos praticamente instantâneos
Contras
- Modo single-player principal (All-Star Battle) não tem narrativa, apenas batalhas soltas sem contexto
- Online com baixa população e matchmaking demorado; não dá para confiar no multiplayer competitivo
O combate: entre a pose e o impacto
Aperte quadrado e Jotaro desfere um jab. O golpe sai rápido, mas o alcance? Curto. Você recua, tenta um especial. e acerta. A satisfação dura até o próximo erro. O Easy Beat System permite encadear combos sem treino, mas quem busca profundidade encontra dash jumps, assists e cancelamentos. A movimentação é ágil, e o sidestep limitado ajuda a desviar. Porém, o alcance curto de vários ataques básicos atrapalha. golpes que parecem certos passam raspando. A pouca variação de golpes de alguns personagens também torna a trocação previsível. Mas quando o jogo engrena. um ORAORAORA bem colocado ou um Dramatic Finish no ângulo certo. a sensação de poder compensa.
Elenco e visual: a vitrine que vende o jogo
Quando DIO para o tempo, o mundo fica em tons sépia, e você vê cada detalhe do seu Stand. as texturas, o brilho, a pose. Essa fidelidade ao traço de Araki é o ponto alto. Cada personagem é uma recriação caprichada, com animações que capturam os trejeitos: o jeito de Jonathan colocar a mão no ombro, a pose arrogante de DIO. Os cenários também são ricos, com eventos interativos como o fogo no Egito. E a dublagem japonesa original, com novos registros da Parte 6, completa o pacote. Para quem ama JoJo, cada detalhe é um presente.
Para quem o jogo encaixa (e para quem não encaixa)
Se você nunca viu JoJo, o modo All-Star Battle vai parecer uma sequência de lutas sem sentido. Mas se você cresceu com a série, cada batalha é uma recriação de momentos icônicos, incluindo confrontos 'What If' entre partes diferentes. O glossário com informações do universo é um extra bem-vindo. Mas o modo principal não explica a história. são batalhas soltas com painéis de texto insuficientes. O online tem base pequena e partidas demoradas. Para quem busca um fighting game competitivo, Street Fighter ou Guilty Gear são mais consistentes. Para quem quer reviver a infância e soltar um 'ORAORA' na cara do oponente, este é o prato principal.
Perguntas frequentes sobre review Jojo’s Bizarre Adventure: All-star Battle R PlayStation 5
JoJo's Bizarre Adventure: All-Star Battle R tem modo história?
Não. O modo principal não conta história, são batalhas soltas com condições especiais. Fãs reconhecem as referências, novatos ficam perdidos.
O jogo roda a 60fps no PS5?
Sim. No PlayStation 5, All-Star Battle R mantém 60 quadros por segundo estáveis durante as lutas, com resolução 4K e tempos de carregamento muito rápidos. A experiência é fluida e visualmente impressionante.
Quantos personagens estão disponíveis?
O elenco base tem 50 personagens de todos os arcos do mangá/anime até JoJolion, com variações de fases (como Jotaro Parte 3 e 4). Além disso, dois Season Passes adicionam mais lutadores via DLC.
Vale a pena para quem não conhece JoJo?
Depende. O combate é acessível e pode divertir, mas o modo principal não explica a história, e as referências passam batido. Para quem busca um fighting game com campanha ou equilíbrio competitivo, existem opções melhores no mercado.
O online é bom?
O modo online existe, mas sofre com baixa população de jogadores e matchmaking demorado. A experiência pode ser frustrante, especialmente em horários alternativos. Não é recomendado como foco principal de compra.
